quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Pauta de Hoje: Podcast de estreia do blog


PODCAST LEOZITO

Salve, rapaziada! 

A Vinil FM vai fazer um "break", uma parada nas férias (meados de dezembro) e o nosso "Discos Que Amamos" entrará em recesso. Voltando em janeiro de 2018. Ou Fevereiro. Ainda não sabemos. Porém, isso foi um bom motivo e estímulo para realizar o primeiro podcast do Blog. Geralmente vocês escutam os podcasts do programa (Discos Que Amamos), mas dessa vez será do blog. Então, espero reunir a audiência dos leitores e ouvintes. Sejam meus convidados... Para tal, basta acessar o blog (como já foi feito) e clicar no "link" abaixo e dar "play"... Somente...

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/podcast-leozito-1/

Deixarei a tracklist aqui para pesquisa e orientação:

1) Pylon - Danger
2) The Family Cat - River Of Diamonds
3) The House Of Love - Salome
4) Tahiti 80 - Big Day
5) The Dead 60's - Riot Radio
6) Elefant - Sunlight Makes Me Paranoid
7) Steve Diggle - Lie in Bed
8) Devotchka - The Clockwise Witness
9) The Coral - Miss Fortune
10) Teenage Fanclub - With You
11) Iggy Pop - Gardenia

* BGs: La Femme D'Argent (Air), Space Carnival (The Comet Is Coming), Threads (Portishead), Jesus, Etc (Wilco) e Moments In Love (Art Of Noise)

BG = Background. As canções de fundo...


CLIC.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Pauta de Hoje: MIndhunter, Dicas e dois podcasts da Vinil FM


MINDHUNTER

Série badalada e inspirada no livro homônimo de John Douglas e Mark Olshaker completa e sacia os fãs de programas sobre comportamento e investigação criminal. Há uma série (sem trocadilhos...rs) delas nos streamings e/ou na TV fechada. "Mindhunter" explora e explica didaticamente o nascimento da área de ciência comportamental dentro do FBI. Quem assina é o experiente David Fincher (Charlize Theron co-produz) a direção. Famoso por filmes como "Seven" e "Zodiac" (cuja temática também investiga a mente de assassinos e psicopatas e seus "modus operandis"), o diretor realiza muito bem as tomadas de câmeras e argumentos da série. Há bastante tensão, jogos de câmeras e  evolução dos personagens episódio a episódio. De fato, o núcleo comportamental do FBI foi criado nesses moldes e teve extrema relutância em aceitar que cientistas explorassem as mentes de psicopatas condenados e esquecidos pela sociedade. O conservadorismo era latente dentro do Bureau. E, é exatamente essa a proposta de Mindhunter: narrar o cotidiano de dois agentes começando um trabalho dentro da polícia que busca entender o comportamento e a forma como pensam e agem. A partir de entrevistas e visitas nas penitenciárias a dupla, juntamente com uma doutora, desenvolveram abordagens e métodos para alcançar certos objetivos. Além de terem cunhados os termos como "organizados e desorganizados", "serial killers", "gatilho", etc... Não há muito além disso como em outras séries similares. Ou seja: não há prisões, troca de tiros, caçadas mirabolantes. A cadência lembra mais "True Detective" (1ª Temporada) com fins teóricos. A teoria é mais importante aqui. São princípios acadêmicos dentro da divisão policial. Acredito que haverá continuação (e merece) e espero que o ritmo siga similar e os argumentos também. Dentre os personagens todos o que mais destaca-se é Holden Ford, o novato, interpretado por Jonathan Groff. É ele quem evolui e passa de modo mais visceral por todos os episódios. Uma verdadeira transformação. Muito bom! Por último gostaria de ressaltar a trilha sonora (a série é ambientada nos anos 70) com extremo gosto e sem obviedades. Acreditem. Quem espera coisa distinta dessa série está no programa errado. O que prevalece na trama é a psicologia. Tudo nos EUA no período entre 76 e 78. John Douglas é o verdadeiro Holden. Foi ele quem passou por tudo isso (o universo de pedófilos e assassinos frios é muito "punk". O próprio Douglas afirma ser cruel lembrar) e conta em detalhes em seu livro. Uma boa dica para quem aprecia o tema. 


DISCOS QUE AMAMOS

Conforme eu avisei no post anterior seguirei deixando disponível alguns programas que faço na Vinil FM... Hoje deixarei mais dois: The Clash (Clash 77) e The Church (Starfish 88). Estão em forma de podcast no mixcloud. Aproveitem!


The Church 


The Clash


Have fun

DICAS

Para encerrar deixarei aqui algumas dicas minhas acerca de bons filmes que estão nos streamings (alguns até nos cinemas) para apreciação e tal...

"Lion"
"Ex_ Machina"
"Os Meyerowitzs"
"O Bar" 
"George Harrison" - Living In teh Material World (Doc)
"One Of Us" (Doc)
"Shot" (Doc. Fotografia e Rock)
"Suburra" (Show Italiano)


home...

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Discos Que Amamos - podcasts (Depeche Mode & Morphine)


Como todos sabem (ou deveriam saber) faço um programa na Vinil FM há sete meses chamado "Discos que Amamos" que vai ao ar toda segunda-feira a partir das 21 horas na web radio Vinil FM. A proposta é escutar um disco em especial durante uma hora faixa a faixa com comentários sobre o disco, bem como os bastidores, cenário da banda (ou artista), informações e tudo mais. Algumas pessoas me pediram para disponibilizar alguns desses programas (já foram mais de trinta) na íntegra para escutar de novo. Ou mostrar a outras pessoas. Então decidi deixar alguns... Então ficamos assim... Entre os posts do blog deixo dois ou três programas por aqui...

Sendo assim... Começo com Depeche Mode e Morphine...

Music For The Masses (87) - Depeche Mode

https://www.mixcloud.com/léo-rocha2/depeche-mode-music-for-the-masses-completo/


Cure For Pain (93) - Morphine

https://www.mixcloud.com/l%C3%A9o-rocha2/cure-for-pain-morphine/


Depeche Mode


Morphine


Então, queridões, aproveitem, escutem, absorvam, regozijem a vontade. Basta "clicar" e ouvir no conforto da sua casa, trabalho, carro, etc... 




segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Pauta: Narcos (Season 3), David Lynch, News, Tracks, etc...


NARCOS (SEASON 3)

Começou a terceira temporada da série Narcos. Estreou no streaming dia 1 de setembro. São dez episódios com quase 60 minutos de duração, tempo suficiente para o ótimo roteiro do mesmo. Levei dois dias para fechar tudo. Descontados aí os afazeres domésticos e sociais que um fim de semana exige. Claro. Bem... Tentarei opinar e comentar sobre sem cometer significativos "spoilers" preservando o frescor e a curiosidade dos espectadores. O que eu posso dizer de cara é que a temporada supra citada não conta mais com Pablo Escobar. Óbvio. Pablo é assassinado ao fim da temporada anterior e ali é sacramentado o fim do Cartel de Medellín. O que não é uma verdade, já que o mesmo segue atuante com outros chefes, mas sem a grandeza e relevância de Pablo. Ressalto que nada disso é spoiler: trata-se da sinopse da série. A terceira fase de Narcos é sobre o cartel rival: o menos sanguinário, mas mais astuto e igualmente nefasto Cartel de Cali. E, sinceramente, confesso que faz muita diferença. Seria uma espécie de "Tropa de Elite 2". Ou seja: o argumento é mais amplo e trabalhado. Tira-se das costas de Pablo, personagem central das temporadas, o elo de ligação principal. Traz a cidade de Calí, os traficantes, a DEA (Narcóticos USA) e a política colombiana para o centro da discussão. Isso torna a série mais interessante e construtiva. Não confunda predileção ou qualquer coisa similar, é apenas constatação. É diferente. E, o mais gostoso é saber que, guardadas as devidas proporções, tudo é fato. O mundo havia mudado no meio da década de 90. A Colômbia idem. Então seguindo essa linha de raciocínio fazendo o contraponto com "Tropa de Elite" (o que é pertinente já que José Padilha assina ambas as direções) o que era sangue, morte, carnificina e tal numa temporada torna-se mais política, repleta de bastidores, personagens ambíguos e nebulosas conspirações em outra. Vale lembrar que Narcos é uma visão americana da história colombiana sobre o império de entorpecentes. Existem outras fontes e séries sobre o mesmo tema. Assim como existe "El Patrón Del Mal" (quase uma novela colombiana) e seus mais de duzentos capítulos acerca de Medellín existem alguns docs. sobre Cali. Para quem viu a novela colombiana sabe que existe distinção. Quem lê meus textos sabe que eu tenho uma queda por chefões e máfia. E, Narcos, preenche todos requisitos no que tange meu gosto pessoal. Uma boa opção e muito bem conduzida do começo ao fim. Sem maiores dramas ou chavões (mesmo que esteja muito em voga o tema) e com a missão pertinente de entreter e divertir quem curte o assunto. Um acerto dos produtores, atores e demais envolvidos.


DAVID LYNCH

Aproveitando o gancho de Twin Peaks (2017) me deparei com o documentário sobre David que está no Rio de Janeiro. Trata-se de "David Lynch - A vida de um artista". Exibido com extremo carinho no Festival de Veneza - o doc trata da vida (infância e adolescência) de Lynch. Passa por sua família até sua vida adulta. Mas, engana-se quem acha que a película vai muito além disso. Á exceção de filmes menores (até caseiros) do diretor, o documentário finda um pouco antes de "Eraserhead" (1977). O argumento é dividir a persona de David antes de toda excentricidade, loucura e genialidade. Ou seja: reunir o máximo de informações de como era o diretor no estágio embrionário. Momentos íntimos como o nascimento de sua filha Lula (não confundir com o político... rsrsrs) ou suas horas incessantes diante de telas (ele se considera um pintor antes de cineasta) foram decisivos para a ideia surgir na cabeça de John Nguyen, Rick Barnes e Olivia Neergaard-Holm, os pais do projeto. Queriam saber como David tornou-se quem é. Humanizar e tirar o mito do diretor. O resultado é um potente e criativo filme sobre uma das pessoas mais instigantes do nosso tempo. Em cartaz na cidade.

Em tempo: já está disponível o penúltimo episódio de Twin Peaks no streaming. 


NEWS

- Ao mesmo tempo que começará no MIS (Museu de Imagem e Som) em São Paulo a exposição temática sobre o músico Renato Russo sairá essa semana mais um escrito acerca do artista. Chama-se "O Livro das Listas" (Ed. Companhia das Letras) - uma espécie de diário de bordo em forma de listas do cantor. Ele era fã dessas listas. Algo próximo de Nick Hornby (famoso por listas do mundo pop). O livro reúne inúmeras listas escritas em cadernos por Renato no decorrer de sua vida. Tem coisas extremamente curiosas como: dez pessoas famosas que você convidaria para jantar" ou "melhores bandas de rock de todos os tempo" e por aí vai...  Tudo devidamente catalogada.

A conferir

- Walter Becker (foto/fim), co-fundador do Steely Dan, faleceu nesse domingo em decorrência de sua luta contra o câncer. Ele tinha 67 anos. RIP.

- O poeta John Ashbery faleceu ontem aos 90 anos. Um dos maiores poetas modernos em atividade. Vencedor de 1(hum) Pulitzer, ele era membro da Escola de Nova York (grupo formado nos anos 50 e 60) que tinha também nomes como Frank O'Hara e Tom Savage. RIP.

- Pela primeira vez a banda Gorillaz virá ao Brasil. Em março, no Jockey Club em São Paulo. Preços variando entre 280 e 560 temers... Ugh!

TRACKLIST

Do it again (Steely Dan)
Reelin' in the years (Steely Dan)
Goin' Back (The Byrds)
Chimes of Freedom (The Byrds)
Eight Miles High (The Byrds)


CLIC.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pauta de Hoje: Rita Mitsouko, Stranger Things, Cinema, Liam Gallagher, etc...


RITA MITSOUKO

Estava eu ouvindo o som deles e deparei-me com a data redonda de dez anos que Frédéric Chichin falecera. O músico sucumbiu a um câncer em 2007. Curiosamente, Marcia Moretto, integrante inicial falecera da mesma enfermidade logo no começo em 81. Mas, muita gente deve perguntar-se o que é (era) Rita Mitsouko? Sim, não é uma mulher e, sim, uma banda francesa. Um trio precisamente. Porém, depois que a dançarina argentina (Moretto) faleceu tornou-se um duo. Fred (abreviando) e Catherine Ringer eram um casal apaixonado e muito talentosos... Mudaram o nome para "Les Rita Mitsouko" já que muita gente boa achava (e confundia) que o nome fosse de uma cantora. Existem algumas histórias de como chegaram ao nome: Rita: seria uma referência a música latina ou até mesmo a atriz Rita Hayworth e Mitsouko: "mistério" em japonês ou até mesmo o nome de um perfume de Guerlain. Hmmm... De qualquer modo, esse duo produziu muito som bacana e instigante. Começaram na década de 80 e seguiram com sete discos na carreira até meados dos anos 2000. Fizeram dois discos nessa década (2002 e 2007) e findaram com a morte de Fred sete anos depois. No Brasil não ressoou muita coisa deles, mas na Europa fizeram bastante barulho. Os clipes de suas canções impressionavam pela direção e fotografia. Basta mencionar que Phillipe Gautier dirigiu alguns vídeos pra dupla e Godard dirigiu um filme em 87 sobre as gravações na época que lançaram o "The No Compreendo". Flertavam com o punk, o art rock, a new wave e o hip hop. Algumas canções fizeram sucesso no mundo como "Andy", "C'est Comme Ça", "Marcia Baila" (homenagem a Marcia Moretto) e "Les Histoires d'A". Tony Visconti (clássico produtor de Bowie) produziu alguns dos álbuns do Les Rita Mitsouko. Dando um capricho sofisticado ao som do duo. Catherine, hoje vive em Paris fazendo shows e seguindo sua vida. Mas, se você não conhece o trabalho deles recomendo que procure e busque. É bem legal, tem um clima maravilhoso e garanto que não irá arrepender-se. Destaco três discos: "Rita Mitsouko" (84), "The No Compreendo" (86) e o "Cool Frénési" (2000). Boa audição!



NEWS

- O Trailler da segunda temporada de "Stranger Things" foi liberado. A atração que conquistou inúmeras pessoas mundo afora segue em enorme expectativa. Eu curti o show quando vi, mas senti uma má impressão nessa continuação segundo o "teaser"... Não sei... Achei infantilóide demais... Veio com "Thriller" de Michael Jackson. Não bateu legal. Sinceramente. Eu sei que o programa é juvenil e tal. Também sei que a pegada é cinemão para descontrair. Sem problemas. As referências são da minha geração. Não foi isso. Algo bateu errado. Ou fora da curva... Hã... Vamos ver... Não gostei muito do que eu vi... Ugh!
(data: 27 de outubro de 2017)

- Sônia Braga faturou mais um prêmio com "Aquarius"... Dessa vez foi o Prêmio Platino em Madri como melhor atriz. O grande vencedor da edição foi o filme "O Cidadão Ilustre" de Gastón Duprat. Aliás, falando no cinema latino... Eu gostaria de indicar dois filmes fantásticos: esse, "O Cidadão Ilustre" e "Poesia Sem Fim" (Alejandro Jodorowsky). Ambos fizeram-me vibrar e sair do cinema com espírito renovado. Aula de cinema. Um, argentino e o outro, chileno. Nossos "hermanos" seguem fazendo cinema da mais alta categoria. Esplêndidos. Podem ir sem medo. Estão em cartaz.




- Liam Gallagher, ex vocal do Oasis, está com disco solo. Seu primeiro trabalho. Chama-se "As You Were". O cantor apresentou-se no domingo em Paris e está agendado em Chicago no começo de agosto. Mas, a notícia que interessa aos brasileiros é que Liam virá ao Brasil para apresentar-se no Lollapalooza Brasil em 2018. Ainda não existe data, porém especula-se que será entre março e abril. 

- Estou ouvindo os novos discos de The Brian Jonestown Massacre e do Broken Social Scene. Vamos ver o que rola...

RAPIDINHA

Lee Ranaldo (ex Sonic Youth) retorna ao Brasil. Com seu novo disco, "Electric Trim", previsto para sair em setembro, o músico estará em São Paulo. Precisamente no SESC Bom Retiro. Dia 17 de agosto. Entradas variam de nove a trinta reais... Molezinha!!!! 

TRACKLIST

Anemone (The Brian Jonestown Massacre)
Don't Get Lost (The Brian Jonestown Massacre)
The Sun Ship (The Brian Jonestown Massacre)
Circular (Lee Ranaldo)
Off The Wall (Lee Ranaldo)
Lost (Lee Ranaldo)


terça-feira, 20 de junho de 2017

Pauta de Hoje: Ride (Weather Diaries), Shows, Nirvana, News, Tracks, etc...


RIDE

Que legal essa safra de bandas antigas retornando com discos novos e bacanas... Tivemos Wire, Jesus And Mary Chain, Slowdive, Depeche Mode, Ride, etc... Claro que eu acompanho as novas bandas e torço sempre pela a criatividade da moçada jovem. Que venha sempre o novo (dizia Belchior)!! Mas, não posso mentir que me dá uma alegria também ouvir bandas que residem no meu coração e lançam mão do silêncio para cair na estrada. E, com novidade, que é melhor. Posso dizer que a maioria lançou coisa bacana, com certa dose de fidelidade ao som, porém, sem nostalgia barata. Ou seja: olhando pra frente e com frescor. Esse disco do Ride é mais uma prova disso. São 11 canções redondas, boas e com a sonoridade notória da banda. Canções como "Charm Assault" e "Weather Diaries" são fiéis ao som shoegazer e ambient deles. Ao passo que "All I Want" e "Lanoy Point" acrescentam modernidade e atenção dos músicos para caminhos novos. E, tudo com bom gosto. A distorção, o clima noventista viajandão deles seguem intactos. O disco, "Weather Diaries", é o quinto do Ride. Pode parecer pouco (e é), mas eles não lançavam nada desde "Tarantula" de 1996. Mais de vinte anos passaram-se sem registro em estúdio. Muita coisa rolou de lá pra cá... Relançamentos (copilações e gigs), shows, outras bandas (Hurricane Nº 1), participações em discos aleatórios até a nova reunião em 2014. Andy Bell, Mark Gardener, Steve Queralt e Laurence Colbert estão de volta. Membros originais e doidos para mostrar serviço! Outras ótimas canções que eu destaco são: "White Sands", "Cali" e "Home Is A Feeling". Pode comprar, baixar e ouvir. Belo trabalho do Ride. Discaço! 



NEWS

- E, tem U2 no Brasil em outubro. Morumba, Sampalândia, dia 19. The Who, toca dia 21 de setembro (aniversário do finado Leonard Cohen), Paul Macca em outubro (RJ ficou de fora dos quatro shows marcados), Green Day confirmou em novembro em quatro datas e a indie PJ Harvey em novembro. Uau! Shows à beça! Agora; numa boa? Quase ignorei todos... Juro! Só tenho tesão em ver a PJ Harvey. E, nem é tanto. Os outros eu nem "tchum". U2 eu não preciso. Who eu passo. Sem metade da banda... GD eu não curto. E Paul eu já vi duas vezes... 

- Falando em show... Depeche Mode (foto) em março (SP) me faz coçar o bolso. Aí a coisa muda de figura. Até porque eu não os vi na única vez que eles vieram. E tem uma identidade e memória de uma época boa. Muito boa!


- Mudando de assunto... "Twin Peaks" segue arrebentando. Lynch e Frost acharam a sintonia e a magia do passado. A cada episódio é mais uma aula de cinema e luxo. A cabeça fica fértil e o córtex estimulado. "Fuck great"... Outra que segue bacana é "Better Call Saul". Maravilha. O "timing" da série é sensacional. A rotação idem. 

- Um clássico de Martin Scorsese, "Mean Streets" está disponível no Netflix. O filme é de 1973 e conta com Harvey Keitel e Robert de Niro. Ambos na carreira dos 30 anos e ainda "verdes" no cinema. Filme bacana e bem contado. Primeiros passos do diretor com a temática "mafia". Mas, nada muito profundo. A história enxerga mais os bairros italianos em plena Nova York. Mandem bala! 


EXPOSIÇÃO

Chega essa semana (na verdade, começa hoje, dia 20) - oficialmente - dia 22 uma mostra inédita e bastante esperada. "Nirvana - Taking Punk To The Masses" no Brasil. 
São 200 itens da banda e de Kurt, sobretudo. Duas guitarras, áudio de shows, desenhos, fotos, depoimentos, cartazes, etc. Tudo direto de Seattle. Detalhe: é a primeira vez que os objetos saem dos EUA. 

Museu Histórico Nacional
Pça Mal. Âncora, s/n - Centro - RJ

Preços variam entre cinco e dez reais de entrada. Confirmação do dia.

Até o dia 22 de agosto.

TRACKLIST

Lannoy Point (Ride)
Impermanence (Ride)
Lateral Alice (Ride)
Cali (Ride)
White Sands (Ride)
All I Want (Ride)


CLIC.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pauta de Hoje: Slowdive, Twin Peaks, News, Vinil FM, Siouxsie Sioux, etc...



SLOWDIVE

Depois de um término (em 1995) e seu retorno, em 2014, os ingleses viajantes do Slowdive lançaram seu mais novo álbum. "Slowdive" (2017) é o nome desse. Assim mesmo, de forma homônima. O último, "Pygmalion", de 95 foi o derradeiro registro deles. Depois disso, os membros formaram o Mojave 3. Sempre comparados com as principais bandas de shoegaze como My Bloody Valentine e Chapterhouse, o Slowdive era ainda mais etéreo. Os rótulos que mais saltavam à vista acerca deles era de um dream pop ou ambient tamanha capacidade de viajar e transmitir um som específico. O quinteto sempre primou por excelentes canções e conquistou a crítica e aos fãs desse estilo. Diria que até outras pessoas se interessaram por ser bem refinado e de bom gosto. Tudo bem que não é consenso geral, sobretudo no Brasil, ouvir um som mais dream e low, mas a mistura de estilos nunca desagradou também. Bom... Fato é que eles lançaram esse disco homônimo esse mês e ouvi com muita atenção. "Sugar For the Pill", primeiro single do álbum, é apaixonante. Versos belos e uma sonoridade ímpar. Ela se destaca um pouco no disco. "Star Roving", que saiu como single também é extremamente bela. Há referências claras neles em bandas como Cocteau Twins, Jesus And Mary Chain e Ride. Isso é um puta elogio, ok? A voz de Rachel Goswell segue inspiradíssima juntamente com Neil Halstead. Funciona demais. "Slomo", canção que abre o trabalho também é de ótimo gosto. Existe uma melancolia e um cenário mais pensativo no trabalho. Mas, não é um disco que deprime. Ao contrário. Ideal para escutar em viagens, naquele tempo que você quer dar para seus problemas cotidianos ou até mesmo degustar uma boa bebida. Arrisco a dizer que é um dos candidatos nas listinhas de fim de ano como um dos ótimos trabalhos de 2017. Oito canções lindas, criativas, carregadas de emoção e sonoridade refinada. Indicaria mais duas: "No Longer Make Time" e "Go Get It". Quando ouvi o disco arranjei uma versão com uma canção bônus:"Sugar for the Pill - Avalon Emerson's Gilded Escalation" e seus nove minutos e pouco. Um som lindo com uma batida semelhante ao Massive Attack. Maravilha!!!! Em tempo: eles estiveram semana passada em Sampa. Amigos contaram que foi divino, maravilhoso! kkk

Ouça "Star Roving"




- Saiu no Netflix os episódios novos de "Twin Peaks" de Lynch (foto). A história do assassinato de Laura Palmer (pergunta teimosa que rondava à época) retorna ao streaming para apreciação dos fãs. Quem quiser recomeçar, favor ver a série premiada dos anos 90 e depois mergulhar em novas tramas. Uma boa, hein?

- Falando no diabo...ops. David Lynch... Ele está de volta em Cannes. Exatamente por conta da série. Foi ovacionado na França. Ausente por um bom tempo, Lynch estava deveras feliz. 



- Falando em séries... Dessas novas eu curti "Dear White People". Um show que aborda o racismo e coloca em voga jovens ativistas dentro de uma universidade americana. As tramas são ágeis e mordazes (como os nossos tempos) e toca na ferida. Não espere ver nenhuma obra-prima. Não. Longe disso. Mas, eu sempre acho auspicioso abordar temas que são importantes e relevantes para nossa sociedade como um todo. Acho obrigatório, inclusive. Há de se observar e há de se agir. Acorde!

- Fiz dois programas que me orgulho no "Disco Que Amamos (Vinil FM)": Sgt Peppers, por conta de junho estar batendo a porta, e esse disco completar 50 anos - e da Siouxsie And The Banshees por a cantora completar amanhã (27) sessenta anos. Ficaram ótimos os programas. E agradeço demais a audiência. 



* Discos Que amamos vai ao ar toda segunda-feira, às 21 horas, pela Vinil FM. A produção e apresentação é minha. Seja sempre bem-vindo. 


Só clicar e dar play!

SAUDADE

É um exercício difícil conviver com saudade. Mais complicado é absorver uma saudade que nunca lhe foi plena e concreta. Refiro-me as pessoas nas quais nós nunca convivemos sequer falamos e mesmo assim deixaram um vazio no peito. Pessoas que moldaram seu desenvolvimento, cultura e estiveram, de algum modo, presentes em inúmeros momentos. Claro que a obra desses fica e sempre temos o convite em escutar, ler ou sentir tudo aquilo em suas músicas. Isso eu sempre soube. No entanto - você permanece estranho e sente o vazio, a saudade... De dois anos pra cá perdi dois homens que guardo admirações e carinho. Ugh! A vida é assim... Vez em quando me pego pensando neles e aperta o coração. Muitos chamam de sensibilidade outros de apego. Não sei. Talvez nem queira saber. Apenas gostaria de deixar registrado aqui e agora que Leonard Cohen e David Bowie fazem imensa falta. Muita. Ambos embalaram minha adolescência, juventude e maturidade. E seguirão assim. E, infelizmente não vi nenhum show de ambos. Aff... Fica a lembrança de dezenas de histórias que tenho com o som deles. Amigos, paixões e família. Na minha cabeça o "play" não para. E, segue rolando Cohen e Bowie. É isso...

TRACKLIST

I'm Your Man (Leonard Cohen)
Avalanche (Leonard Cohen)
Iodine (Leonard Cohen)
Starman (David Bowie)
Everyone Says Hi (David Bowie)
Heroes (David Bowie)



Miss you, guys...