quarta-feira, 14 de março de 2018

Pauta de Hoje: Podcasts de 3 (três) programas do Discos Que Amamos


PODCASTS

Discos Que Amamos

Conforme eu havia prometido, vez em quando colocarei aqui alguns programas que eu produzi e apresentei (e sigo fazendo) na Vinil FM (www.vinilfm.com.br). O programa vai ao ar toda segunda-feira, às 21 horas. Quem ainda não o conhece: seja bem-vindo!

A proposta desse é comentar, resenhar e ouvir na ÍNTEGRA faixa a faixa do disco em questão. Numa época em que a meninada só consegue ouvir uma ou duas canções de determinado artista faz-se hercúlea a missão em escutar o trabalho todo. E, foi assim que o artista concebeu, afinal de contas...
Mas, tudo bem... Essa é a tarefa e muita gente curte. 

Segue abaixo os podcasts de três bandas e assim, o ouvinte escolhe qual, como, quando ouvir e curtir (ou conhecer). Have fun!!

BLONDIE



LED ZEPPELIN



THE BREEDERS (INÉDITO)



É isso... Vejo vocês por aí... Beijos!


Hawking

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Pauta de Hoje: "Escadaria Para o Inferno" (Humberto Finatti) & Lançamento dia 17/02 (RJ)


ESCADARIA PARA O INFERNO

Editora Kazuá
Humberto Finatti




"... And she's buying a stairway to heaven ..."

Sim... Foi inevitável colocar a famosa canção do Led Zeppelin ao começar esse texto. Ao contrário da letra da música, Humberto Finatti não quis (ou quis???) comprar nenhuma escada pro céu. Mas, desceu intencionalmente outra via porém com destino oposto. O Inferno! Posto de maneira metafórica qualquer leitor pode pensar tratar-se de uma hipérbole ou similar... Ledo engano...(Risos). Nosso jornalista "maldito" desceu mesmo (um dos contos principais narra a passagem) à terra do nefasto e lá tratou de sobreviver e conviver com os moradores. Hmmm... Atentem-se que não refiro-me a sua charmosa e concreta (como dizia Caetano) São Paulo. Não. Refiro-me ao submundo, underground absoluto, da garoa. Abaixo do concreto. Finatti seria um parceiro incrível da Rê Bordosa, por assim dizer... (Risos) Angeli (cartunista) não podia imaginar... 

Voltemos um pouco no tempo... Conheci Humberto mais ou menos por volta de 2004 num fórum de debates (estava mais pra brigas) de jornalistas da Bizz (revista clássica). Ali, havia uma enxurrada de maldições e verborragias (quase que masturbatórias) entre os membros. Contudo, percebi que Finatti era o predileto. O alvo comum de alguns. Tinhoso como sou, pesquisei um pouco a folha corrida dos envolvidos e diagnostiquei que meu gosto musical e pensamento artístico batia com o do "maldito". De longe... Nessa época, um dos editores (e queridinhos) comportava-se como um mimado e covarde censor. Além de editor, o mesmo era moderador da página. Um clássico nesses tempos insossos e repletos de gado manso. Mesmo assim, entrei em algumas pelejas apenas como colaborador. Logo, tornei-me alvo de algumas maldades, porém, eu era um desconhecido. Não havia nada do meu passado para confrontar. Eu sei... Eu sei... Vocês devem estar pensando: "Mas, que diabos tem a ver vida pessoal com um fórum sobre música?". Pois é. Eu também estranhei bastante. Mas, eu sentencio aqui uma máxima minha: "as pessoas têm um ego inflado. Nada como uma platéia para satisfazer tal ânsia". Fui à São Paulo no ano seguinte (2005) para o "Abril Pro Rock" em Atibaia e apresentei-me ao dito cujo. De lá pra cá, iniciei papos com o Humberto. Ficamos amigos e trocamos impressões acerca da música, literatura e cinema. Hoje em dia, política e vida também... (Risos) Vale ressaltar que ele me ajudou bastante quando estive em São Paulo outras vezes. Sempre solícito e cordial. Moro no Rio de Janeiro e sempre fui fã dessa dupla: RJ-SP! Ao contrário dos ignóbeis de plantão acho que são cidades (ou estados) complementares. De todo modo, sempre soube que Humberto tinha um livro engatilhado com suas histórias para publicar. Várias vezes falamos sobre e fiquei auspicioso com o lançamento desse. Merece ser lido e absorvido como fonte e arte. 

"Escadaria Para o Inferno" é dividida (achei acertadíssima a ideia) em três partes e subdividida em vinte capítulos. Todas em forma de conto ou narrativa onde nosso maldito (acho que já ficou explícito o porquê da palavra "maldito" como alcunha irônica, né?) jornalista brinda-nos com histórias bizarras, loucas, "junkies" e famosas... Fatos como a briga com o cantor Lobão no Maksoud Plaza, a treta com John Lydon (Acreditem ou não, Finas mandou o ex-punk para aquele lugar em alto e bom som frente a todos) ou a improvável entrevista com o global e católico Cid Moreira. Sim, sim... Muitas dessas e outras com uma linguagem verborrágica, detalhista (uma das coisas que mais chamou-me atenção) e "bukowskiana". Ao tomar contato com o livro não espere um linha jesuíta, sacra ou ortodoxa. Finatti escreve bem e de maneira visceral. Com "punch". Quem já está ambientado com seus famosos textos na internet sabe do que falo. Ele desce o braço mesmo e não poupa ninguém. Nem deveria... Foi assim que aconteceu... Foi assim que ele sobreviveu e testemunhou. Entrevistas com Kim Gordon, Robert Smith (The Cure) ou Evan Dando (The Lemonheads) são outras experiências das quais moldou e formou o caráter e personalidade crítica de Finas (é assim que eu gosto de chamá-lo). "Causos" fora do holofote e que o grande público nunca saberia. Algumas ali eu dei muitas risadas e imaginei a minha maneira. Ou seja: o livro também (posto que é arte) estimula a sua imaginação. Reverbera e impõe certas durezas e conflitos existenciais. Não é somente ler e findar. As narrativas impactam aos mais sensíveis e convidam-os a ponderar e filosofar. E é assim que eu enxergo arte: provocação e estímulo. "Escadaria Para o Inferno" cumpre essas e outras premissas de uma obra. 


Finatti e Kim Gordon (Sonic Youth)




Robert Smith (The Cure) e Finatti


O Prefácio é do genial Luís Antônio Giron, mestre e professor de muita gente boa na imprensa, além de quase padrinho de Finas... E, conforme o próprio escreveu: "... Mephisto, talvez, não teria capturado a alma de Finatti. Ou se fizesse expulsaria-o tempos depois por sua teimosia, loucura e rebeldia ..."

Gostou?

Deixarei alguns serviços relevantes abaixo:

Compra do Livro (Editora)




Lançamento do livro no Rio de Janeiro. Acontecerá na festa "Ceremony" produzida pelos amigos/parceiros e DJs Kleber Tuma e Wilson Power (Planet Hemp). 

Especial 40 anos de Bauhaus
Dia 17 de fevereiro de 2018
23:00hs
Bar do B - Laranjeiras
Rua das Laranjeiras, 90 - Rio de Janeiro
Feat. Dj Zilah

Humberto Finatti lá estará para lançar e autografar o livro. Além de curtir com todos a festa. 




Clic.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Pauta de Hoje: O Selvagem da Motocicleta - 35 anos (Francis Ford Coppola)


Yeah! Chegamos a 2018... Considere-se um privilegiado... Ou não. Rsrsrs... Bom, fato é que esperamos um ano menos árduo e mais auspicioso. Vamos ao primeirão do ano.

RUMBLE FISH

Esse ano o filme de Francis Ford Coppola, "Rumble Fish" completa trinta e cinco anos de lançamento. Aqui, no Brasil, ele veio traduzido como "O Selvagem da Motocicleta". Um filme que marcou uma singela virada na carreira do diretor, pois ele vinha dos dois "Godfather" (I e II), além do magistral "Apocalipse Now". O cinema esperava que Coppola viesse com algo bem Hollywood, mainstream ou pomposo, porém ele saca uma adaptação de S. E. Hinton (escritora americana) e surpreende meio mundo com um filme sombrio, em preto e branco e filosófico. Tudo no filme é vagaroso, confuso e enigmático. Matt Dillon (com 19 anos) vive um jovem atormentado pela ausência da mãe e a indiferença de seu pai alcoólatra. Líder de uma gangue numa minúscula cidade em Oklahoma, vive a espera de seu irmão (Mickey Rourke), lenda viva do local e ídolo seu. O retorno de seu irmão anima o jovem, mas ele percebe com o tempo que a lenda não é mais a mesma. Bom... Aos mais jovens eu recomendo bastante. Trata-se de um clássico do cinema. Coppola acerta em diversos aspectos. Primeiro a escolha em P&B. Dá um clima "noir" na película. Depois o clima esfumaçado também ajuda a ambientar melancolia ao roteiro. As cores só surgem numa cena com peixes (uma linda metáfora que o diretor tira da cartola no fim) e outros animais numa loja pet. Fique de olho nessa cena. O elenco também é de primeira: Além de Dillon e Rourke, temos NIcolas Cage, Laurence Fishburne, Dennis Hopper (o pai), Chris Penn (Falecido irmão de Sean Penn), Diane Lane (a namorada), além de Tom Waits e a filha de Coppola, Sofia. Todos bem novos e dando boa contribuição. A relação entre os irmãos é algo parecido com "Vidas Amargas" - clássico com James Dean. A própria vibração (depressiva) de Rourke lembra bastante. Um rebelde triste, atormentado e sem esperança. O que diferencia é a ausência do complexo de Édipo e a rivalidade. É mais uma idolatria e parceria perigosa. Mais dois detalhes saltam a luz... A trilha é toda do baterista Stewart Copeland (The Police). O músico estraçalha nas composições. Engana-se quem for procurar o ska, reggae ou similar nas músicas. Copeland apresenta-nos um lado obscuro, taciturno e climático. Eu corri para baixar algumas ali. É perfeita a simbiose da atmosfera musical com o filme. Magistral. Impossível não embarcar no clima. 

O outro detalhe é menos importante, contudo não deixa de ser curioso. Só percebi, obviamente, ao fim. Em todos os sites, buscas ou locais sobre a sétima arte não tem... Só se você observar nos créditos finais, nome a nome... O ator Laurence Fishburne assinava "Larry Fishburne". Tive o cuidado em voltar algumas vezes para confirmar. Pois é... Como ele está bem magro e novo no filme eu tive dúvidas. Nos créditos eu observei seu nome, mas com essa distinção. Curioso, né?

Acrescentando aí uma tendência também: Coppola também adaptou outra história da escritora (S. E. Hinton) em seu "Vidas Sem Rumo" (The Outsiders) no mesmo ano e com atores idem: Matt Dillon, Diane Lane, Tom Waits... A escritora participa de ambos, em papéis discretos, mas pontuais.






Se você não viu esse filme, veja. Se viste há tempos, repita. Vale a pena. Um clássico de Coppola. Diferente de outros dele, claro. Mas, é muito bacana! 






CLIC.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pauta de Hoje: Melhores 2017 - Parte Final


Continuando a seleção dos melhores desse ano. Eis a parte final do rol...

MELHORES 2017 

DISCOS

Drunk - Thundercat
Pleasure - Feist
City Music - Kevin Morby
Rest - Charlotte Gainsbourg
In Mind - Real State
Interplanetary Class Classics - The Moonlandingz
How Did I Found Myself? - The Dream Syndicate
Cigarettes After Sex - Cigarettes After Sex
Every Country's Sun - Mogway
Ti Amo - Phoenix

E, mais uma vez o podcast com uma faixa de cada álbum selecionado para degustação de vocês. Abaixo, no link:

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/podcast-leozito-3/

Aproveito para desejar boas festas e um ano novo bacana e em paz pra gente. Volto em 2018 com mais podcasts e textos aqui. Yeah!

YEAH

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Pauta de Hoje: Melhores 2017 (Parte 1)


Dezembro penetra fundo em 2017 e é chegada a hora da seleção dos melhores... Aquelas listinhas "sem vergonha" de final de ano. Rsrsrs... Separei por tema e dividi em duas partes. Ou seja: teremos esse e mais um post nos próximos dias. Mas, para ficar mais bacana e gostoso colocarei também um podcast em cada "post" com uma música de cada disco selecionado. Para audição e degustação do leitor. Assim, vocês ficam sabendo os discos e experimentam uma faixa de cada. Combinado? Ok... Here we go...

MELHORES 2017 (Parte 1)

Cidadão Ilustre - Filme
Poesia Sem Fim - Filme
Os Meyerowitzs - Filme
Shot (Doc)
Twin Peaks - Série
Mindhunter - Série
Suburra - Série
Four Seasons in Havana - Série
Stranger Things - Série
Era o Hotel Cambridge - Filme
Trainspotting 2 - Filme
Love - Série
Narcos - Série
Vinil FM - Web Rádio
"Discos Que Amamos" - Programa Web Rádio

"O Método Buda do Controle Mental" - Programa Web Rádio

DISCOS (2017 - Parte 1)

Lotta Sea Lice - Courtney Bartnett & Kurt Ville
A Deeper Understanding - The War on Drugs
Damage And Joy - JAMC
Weather Diaries - Ride
Slowdive - Slowdive
Somersault - Beach Fossils
Dedicated to Bobby Jameson - Ariel Pink
How do you Spell Heaven - Guided By Voices
Silver/Lead - Wire
Sketches Of Brunswick East - King Gizzard & The Lizard Wizard

Segue abaixo o podcast com uma faixa de cada disco... Aproveitem!!!




Uow!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pauta de Hoje: Podcast de estreia do blog


PODCAST LEOZITO

Salve, rapaziada! 

A Vinil FM vai fazer um "break", uma parada nas férias (meados de dezembro) e o nosso "Discos Que Amamos" entrará em recesso. Voltando em janeiro de 2018. Ou Fevereiro. Ainda não sabemos. Porém, isso foi um bom motivo e estímulo para realizar o primeiro podcast do Blog. Geralmente vocês escutam os podcasts do programa (Discos Que Amamos), mas dessa vez será do blog. Então, espero reunir a audiência dos leitores e ouvintes. Sejam meus convidados... Para tal, basta acessar o blog (como já foi feito) e clicar no "link" abaixo e dar "play"... Somente...

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/podcast-leozito-1/

Deixarei a tracklist aqui para pesquisa e orientação:

1) Pylon - Danger
2) The Family Cat - River Of Diamonds
3) The House Of Love - Salome
4) Tahiti 80 - Big Day
5) The Dead 60's - Riot Radio
6) Elefant - Sunlight Makes Me Paranoid
7) Steve Diggle - Lie in Bed
8) Devotchka - The Clockwise Witness
9) The Coral - Miss Fortune
10) Teenage Fanclub - With You
11) Iggy Pop - Gardenia

* BGs: La Femme D'Argent (Air), Space Carnival (The Comet Is Coming), Threads (Portishead), Jesus, Etc (Wilco) e Moments In Love (Art Of Noise)

BG = Background. As canções de fundo...


CLIC.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pauta de Hoje: MIndhunter, Dicas e dois podcasts da Vinil FM


MINDHUNTER

Série badalada e inspirada no livro homônimo de John Douglas e Mark Olshaker completa e sacia os fãs de programas sobre comportamento e investigação criminal. Há uma série (sem trocadilhos...rs) delas nos streamings e/ou na TV fechada. "Mindhunter" explora e explica didaticamente o nascimento da área de ciência comportamental dentro do FBI. Quem assina é o experiente David Fincher (Charlize Theron co-produz) a direção. Famoso por filmes como "Seven" e "Zodiac" (cuja temática também investiga a mente de assassinos e psicopatas e seus "modus operandis"), o diretor realiza muito bem as tomadas de câmeras e argumentos da série. Há bastante tensão, jogos de câmeras e  evolução dos personagens episódio a episódio. De fato, o núcleo comportamental do FBI foi criado nesses moldes e teve extrema relutância em aceitar que cientistas explorassem as mentes de psicopatas condenados e esquecidos pela sociedade. O conservadorismo era latente dentro do Bureau. E, é exatamente essa a proposta de Mindhunter: narrar o cotidiano de dois agentes começando um trabalho dentro da polícia que busca entender o comportamento e a forma como pensam e agem. A partir de entrevistas e visitas nas penitenciárias a dupla, juntamente com uma doutora, desenvolveram abordagens e métodos para alcançar certos objetivos. Além de terem cunhados os termos como "organizados e desorganizados", "serial killers", "gatilho", etc... Não há muito além disso como em outras séries similares. Ou seja: não há prisões, troca de tiros, caçadas mirabolantes. A cadência lembra mais "True Detective" (1ª Temporada) com fins teóricos. A teoria é mais importante aqui. São princípios acadêmicos dentro da divisão policial. Acredito que haverá continuação (e merece) e espero que o ritmo siga similar e os argumentos também. Dentre os personagens todos o que mais destaca-se é Holden Ford, o novato, interpretado por Jonathan Groff. É ele quem evolui e passa de modo mais visceral por todos os episódios. Uma verdadeira transformação. Muito bom! Por último gostaria de ressaltar a trilha sonora (a série é ambientada nos anos 70) com extremo gosto e sem obviedades. Acreditem. Quem espera coisa distinta dessa série está no programa errado. O que prevalece na trama é a psicologia. Tudo nos EUA no período entre 76 e 78. John Douglas é o verdadeiro Holden. Foi ele quem passou por tudo isso (o universo de pedófilos e assassinos frios é muito "punk". O próprio Douglas afirma ser cruel lembrar) e conta em detalhes em seu livro. Uma boa dica para quem aprecia o tema. 


DISCOS QUE AMAMOS

Conforme eu avisei no post anterior seguirei deixando disponível alguns programas que faço na Vinil FM... Hoje deixarei mais dois: The Clash (Clash 77) e The Church (Starfish 88). Estão em forma de podcast no mixcloud. Aproveitem!


The Church 


The Clash


Have fun

DICAS

Para encerrar deixarei aqui algumas dicas minhas acerca de bons filmes que estão nos streamings (alguns até nos cinemas) para apreciação e tal...

"Lion"
"Ex_ Machina"
"Os Meyerowitzs"
"O Bar" 
"George Harrison" - Living In teh Material World (Doc)
"One Of Us" (Doc)
"Shot" (Doc. Fotografia e Rock)
"Suburra" (Show Italiano)


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