segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Pauta de Hoje: O Selvagem da Motocicleta - 35 anos (Francis Ford Coppola)


Yeah! Chegamos a 2018... Considere-se um privilegiado... Ou não. Rsrsrs... Bom, fato é que esperamos um ano menos árduo e mais auspicioso. Vamos ao primeirão do ano.

RUMBLE FISH

Esse ano o filme de Francis Ford Coppola, "Rumble Fish" completa trinta e cinco anos de lançamento. Aqui, no Brasil, ele veio traduzido como "O Selvagem da Motocicleta". Um filme que marcou uma singela virada na carreira do diretor, pois ele vinha dos dois "Godfather" (I e II), além do magistral "Apocalipse Now". O cinema esperava que Coppola viesse com algo bem Hollywood, mainstream ou pomposo, porém ele saca uma adaptação de S. E. Hinton (escritora americana) e surpreende meio mundo com um filme sombrio, em preto e branco e filosófico. Tudo no filme é vagaroso, confuso e enigmático. Matt Dillon (com 19 anos) vive um jovem atormentado pela ausência da mãe e a indiferença de seu pai alcoólatra. Líder de uma gangue numa minúscula cidade em Oklahoma, vive a espera de seu irmão (Mickey Rourke), lenda viva do local e ídolo seu. O retorno de seu irmão anima o jovem, mas ele percebe com o tempo que a lenda não é mais a mesma. Bom... Aos mais jovens eu recomendo bastante. Trata-se de um clássico do cinema. Coppola acerta em diversos aspectos. Primeiro a escolha em P&B. Dá um clima "noir" na película. Depois o clima esfumaçado também ajuda a ambientar melancolia ao roteiro. As cores só surgem numa cena com peixes (uma linda metáfora que o diretor tira da cartola no fim) e outros animais numa loja pet. Fique de olho nessa cena. O elenco também é de primeira: Além de Dillon e Rourke, temos NIcolas Cage, Laurence Fishburne, Dennis Hopper (o pai), Chris Penn (Falecido irmão de Sean Penn), Diane Lane (a namorada), além de Tom Waits e a filha de Coppola, Sofia. Todos bem novos e dando boa contribuição. A relação entre os irmãos é algo parecido com "Vidas Amargas" - clássico com James Dean. A própria vibração (depressiva) de Rourke lembra bastante. Um rebelde triste, atormentado e sem esperança. O que diferencia é a ausência do complexo de Édipo e a rivalidade. É mais uma idolatria e parceria perigosa. Mais dois detalhes saltam a luz... A trilha é toda do baterista Stewart Copeland (The Police). O músico estraçalha nas composições. Engana-se quem for procurar o ska, reggae ou similar nas músicas. Copeland apresenta-nos um lado obscuro, taciturno e climático. Eu corri para baixar algumas ali. É perfeita a simbiose da atmosfera musical com o filme. Magistral. Impossível não embarcar no clima. 

O outro detalhe é menos importante, contudo não deixa de ser curioso. Só percebi, obviamente, ao fim. Em todos os sites, buscas ou locais sobre a sétima arte não tem... Só se você observar nos créditos finais, nome a nome... O ator Laurence Fishburne assinava "Larry Fishburne". Tive o cuidado em voltar algumas vezes para confirmar. Pois é... Como ele está bem magro e novo no filme eu tive dúvidas. Nos créditos eu observei seu nome, mas com essa distinção. Curioso, né?

Acrescentando aí uma tendência também: Coppola também adaptou outra história da escritora (S. E. Hinton) em seu "Vidas Sem Rumo" (The Outsiders) no mesmo ano e com atores idem: Matt Dillon, Diane Lane, Tom Waits... A escritora participa de ambos, em papéis discretos, mas pontuais.






Se você não viu esse filme, veja. Se viste há tempos, repita. Vale a pena. Um clássico de Coppola. Diferente de outros dele, claro. Mas, é muito bacana! 






CLIC.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pauta de Hoje: Melhores 2017 - Parte Final


Continuando a seleção dos melhores desse ano. Eis a parte final do rol...

MELHORES 2017 

DISCOS

Drunk - Thundercat
Pleasure - Feist
City Music - Kevin Morby
Rest - Charlotte Gainsbourg
In Mind - Real State
Interplanetary Class Classics - The Moonlandingz
How Did I Found Myself? - The Dream Syndicate
Cigarettes After Sex - Cigarettes After Sex
Every Country's Sun - Mogway
Ti Amo - Phoenix

E, mais uma vez o podcast com uma faixa de cada álbum selecionado para degustação de vocês. Abaixo, no link:

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/podcast-leozito-3/

Aproveito para desejar boas festas e um ano novo bacana e em paz pra gente. Volto em 2018 com mais podcasts e textos aqui. Yeah!

YEAH

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pauta de Hoje: Melhores 2017 (Parte 1)


Dezembro penetra fundo em 2017 e é chegada a hora da seleção dos melhores... Aquelas listinhas "sem vergonha" de final de ano. Rsrsrs... Separei por tema e dividi em duas partes. Ou seja: teremos esse e mais um post nos próximos dias. Mas, para ficar mais bacana e gostoso colocarei também um podcast em cada "post" com uma música de cada disco selecionado. Para audição e degustação do leitor. Assim, vocês ficam sabendo os discos e experimentam uma faixa de cada. Combinado? Ok... Here we go...

MELHORES 2017 (Parte 1)

Cidadão Ilustre - Filme
Poesia Sem Fim - Filme
Os Meyerowitzs - Filme
Shot (Doc)
Twin Peaks - Série
Mindhunter - Série
Suburra - Série
Four Seasons in Havana - Série
Stranger Things - Série
Era o Hotel Cambridge - Filme
Trainspotting 2 - Filme
Love - Série
Narcos - Série
Vinil FM - Web Rádio
"Discos Que Amamos" - Programa Web Rádio

"O Método Buda do Controle Mental" - Programa Web Rádio

DISCOS (2017 - Parte 1)

Lotta Sea Lice - Courtney Bartnett & Kurt Ville
A Deeper Understanding - The War on Drugs
Damage And Joy - JAMC
Weather Diaries - Ride
Slowdive - Slowdive
Somersault - Beach Fossils
Dedicated to Bobby Jameson - Ariel Pink
How do you Spell Heaven - Guided By Voices
Silver/Lead - Wire
Sketches Of Brunswick East - King Gizzard & The Lizard Wizard

Segue abaixo o podcast com uma faixa de cada disco... Aproveitem!!!




Uow!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pauta de Hoje: Podcast de estreia do blog


PODCAST LEOZITO

Salve, rapaziada! 

A Vinil FM vai fazer um "break", uma parada nas férias (meados de dezembro) e o nosso "Discos Que Amamos" entrará em recesso. Voltando em janeiro de 2018. Ou Fevereiro. Ainda não sabemos. Porém, isso foi um bom motivo e estímulo para realizar o primeiro podcast do Blog. Geralmente vocês escutam os podcasts do programa (Discos Que Amamos), mas dessa vez será do blog. Então, espero reunir a audiência dos leitores e ouvintes. Sejam meus convidados... Para tal, basta acessar o blog (como já foi feito) e clicar no "link" abaixo e dar "play"... Somente...

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/podcast-leozito-1/

Deixarei a tracklist aqui para pesquisa e orientação:

1) Pylon - Danger
2) The Family Cat - River Of Diamonds
3) The House Of Love - Salome
4) Tahiti 80 - Big Day
5) The Dead 60's - Riot Radio
6) Elefant - Sunlight Makes Me Paranoid
7) Steve Diggle - Lie in Bed
8) Devotchka - The Clockwise Witness
9) The Coral - Miss Fortune
10) Teenage Fanclub - With You
11) Iggy Pop - Gardenia

* BGs: La Femme D'Argent (Air), Space Carnival (The Comet Is Coming), Threads (Portishead), Jesus, Etc (Wilco) e Moments In Love (Art Of Noise)

BG = Background. As canções de fundo...


CLIC.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pauta de Hoje: MIndhunter, Dicas e dois podcasts da Vinil FM


MINDHUNTER

Série badalada e inspirada no livro homônimo de John Douglas e Mark Olshaker completa e sacia os fãs de programas sobre comportamento e investigação criminal. Há uma série (sem trocadilhos...rs) delas nos streamings e/ou na TV fechada. "Mindhunter" explora e explica didaticamente o nascimento da área de ciência comportamental dentro do FBI. Quem assina é o experiente David Fincher (Charlize Theron co-produz) a direção. Famoso por filmes como "Seven" e "Zodiac" (cuja temática também investiga a mente de assassinos e psicopatas e seus "modus operandis"), o diretor realiza muito bem as tomadas de câmeras e argumentos da série. Há bastante tensão, jogos de câmeras e  evolução dos personagens episódio a episódio. De fato, o núcleo comportamental do FBI foi criado nesses moldes e teve extrema relutância em aceitar que cientistas explorassem as mentes de psicopatas condenados e esquecidos pela sociedade. O conservadorismo era latente dentro do Bureau. E, é exatamente essa a proposta de Mindhunter: narrar o cotidiano de dois agentes começando um trabalho dentro da polícia que busca entender o comportamento e a forma como pensam e agem. A partir de entrevistas e visitas nas penitenciárias a dupla, juntamente com uma doutora, desenvolveram abordagens e métodos para alcançar certos objetivos. Além de terem cunhados os termos como "organizados e desorganizados", "serial killers", "gatilho", etc... Não há muito além disso como em outras séries similares. Ou seja: não há prisões, troca de tiros, caçadas mirabolantes. A cadência lembra mais "True Detective" (1ª Temporada) com fins teóricos. A teoria é mais importante aqui. São princípios acadêmicos dentro da divisão policial. Acredito que haverá continuação (e merece) e espero que o ritmo siga similar e os argumentos também. Dentre os personagens todos o que mais destaca-se é Holden Ford, o novato, interpretado por Jonathan Groff. É ele quem evolui e passa de modo mais visceral por todos os episódios. Uma verdadeira transformação. Muito bom! Por último gostaria de ressaltar a trilha sonora (a série é ambientada nos anos 70) com extremo gosto e sem obviedades. Acreditem. Quem espera coisa distinta dessa série está no programa errado. O que prevalece na trama é a psicologia. Tudo nos EUA no período entre 76 e 78. John Douglas é o verdadeiro Holden. Foi ele quem passou por tudo isso (o universo de pedófilos e assassinos frios é muito "punk". O próprio Douglas afirma ser cruel lembrar) e conta em detalhes em seu livro. Uma boa dica para quem aprecia o tema. 


DISCOS QUE AMAMOS

Conforme eu avisei no post anterior seguirei deixando disponível alguns programas que faço na Vinil FM... Hoje deixarei mais dois: The Clash (Clash 77) e The Church (Starfish 88). Estão em forma de podcast no mixcloud. Aproveitem!


The Church 


The Clash


Have fun

DICAS

Para encerrar deixarei aqui algumas dicas minhas acerca de bons filmes que estão nos streamings (alguns até nos cinemas) para apreciação e tal...

"Lion"
"Ex_ Machina"
"Os Meyerowitzs"
"O Bar" 
"George Harrison" - Living In teh Material World (Doc)
"One Of Us" (Doc)
"Shot" (Doc. Fotografia e Rock)
"Suburra" (Show Italiano)


home...

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Discos Que Amamos - podcasts (Depeche Mode & Morphine)


Como todos sabem (ou deveriam saber) faço um programa na Vinil FM há sete meses chamado "Discos que Amamos" que vai ao ar toda segunda-feira a partir das 21 horas na web radio Vinil FM. A proposta é escutar um disco em especial durante uma hora faixa a faixa com comentários sobre o disco, bem como os bastidores, cenário da banda (ou artista), informações e tudo mais. Algumas pessoas me pediram para disponibilizar alguns desses programas (já foram mais de trinta) na íntegra para escutar de novo. Ou mostrar a outras pessoas. Então decidi deixar alguns... Então ficamos assim... Entre os posts do blog deixo dois ou três programas por aqui...

Sendo assim... Começo com Depeche Mode e Morphine...

Music For The Masses (87) - Depeche Mode

https://www.mixcloud.com/léo-rocha2/depeche-mode-music-for-the-masses-completo/


Cure For Pain (93) - Morphine

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/cure-for-pain-morphine/


Depeche Mode


Morphine


Então, queridões, aproveitem, escutem, absorvam, regozijem a vontade. Basta "clicar" e ouvir no conforto da sua casa, trabalho, carro, etc... 




segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Pauta: Narcos (Season 3), David Lynch, News, Tracks, etc...


NARCOS (SEASON 3)

Começou a terceira temporada da série Narcos. Estreou no streaming dia 1 de setembro. São dez episódios com quase 60 minutos de duração, tempo suficiente para o ótimo roteiro do mesmo. Levei dois dias para fechar tudo. Descontados aí os afazeres domésticos e sociais que um fim de semana exige. Claro. Bem... Tentarei opinar e comentar sobre sem cometer significativos "spoilers" preservando o frescor e a curiosidade dos espectadores. O que eu posso dizer de cara é que a temporada supra citada não conta mais com Pablo Escobar. Óbvio. Pablo é assassinado ao fim da temporada anterior e ali é sacramentado o fim do Cartel de Medellín. O que não é uma verdade, já que o mesmo segue atuante com outros chefes, mas sem a grandeza e relevância de Pablo. Ressalto que nada disso é spoiler: trata-se da sinopse da série. A terceira fase de Narcos é sobre o cartel rival: o menos sanguinário, mas mais astuto e igualmente nefasto Cartel de Cali. E, sinceramente, confesso que faz muita diferença. Seria uma espécie de "Tropa de Elite 2". Ou seja: o argumento é mais amplo e trabalhado. Tira-se das costas de Pablo, personagem central das temporadas, o elo de ligação principal. Traz a cidade de Calí, os traficantes, a DEA (Narcóticos USA) e a política colombiana para o centro da discussão. Isso torna a série mais interessante e construtiva. Não confunda predileção ou qualquer coisa similar, é apenas constatação. É diferente. E, o mais gostoso é saber que, guardadas as devidas proporções, tudo é fato. O mundo havia mudado no meio da década de 90. A Colômbia idem. Então seguindo essa linha de raciocínio fazendo o contraponto com "Tropa de Elite" (o que é pertinente já que José Padilha assina ambas as direções) o que era sangue, morte, carnificina e tal numa temporada torna-se mais política, repleta de bastidores, personagens ambíguos e nebulosas conspirações em outra. Vale lembrar que Narcos é uma visão americana da história colombiana sobre o império de entorpecentes. Existem outras fontes e séries sobre o mesmo tema. Assim como existe "El Patrón Del Mal" (quase uma novela colombiana) e seus mais de duzentos capítulos acerca de Medellín existem alguns docs. sobre Cali. Para quem viu a novela colombiana sabe que existe distinção. Quem lê meus textos sabe que eu tenho uma queda por chefões e máfia. E, Narcos, preenche todos requisitos no que tange meu gosto pessoal. Uma boa opção e muito bem conduzida do começo ao fim. Sem maiores dramas ou chavões (mesmo que esteja muito em voga o tema) e com a missão pertinente de entreter e divertir quem curte o assunto. Um acerto dos produtores, atores e demais envolvidos.


DAVID LYNCH

Aproveitando o gancho de Twin Peaks (2017) me deparei com o documentário sobre David que está no Rio de Janeiro. Trata-se de "David Lynch - A vida de um artista". Exibido com extremo carinho no Festival de Veneza - o doc trata da vida (infância e adolescência) de Lynch. Passa por sua família até sua vida adulta. Mas, engana-se quem acha que a película vai muito além disso. Á exceção de filmes menores (até caseiros) do diretor, o documentário finda um pouco antes de "Eraserhead" (1977). O argumento é dividir a persona de David antes de toda excentricidade, loucura e genialidade. Ou seja: reunir o máximo de informações de como era o diretor no estágio embrionário. Momentos íntimos como o nascimento de sua filha Lula (não confundir com o político... rsrsrs) ou suas horas incessantes diante de telas (ele se considera um pintor antes de cineasta) foram decisivos para a ideia surgir na cabeça de John Nguyen, Rick Barnes e Olivia Neergaard-Holm, os pais do projeto. Queriam saber como David tornou-se quem é. Humanizar e tirar o mito do diretor. O resultado é um potente e criativo filme sobre uma das pessoas mais instigantes do nosso tempo. Em cartaz na cidade.

Em tempo: já está disponível o penúltimo episódio de Twin Peaks no streaming. 


NEWS

- Ao mesmo tempo que começará no MIS (Museu de Imagem e Som) em São Paulo a exposição temática sobre o músico Renato Russo sairá essa semana mais um escrito acerca do artista. Chama-se "O Livro das Listas" (Ed. Companhia das Letras) - uma espécie de diário de bordo em forma de listas do cantor. Ele era fã dessas listas. Algo próximo de Nick Hornby (famoso por listas do mundo pop). O livro reúne inúmeras listas escritas em cadernos por Renato no decorrer de sua vida. Tem coisas extremamente curiosas como: dez pessoas famosas que você convidaria para jantar" ou "melhores bandas de rock de todos os tempo" e por aí vai...  Tudo devidamente catalogada.

A conferir

- Walter Becker (foto/fim), co-fundador do Steely Dan, faleceu nesse domingo em decorrência de sua luta contra o câncer. Ele tinha 67 anos. RIP.

- O poeta John Ashbery faleceu ontem aos 90 anos. Um dos maiores poetas modernos em atividade. Vencedor de 1(hum) Pulitzer, ele era membro da Escola de Nova York (grupo formado nos anos 50 e 60) que tinha também nomes como Frank O'Hara e Tom Savage. RIP.

- Pela primeira vez a banda Gorillaz virá ao Brasil. Em março, no Jockey Club em São Paulo. Preços variando entre 280 e 560 temers... Ugh!

TRACKLIST

Do it again (Steely Dan)
Reelin' in the years (Steely Dan)
Goin' Back (The Byrds)
Chimes of Freedom (The Byrds)
Eight Miles High (The Byrds)


CLIC.