quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pauta de Hoje: The Au Pairs (Disco), "Stranger Things", ABL, Alan Vega (RIP), Novos Baianos, etc...


STRANGER THINGS

Pois é... Acabei rendendo-me e vendo a série. A sinopse (não lembro-me em qual site li, sinceramente) deixou-me broxa em relação ao programa. Porém - aos poucos chegaram-me melhores e maiores informações e decidi ver. Mentira! Rsrsrs... Depois que eu li que tinha Clash, Joy Division, Echo & The Bunnymen eu tomei uma decisão. Rsrsrs... A quem eu quero enganar? Fiz a imersão em duas partes: vi os cinco primeiros episódios e depois os três últimos. E por quê? Porque houve um choppinho nesse entremeio aí. E eu não sou de ferro. Yeah! Sim, sim... Todas as referências oitentistas estão lá... O sobrenatural (Stephen King e Spielberg), o grupo de meninos (Goonies), a própria década que passa-se a trama, bem como todos objetos da época. Tudo isso não é necessário para ver-se a série. Ela, de fato, é muito bem escrita pelos gêmeos "Duffer" (Matt e Ross) e com um acabamento de primeira linha. A Netflix (é mais uma original do streaming) vem transformando-se numa excelente produtora. E, nesse formato, pegou um roteiro bem amarrado com suspense, terror (???) e drama, e costurou tudo de maneira ágil, interessante e sem firulas. Claro que você precisa compreender o ambiente "nerd" dos RPGs (que não é minha praia) e deixar sua imaginação fluir. Porém, existe uma inocência em diversos núcleos. O principal é o das crianças. Central e definitivo para a trama. São quatro moleques que adoram jogos como "Dungeons And Dragons" e reúnem-se regularmente no porão de um deles. A partir do sumiço misterioso de um dos meninos inicia-se todo o enredo. Amiúde começam a aparecer os outros personagens relevantes: a mãe do menino (Winona Ryder), o delegado problemático da pacata cidade (David Harbour), o misterioso cientista causador dos problemas (Mathew Modine - que bacana surpresa!!!) e a ponte entre o mundo real e o mundo inverso (a grata e fofa menina Millie Bobby Brown possuidora de habilidades extras). Assim inaugura-se toda uma busca pelo menino e por respostas à questões mais obscuras. Não vou destacar nenhuma atuação, pois o molho do programa é a coesão entre todos (mais um ponto para a direção). Mesmo que pese-se a presença de Winona e Modine. Dois atores de linhagem ótima. Contudo, forço-me a citar a magistral performance da menina Millie, de apenas doze anos no papel de "Eleven" com suas poucas falas e expressões belas. Ela é o catalisador do charme maior disso tudo. Magra, de cabelo raspado (tive a impressão de ser um menino), frágil e quase andrógina, Millie conquista um afeto gradativo dos espectadores. Aqui temos uma dilema: ou é mérito da direção ou da própria atriz mirim. Prefiro acreditar que seja de ambos. Fatalmente - correu-se um risco calculado com esse argumento. Mas, como eu já disse, acertaram em cheio na aposta. Excelente trabalho! Pode acreditar. Quero deixar bem claro aqui que não irei citar as referências ao mundo pop dos anos 80. Isso já está dito em qualquer outro site ou "resenha" alheia. É chover no molhado. Toda cultura pop dos anos 70 e 80 exercem, de alguma forma, uma influência nessas séries atuais. Umas mais singelas e outras mais explícitas. "Stranger Things" é clara e explícita. Mas, não perca seu tempo admirando tais citações ou desejos... Vá direto ao assunto... Veja a série e divirta-se. Simples assim. Tire suas conclusões próprias e opiniões. Goste ou não. Eu gostei muito. Adorei escutar "Atmosphere" do Joy Division e "Should I Stay or Shoul I Go" do Clash (inclusive, essa torna-se uma metáfora importante no roteiro) ou "Nocturnal Me" do Echo, mesmo que de passagem... Pontaço para direção artística. E, eu sou um apreciador dessa área né? Música é o condutor perfeito para um argumento, silêncio ou fotografia de um filme. Do começo ao fim é um show muito bom e traz a sensação de ser um "clássico" instantâneo. Imagine o quão belo é isso? Roubar o tempo e perceber de imediato? "Priceless"...Rsrsrsrs... Terá segunda temporada, embora esse seja um trunfo da produção juntos aos fãs. Vai demorar... Mas, nem tanto. Lembrem-se que o núcleo juvenil está crescendo e isso nenhuma ficção ou força sobrenatural pode interromper... Hã... Nota? Hmmm... Eu daria nota 9. Belo trabalho. 


THE AU PAIRS

Quarteto inglês bastante famoso em sua terra nos anos 80. A fertilidade deles compreendeu-se entre 78 e 83. Dois discos de estúdios lançados e alguns singles. Até a distribuição de gênero era equilibrada: duas mulheres e dois homens. Um som que aproximava-se do pós-punk e lembrava Gang Of Four (sobretudo na cozinha) e Talking Heads. Eu diria muito mais... Acho que o charme da banda estava na voz de Lesley Woods (cantora afinada) e na elegância das canções. Um flerte com o jazz (ritmo e os sopros incorporados) e o minimalismo. Tem gente que enxerga até uma ponte com os B-52's do outro lado do oceano. Aceito... Mas, fato é que peguei essa "deixa" para falar do álbum de estreia lançado em 81. "Playing with a Different Sex" completa trinta e cinco em 2016. E, segue sendo algo relevante. Um clássico. Vejo pouca gente falando sobre o trabalho supracitado. Cada vez que escuto algo novo e iniciante penso nesses discos de estreia do passado. Esse aqui é sublime. Imagine pegar um disco desses e ouvir no talo coisas como "It's Obvious", "Set Up" (uma das minhas prediletas) ou "Headache for Michele"? Coisa muito fina. Uma guitarra rasgante, crua e criativa. Tudo ambientado com a famosa cozinha empolgante. "Come Again" e "We're So Cool" (faixa de abertura) - duas faixas com letras provocantes falando de relacionamento aberto, sexo e violência doméstica. Assuntos delicados, já abordados por eles, bem antes do cúspide. A versão deles para "Repetition" de Bowie é espetacular. Quase uma bossa... "Dear John" é outro petardo fantástico. A vontade é de sair dançando sem destino ou tempo. "Fuking Amazing". Sério. Se você nunca ouviu esse disco faça esse favor a si. É absurdamente bom. Muito bom! Fundamental, eu diria. Ouça! Deixo o link de uma das faixas:

https://www.youtube.com/watch?v=LDj8GwocBEw



NEWS

- Ignácio de Loyola Brandão foi homenageado na ABL esses dias pelo conjunto da obra. Natural para esse escrevente de 80 anos. Mas, o que chamou atenção foi a crítica ácida (e infelizmente verdadeira) ao pensamento crítico do brasileiro atual. Sobretudo os jovens. Não mostrou otimismo e alfinetou a massa crítica ativa no país... Ok, ok... Ele pode ser até meio casmurro, porém não está tão longe da realidade, né? Os rumores e vozes desse país são de arrepiar...

- Nosso Sebastião Salgado, grande artista brasileiro, terá amanhã (dia 28) iniciada uma exposição na Gávea. Especificamente na Galeria Silva Cintra + Box 4. São imagens belíssimas de Salgado expostas até o dia 3 de setembro. E a entrada é franca.

- E os "Novos Baianos"???? Hmmm... Farão uma turnê aqui pelo Sudeste... Sampa recebe-os nos dias 12 e 13 de agosto no Citibank Hall. No Rio - eles fazem shows dias 2 e 3 de setembro no Metropolitan. E fecham em Belo Horizonte no dia 10 de setembro no BH Hall. A turnê é do "Acabou Chorare". Discaaaaço, porém os preços estão bem salgados... Anyway...

- Falando em show... Dia 29 (sexta agora) tem Mundo Livre S.A. no Circo Voador. Programe-se. Dica

- Semana passada, faleceu o músico Alan Vega (foto) do cultuado "Suicide". Um dos duos mais importantes do protopunk (por assim dizer). Alan era músico, escultor e pintor. Estava com 78 anos e faleceu dormindo. RIP.

EXPOSIÇÃO

Outra exposição no CCBB que vai lotar... E muito! "O Triunfo da Cor" é o nome dela. Uma ode aos pintores do pós-impressionismo, Van Gogh, Toulouse, Cézane, Gaughin, entre outros... São 75 obras de 32 artistas importantes da época e do período. Uma resposta ao impressionismo de Monet, Renoir, Degas, etc no começo do séc XIX. 

Começou dia 20 de julho e vai até o dia 17 de outubro. Depois não diga que eu não avisei...

TRACKLIST

Jukebox Babe (Alan Vega)
Speedway (Alan Vega)
Lonely (Alan Vega)
Love Cry (Alan Vega)
Fireball (Alan Vega)




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sábado, 16 de julho de 2016

Pauta de Hoje: Band Of Horses, Hector Babenco, Garcia Lorca, Mercenárias, Youtube, etc...


Difícil atualizar um espaço que é destinado ao entretenimento, artes em geral... Justamente porque quem vos escreve vive no Rio de Janeiro e absorve todos esses últimos acontecimentos. É muita violência, bala perdida, falta de respeito, brigas, homicídios, etc... Vivemos à flor da pele. Porém - insisto em me divertir, sobreviver e andar na contramão disso tudo. Essa semana vimos mais uma cena de terror (dessa vez) em Nice, França. Quer dizer: há uma intolerância radical em todos os níveis e locais. Uma volta à Idade Média. De qualquer modo, sigo escutando as novidades musicais, vendo os filmes atuais e observando... 

BAND OF HORSES

Uma das coisas que me chamou atenção foi o novo trabalho do Band Of Horses. Banda americana, alternativa com um pé no folk e na cena indie. O trabalho saiu em maio/junho desse ano e chama-se "Why Are You Ok". Esse é o quinto disco deles. Curiosamente estava ouvindo o novo da PJ Harvey, Travis, do Garbage, do Red Hot e outros... Escutava sempre entre um ou outro. De repente peguei-me curtindo bastante o trabalho deles. Não tem nada de especial ou revolucionário, contudo é muito bacana. O som é redondo, harmonioso e tem conteúdo. Músicas como "Whatever, Wherever" e "Casual Party" já invadiram meu playlist pessoal. São gostosas de ouvir. Experimente pô-las numa viagem de carro ou ônibus... É uma delícia. "In a Drawer" e "Dull Times the Moon" também são duas faixas muito boas. Uma junção do indie com um pop bem feito e de fino gosto. É um trabalho para escutar com atenção. "Dull" é a canção que abre o disco e ecoa uma fase do Pink Floyd antiga. Bem interessante. Destacaria "Hag" também. Suave e lenta. Lírica, praticamente. Bom trabalho deles. Deixo aqui uma prévia:

https://www.youtube.com/watch?v=stMR1-g2f5s

Lying Under Oak

HECTOR BABENCO


Sim... Não estava programado... Infelizmente faleceu o cineasta argentino-brasileiro em decorrência de uma insuficiência respiratória. Babenco representa a união entre Brasil e Argentina na sétima arte. Ele dizia-se um exilado nos dois países. Crítico mordaz de ambas realidades, destilou toda competência desde o começo. O cineasta tinha setenta anos e uma penca de clássicos do cinema. Como não apreciar "Pixote - A Lei do mais Fraco" ou "Ironweed"? A indicação ao Oscar de "O Beijo da Mulher Aranha"? O marginal Lúcio Flávio em "Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia"? Exímios filmes de um diretor crítico e habilidoso. Num ano que perde-se Ettore Scola e Abbas Kiarostami, perdemos mais um. Descanse em paz, Héctor.


NEWS


- Mal começou julho e dois geniais escritores e pensadores foram homenageados. Hermann Hesse (dia 2) e Franz Kafka (dia 3). Datas de seus respectivos nascimentos no século XIX. Foram conterrâneos (alemães) e contemporâneos... Apesar de que Hesse naturalizou-se suíço. 

- HOJE (dia 16) teremos "As Mercenárias" no Subúrbio Alternativo. Yeaaaaah! Sandra Coutinho e Rosália retornam aos palcos. "Me Perco Nesse Tempo", "Pânico" e "Polícia" são algumas das canções esperadas no show. 

- No Instituto Cervantes, em Botafogo, será realizado um espetáculo inédito aqui no Brasil. Através do "Teatro Breve" imagens e versos de Frederico Garcia Lorca serão exibidos e interpretados. Começa dia 18 de julho e termina dia 24 de julho. Bem curta, mas singela homenagem ao poeta espanhol.

- Falando em exposição... No Paço Imperial estreou na quinta (14) - "A Emergência do contemporâneo: Vanguarda no Japão - 1950/1970". Dentre artistas japoneses, Yoko Ono e Nakamura. Hummm... Olha a dica! Fica até dia 28 de agosto.  Curtir a arte da esposa de Lennon... Srta. Ono é artista de mão cheia. 

YOUTUBE

Através de uma pesquisa feita pelo "Youtube Insights" temos um interessante perfil... Obviamente que estou referindo-me ao canal e seus dados, ok? Bom... Vamos lá... Eles categorizaram quatro assuntos/temas: Música, Videogame, Gastronomia e Beleza/Moda. A audiência ficou assim:

Música: 61% Homens - 39% Mulheres
Videogame: 76% Homens - 24% Mulheres
Gastronomia: 51% Homens - 49% Mulheres
Beleza/Moda: 21% Homens - 79% Mulheres

Três faixas etárias... Menores de 18 anos / Entre 18 e 34 / Mais de 35 anos

Em todos os temas a faixa "Entre 18 e 34" foi maioria esmagadora. Bem relevante. Bem depois vieram "Mais de 35 anos" e "Menos de 18 anos"

Não foram divulgadas as capitais (ou cidades) pesquisadas (foi feita no Brasil todo) e nem o montante da amostragem. Apenas foi relatado que realizou-se em março e abril de 2016. 

Obs1: Não precisas ficar irritado(a) se você não encaixou-se nas respostas. Eu não me encaixei também. Rsrsrs... São dados apenas. 

Obs2: A distância no quesito videogame é bem significativo. A mim não fede nem cheira. Não gosto de videogames. Rsrsrs... Mas, pretendo aumentar essa taxa musical nas mulheres.

Obs3: Foda-se o Youtube! kk

TRACKLIST

Me Perco Nesse Tempo (Mercenárias)
Polícia (Mercenárias)
Pânico (Mercenárias)
Santa Igreja (Mercenárias)
Inimigo (Mercenárias)




Be bop pibi bop



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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pauta de Hoje: Paulina (filme), Grateful Dead (The Other One), Bordeaux (vinho), Pós-FLIP, etc...


PAULINA

Com o título original "La Patota", Paulina é a história de uma idealista advogada filha de um juiz de muito prestígio na Argentina, e que resolve lutar por suas ideias sociais e ajudar na fronteira de seu país com o Paraguay jovens menos favorecidos. Tudo dentro do previsto até o estupro cometido por homens que ela conhecia. Há uma reviravolta imensa no filme. Paulina passa por todas as etapas de uma vítima e ao mesmo tempo tenta lutar para manter seus ideais acessos. É um filme que gera um debate infindável e oportuno. Muitas pessoas saíram da sessão falando e tentando entender toda trama. Não quero dar mais detalhes, pois acabaria com a graça da história, mas acho que toda mulher deveria ver. A partir daí gerar opiniões, argumentos e conteúdo acerca do tema. É imprescindível que discuta-se sobre estupro. Há tempos, por sinal. Quem produz o filme é Walter Salles. No protagonismo temos Dolores Fonzi (espetacular em cena), Oscar Martinez (fera do cinema latino) e Esteban Lamothe como noivo de Paulina. "La Patota" de Santiago Mitre é uma versão de um clássico igualmente argentino de 1961. E, foi aclamado em Cannes e nos outros diversos Festivais que passou. Um tema que desperta muita comoção e ponderações. Veja o filme. Um dos grandes desse ano. Pode apostar. Como diversos filmes argentinos atentem-se aos diálogos. Esse conteúdo no roteiro nos faz refletir e pensar muito. De qualquer lado. Parece que o que falta no cinema brasileiro sobra no argentino: roteiro. Bela abordagem.


Isso foi o que rolou dentro da tela... Hahahaha... Fora da tela tive uma singela experiência menos traumática, porém bem chata. Duas senhoras ao meu lado falavam alto e narravam o filme como se estivessem na sala de casa e do outro lado havia uma argentino (sim... descobri sua nacionalidade) que extremamente impaciente lançava olhares e barulhos ameaçadores para as senhoras. Lance imensamente desagradável. Isso durou bastante a ponto de me chatear e pensar seriamente em sair do local e buscar outra fila. No meio do filme ele chamou atenção delas com uma frase em espanhol dita de maneira agressiva e com o dedo em riste para as senhoras... Ficou a tensão no ar... Imagine? Dentro de um filme tenso por si só temos um "spin-off" (rsrsrs) fora da tela? Ahhhh... Enfim... Descobri meu lado budista e tratei de me concentrar no filme... Um puxão de orelha nas duas senhoras e educação e noção ao portenho grosseiro não fariam nada mal... Ugh! "Bora Ademário"

THE OTHER ONE

Sim... Título de um dos primeiros clássicos do Grateful Dead, composto por Bob Weir é também o nome desse documentário de Bob sobre sua vida com a banda e Jerry Garcia. Lançado em 2014, comprado em 2015... Chegou esse ano ao "streaming"... A canção que dá origem ao doc. é especial em amplas formas... Além de ser a primeira colaboração de Weir para os caras - Neal Cassady (a lenda Beat em pessoa) estava na composição da mesma. Ele era o mentor do jovem Weir. Moraram juntos... Todos. Pois é... Um menino que nem acabara o colégio (sua mãe implorou ao Jerry e banda para que ele terminasse o colegial) em meio aos "caras" do ácido e das drogas pesadas. Estamos em 66, 67... Naquela noite (da canção) Neal falecera - o que deixou Bob paralisado. A partir desse fato, o jovem Bob entrou no ônibus lisérgico da turma e nunca mais parou... Foi bacana conhecer muitas histórias do Grateful Dead através da memória de Bob. Garcia, o mito lisérgico, é exposto de forma educada e muy respeitosa. Toda essa idolatria sempre o chateou, pois Jerry era discreto (tentava ao menos) e não muito chegado em idolatrias, patetices e essas coisas. Mas, o fato é que a banda aproveitou e muuuuuito a fama. "The Other One" mostra o lado pessoal de Bob e Jerry. Suas famílias e dramas íntimos. Como o fato de Weir só conhecer seu pai verdadeiro depois de décadas. E ele já era muito famoso nos EUA. Bob sempre soube que era adotivo e acostumou-se com o fato. Muitas canções embalam a película e o fã da banda terá um enorme prazer em assistir. Eu, que nem tenho grandes devoções por eles, exceto a fase psicodélica mesmo - curti bastante. Claro que não posso esquecer de Phil Lesh (Baixo e autor de muitas canções também) e Bill Kreutzmann (bateria). Parceiros de crime e de música. Rsrsrsrs... Como Weir tinha a sombra da técnica de Jerry Garcia (um virtuoso guitarrista), desenvolveu um estilo único de tocar influenciando muitos guitarristas que viriam a seguir... Aparecem no filme Lee Ranaldo (Sonic Youth), Jerry Harrison (Talking Heads) e outros... Vale o confere...


NEWS

- Uma boa notícia aos amantes do vinho, especificamente, de Bordeaux... Depois de duas décadas em queda - 2015 marcou a região com as melhores safras... Opa! Nosso paladar agradece. Agora é procurar pelo ano.

- O bairro Tijuca - um dos berços de muita gente boa... Completa nesse domingo (3) duzentos e cinquenta e sete anos... Yeaaaaah! Salve Tijuca!

- Alceu Valença (Graaaaande Alceu) baixa no Circo Voador no sábado (2) às 22 hs com seu show. Levando 1kg de alimento paga-se R$ 80. Forró do "bão"... Junino

- Na "ressaca" da FLIP (que finda domingo ((3))) a Livraria da Travessa aproveita as vindas de escritores importantes e apresenta em sua loja no Leblon as mesas de mediação com Irvine Welsh (Trainspotting) na segunda-feira, dia 4, às 19 hs e o norueguês Karl Ove Knausgard na terça-feira, dia 5, às 19 hs também. 

TRACKLIST

Scarlet Begonias (Grateful Dead)
Truckin' (Grateful Dead)
The Other One (Grateful Dead)
Touch Of Grey (Grateful Dead)


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Fora Temer!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Pauta de Hoje: Red Hot Chili Peppers, Garbage, News, Guarani Kaiowá, Narcos e mais...


Esse não é um espaço para furos jornalísticos ou "primeira mão"... Em absoluto. Aqui o objetivo é entreter, opinar e informar. Todas os argumentos são de minha responsabilidade. Apesar de termos o "News" - fatos (aí sim...) que eu acho mais relevantes. O papo aqui é comportamento, cultura e entretenimento. Dito isso... "Here we go"

RED HOT CHILLI PEPPERS

Mais um disco lançado pela banda americana. Saiu dia 17 último. Eles não produzem mais o mesmo frisson de outrora. Pudera... Estão na estrada há tempos e seguem um som mais comportado. Nem de longe lembram os rapazes lépidos e sacanas dos tempos idos... Porém, todos amadurecem e mudam. Natural. "The Gateaway" é um trabalho na conta do chá. Nada extraordinário ou inovador. O som deles segue um caminho comum e um tanto óbvio. Cada vez menos o "funk" e a fusão groove e mais pop rock. As guitarras estão lá mais discretas e o baixo frenético de Flea não protagoniza mais como antigamente. O baixista se adequou a equalização de todos os instrumentos. Isso é importante. Mas, também não é um disco ruim. Tem canções bacanas e que agradam aos ouvidos mais exigentes. A começar pela própria faixa que inicia, "The Gateaway". Um som pop, redondo, com harmonia bem trabalhada e boa para escutar numa estrada. Cabe em qualquer disco deles com alta cotação de crítica. Outra faixa boa é "Sick Love"... Tem um ritmo que lembra bossa nova no começo e depois mantém uma ensolarada harmonia. Gostei também de "Go Robot". Lembra os velhos tempos deles. Selo Red Hot nela. Um baixão com groove e ótima melodia. Pode rolar numa pista ou em casa. Embala legal. Ponto alto (de longe) do disco. Desconfio que essa deveria ser a música de trabalho (lembram dessa expressão?) do álbum. Eu curti o começo de "Dark Necessities" com um baixo monstruoso de Flea, porém a canção não decola. Uma pena. "Detroit" é uma boa faixa. Tem elementos bons de uma boa música de rock. Um riff poderoso... Que bom saber que a banda ainda toca um rock com pegada e de bom gosto. Bom... Não indicaria pro meu gosto. É um trabalho médio. Passaria na conta mesmo... Um cinco e meio ou seis. Valeu pela lembrança!

Vamos aos créditos do trabalho: Anthony Kiedis, Flea, Josh Klinghoffer e Chad Smith. Produzido por Danger Mouse. Treze faixas. Décimo-primeiro trabalho. (2016)


GARBAGE

Outra banda grande (não tanto quanto RHCP) que lançou trabalho novo nesse mês. Algumas pessoas (não muitas, ainda bem...) me perguntam como eu consigo resenhar álbuns de bandas menos relevantes das que eu costumo citar como referências... Estão falando de nomes como Velvet Underground, Leonard Cohen, Jimi Hendrix, Joy Division, Led Zeppelin, CAN, Cream, Beach Boys, Bowie, Buckley, Dylan, Clapton, entre tantos outros... E a resposta é bem simples: escutando com afinco e sabendo do que se trata. Simples, não? Existem níveis de qualidade e relevância na música e dentro do próprio gênero. Se eu pegar um "Pet Sounds" como alguma referência... Cometeria um pecado. Tudo dentro do pop ou rock atual seria muito ruim. E, as coisas não funcionam assim... Hmmm... Esclarecido esse ponto eu parto para o som do Garbage. "Strange Little Birds" é o sexto álbum deles. Eu também estranhei quando me dei conta. Eles estão na estrada desde 1994... São 22 anos de carreira e poucos discos de estúdio. Mas, é isso mesmo. Esse novo trabalho é mais empolgante. O som me parecer mais renovado e caprichado. Sons como "Night Drive Loneliness" e "Blackout" soam mais "cavernosos". Um baixo sombrio e marcado. Lembrando um som mais gótico. Shirley encaixa sua bela voz de maneira pertinente. "Empty" já soa mais psicodélico. Riffs ao estilo My Bloody Valentine. "If I Lost You" também tem componentes mais viajantes... Meio psicodelia também. A harmonia e melodia é belíssima. Na voz de Srta. Manson então... Fica uma pintura. Achou notas fantásticas. "Even Though Our Love Is Doomed" é outra que agrada. Lindo refrão. Imagino os fãs cantando com os olhinhos fechados num show. Fácil. Boa canção. Mas, o álbum tem suas derrapadas... Algumas faixas não rendem. Abusam bastante dos sintetizadores e teclados. Rola uma dependência desse som mais repetitivo e acaba resultando num som menor. Não acho que a banda necessite tanto disso... É o famoso "moderno" que cansa. Ser moderno é ser criativo e buscar algo diferente. Em suma: o resultado é auspicioso e merece uma nota boa. Um trabalho respeitoso, com a marca da banda e bom dentro do som que eles trafegam. Tem ideias bonitas nesse disco. Deixaria uma nota oito dentro da discografia "from Garbage". 

Créditos: Shirley Manson, Duke Erikson, Steve Marker e Butch Vig. Álbum Independente produzido pelo próprio Garbage. Onze faixas. (2016)

Existe uma faixa bônus chamada "Fucking With You", contudo só contida em vinil. Yeah!!!


NEWS

- A Netflix anunciou que a 2ª Temporada de "Narcos" já está agendada. Será no dia 2 de setembro. Muita gente gostou e espera pela continuação. Eu, conforme já disse algumas vezes, sigo com o olhar distante... Depois de ter visto a "soap opera" colombiana com quase duzentos capítulos sei de cor e salteado todo enredo. Mais: captei a essência histórica e política da época na Colômbia. Isso faz extrema diferença. Porém, assistirei a segunda temporada como bom entretenimento. 

- Segue a covardia no Centro- Oeste do nosso país... Os povos Guarani e Kaiowá sofreram novos ataques com baixas... O local está homologado, mas mesmo assim assassinos e políticos com interesses escusos seguem a barbárie. Como é que é STF? O troço empacou na mesa de vocês? Porra!

- Essa semana o cantor Meat Loaf desmaiou em plena apresentação no Canadá. Não se soube os motivos, mas parece que o músico passa bem. Curioso nisso é que ele já havia cancelado alguns shows lá mesmo. Ele caiu no meio do clássico "I'd Do Anything for Love". Fica aí o voto de melhora e saúde.  

- "Aquarius" de Kléber Mendonça Filho faturou o prêmio no Festival de Sidney. Chamo atenção para tal, pois foi essa película que gerou polêmicas com as críticas dos atores na França a respeito do Brasil, lembram? Artistas com cartazes? Pois é... E por pouco não levou o prêmio também (Palma de Ouro) no Festival em Cannes. Hmmm... Olho nele. A estreia no país é prevista para dia 1º de setembro. 

FRIO

Aberta a temporada de muita chuva, ventos e temperaturas atípicas ao brasileiro. Mas, por outro lado temos muitas vantagens... Uma delas é o queijo. Ando me fartando de queijo. Brie, provolone, Gouda, Emmental, etc... E os vinhos? Perfeitos. Nem precisam esfriar. A temperatura mantém a bebida no ponto. Sem falar que o chopp não esquenta tão fácil como no verão. Ahá!!!! Muitos me questionam com essa ideia de que a elegância prevalece no frio. Mas, é verdade. Vejo muita gente elegante (não sei se são finas e sinceras...rs) na estação. E, cá pra nós... Alguém consegue criar ou pensar direito suando em bicas e todo grudento? Impossível. Até a mente trabalha com mais serenidade, calma e astúcia! Vai por mim... Frio é uma benção! 



FORA TEMER!!!

TRACKLIST

Go Robot (Red Hot Chili Peppers)
Detroit (Red Hot Chili Peppers)
Sick Love (Red Hot Chili Peppers)
If I Lost You (Garbage)
Empty (Garbage)
Night Drive Loneliness (Garbage)
Even Though Our Love Is Doomed (Garbage)




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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pauta de Hoje: Taiguara, Popeye, Raduan Nassar, Moby, News e mais...


TAIGUARA

Taiguara, compositor uruguaio, tem uma vasta coleção de canções. Flertou com diversos gêneros na década de sessenta e passou por obras importantes nos anos setenta. E, é dessa época que quero falar. Especificamente de um álbum chamado "Imyra, Tayra, Ipy" de 1976. Portanto - quarenta anos atrás. Um marco na cultura brasileira e considerado por certos músicos obra prima. O trabalho foi publicado e, recolhido dois, três dias depois de lançado. Era a marca da ditadura militar. Foi censurado e banido. O músico era conhecido por sua verve política e social. O nome em tupi foi tirado de um livro de Antônio Calado. Fato é que o país foi impedido de absorver a obra na época e só foi liberado décadas depois. Nesse meio tempo - o Japão conseguiu lançar o disco. Na década de oitenta e relançado novamente depois da virada do milênio. Aqui no Brasil houve a reedição em 2013 (três anos atrás). Tardiamente. Uma lástima. Imagine você que a banda que tocou com Taiguara foi Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Wagner Tiso, Paulo Braga entre outros... Para sentir o nível de excelência a que me refiro. Confesso que não é um som fácil de curtir, porém é de arrepiar os cabelos. Só fera no estúdio. Faixas como "Público", "Terra das Palmeiras", "Aquarela de Um Pais na Lua" ou "Primeira Bateria" dão o tom do quão experimental e erudito era o trabalho. Sons e mini operetas estão contidas no álbum. Arranjos clássicos. Coisa fina. Fico imaginando um gringo escutando esse trabalho e pirando... E, pirando mais ainda quando lhe dissesse que é de 76... Um absurdo. Contudo, aviso mais uma vez: não é de fácil audição. Necessita bagagem e férteis neurônios. Registro feito. Viva Taiguara!

Obs: A versão japonesa é distinta da original. Quem escutou o original garante. Outra lástima. 


POPEYE

Talvez, um desavisado possa pensar que estou falando do marinheiro namorado de Olivia. Mas, não. Refiro-me a Jhon Jairo Velásquez Vásquez, ou Popeye. Braço direito de Pablo Escobar e um dos poucos sobreviventes de toda história. Popeye esteve presente na maior parte dessa trágica história e sobreviveu para poder contar. Participou ativamente de inúmeros assassinatos e dos mais conhecidos. Generais, ministros e até candidato a Presidência da República. Foi preso em 1992 e saiu em 2014. Desde então tem se concentrado em reviver a história, e ao que parece ganhar dinheiro contando-a infinitamente. Algo de muito mau gosto e péssimo hábito desse mundo que vivemos. Todos lhe dão atenção e financiam (mais do que fora feito à época) tudo outra vez. Cada vez que o chamam - é um reviver maldito. Contudo, parece que a imprensa (e parte do público) amam explorar até hoje. Fico imaginando cada família que perdeu um, dois, três parentes... Pior: ao que tudo indica existem contatos que dão conta de um real interesse em produzir uma série contada do ponto de vista do sicário. Hmmm... Sensacionalismo puro. Admito que todo o enredo fascina, porém tudo tem limite. E, Pablo já morreu faz um tempão... Chega, não?

NEWS

- Liberada a faixa "Back Together" do Metronomy... Achei bem elegante. Um baixo muito bom, groove dos bons e belo arranjo. O disco, "Summer 08", será lançado somente em julho. Como diriam os americanos: Good Job!

- O escritor brasileiro Raduan Nassar, laureado com o Camões de 2016, surpreendeu o mundo literário essa semana... Afirmou que não entendeu os motivos que levaram-no a ganhar o prêmio e que se considera um escritor de "um livro e meio"... Uow! Sinceridade pura! Tá certo... Ele acha.

- A FLIP de 2016 prepara o terreno para homenagear entre outras duas escritoras: a brasileira Ana Cristina César e a bielorussa Svetlana Aleksiévitch... A Feira acontece entre os dias 29 de junho e 3 de julho na cidade de Paraty.

- Moby (foto) lançou seu mais novo trabalho fonográfico... Chama-se "Long Ambients1: calm, sleep"... E foi feito para meditação e Yoga. É gratuito e está disponível para download. São quatro horas de relaxamento. Cada vez mais, o músico americano desacelera e ensaia um tímido recolher...  


FALANDO NISSO...

Já que o assunto é Moby... Tem também sua autobiografia lançada... 

LIVRO 1

Moby
"Porcelain: Memórias"
Editora Intrínseca
416 páginas

LIVRO 2

Irvine Welsh
"A Vida Sexual das Gêmeas Siamesas"
Editora Rocco
416 páginas

Dois livros bacanas para investir no seu cérebro. Diversão e romance!

TRACKLIST

Honey (Moby)
Porcelain (Moby)
Why Does My Heart Feel So Bad? (Moby)
Natural Blues (Moby)
Where You End (Moby)
Bodyrock (Moby)



FORA TEMER!


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pauta de Hoje: Frank Sinatra (documentário), Animação Russa, Paul Weller, News, etc


ALL OR NOTHING AT ALL

Antes de tudo gostaria de mencionar que duas pessoas foram responsáveis pela minha (primeira) atenção a Frank Sinatra. Como de costume: não citarei nomes. Coloquemos como Dean e Lenny. Ok? Pois então... Ambos fascinados por Frank mostraram-me ao longo de minha vida (até aqui) fatos e memórias acerca do cantor. Fosse por sua técnica vocal (barítono) e excelência no entretenimento ou por simplesmente ser o maior artista pop da cultura ocidental. Ao menos - eles achavam. Ah, importante salientar que ambos eram americanos. Assistindo ao documentário supracitado, por muitas vezes esbarrei em informações que eu já sabia. Peguei-me rindo. Frank Sinatra nasceu em 1915. Portanto, são cento e um anos de história. Ele faleceu, mas muita coisa ainda fala-se a respeito. Como qualquer homem tinha enormes fraquezas e hábitos péssimos. E, não refiro-me ao fumo nem ao álcool, mas sobre sua cafajestagem em relação as mulheres. Era naturalmente infiel. Relacionar-se com Sinatra era péssimo. Como pai também não foi perfeito. Longe disso... Colecionava amigos, contatos, inimigos e mulheres como quem trocava de cueca. Porém, seria injusto apenas criticá-lo. Foi um homem pobre de New Jersey, descendentes de italianos e marcado por escassez de comida, dinheiro e oportunidades. Pegou a primeira grande guerra. Pegou a Grande Depressão Americana, a segunda guerra, Vietnã. Guerra Fria, períodos turbulentos... Sinatra aprendeu desde cedo a ralar e comer o pão que o diabo amassou. Como era de bairro de gangues, fez amizade com rapazes da máfia (sim... Sempre soube-se) e era importunado pelos irlandeses do bairro. Era barra pesada mesmo. Meio a tudo isso sempre teve o sonho de cantar. E, foi atrás... Mudou-se para Nova York com vinte dólares no bolso e nunca parou. Contar toda a história desse doc. ocuparia imensas linhas. São quatro horas e meia de conteúdo. Do começo ao fim. De seu antigo bairro pobre ao mundo. Ninguém atravessou tanto tempo e alterou tanto o comportamento de uma cultura como ele fez. Nem Elvis Presley (de quem foi amigo, porém não gostava de rock) ou Beatles. Acredite. Ele passou por sessenta anos, ou três gerações completas sendo relevante. Até quando era fracasso. Quando seu mundo caiu na década de 50 - fugiu para o cinema e voltou como rei. Quando seu novo fracasso deu-se na década de 70 (tanto que fez a primeira despedida em 71 - show clássico que reuniu toda nata da época), aposentou-se e retornou dois anos depois. E, começou a lotar estádios monumentais com sua voz e presença. Com direito ao show antológico no Brasil em 1980 em pleno Maracanã. Se você não lembra pergunte a seus pais. Cento e setenta mil pessoas viram Sinatra no maior do mundo. O cantor viajou o mundo inteiro cantando. Participou das principais orquestras de jazz, aliou-se ao combate ao racismo, elegeu alguns presidentes americanos (muitos de gostos duvidosos) e casou-se quatro vezes. Foi pai de três (Nancy, Frank Jr. e Tina). Foi chamado de mafioso (por sua estreita relação) e comunista por ser democrata de carteira. Enfim... Uma vida inteira dentro dos holofotes e bastidores. Além de tudo ainda ajudou muitos artistas (negros inclusive na época da segregação racial do país) e produziu outros tantos. Um "bon vivant", mas com conteúdo e ideologia. Recomendo que vejam esse registo (All or Nothing At All), pois é uma vida e tanto. Um personagem fundamental para entendermos um pouco de entretenimento e música. Enquanto isso, volto a minha vitrola e curto a solidão escutando meu vinil "Only The Lonely!


NEWS

- Sir. Paul Weller fez cinquenta e oito anos ontem (dia 25). Segue elegante, afinado e de gosto diferenciado. Viva!

- Dentro da Mostra de Animação Russa (divulgada aqui) na Caixa Cultural, haverá um debate amanhã (27) com a animadora russa Svetlana Filippova às 17 hs. 

- Susan Janet Ballion, ou somente Siouxsie Sioux, completa amanhã 59 aninhos. Yeaaah! Uma senhora talentosa demais. 


- A Livraria Da Vinci, clássica como nunca deve reabrir em julho. Quase fechada em 2015, graças a intervenção de Daniel Louzada (livreiro), ela foi comprada e em breve deve ser reinaugurada. O dono promete preservar boa parte de sua estrutura.

COURTNEY BARNETT

Tardiamente, comecei a escutar essa australiana de 29 anos boa de som... Seu som denominado "indie" é muito legal. Escutei os dois trabalhos da moça, o EP "A Sea of Split Peas" e o "Sometimes I Sit and Think, Sometimes I Just Sit" de 2015 e fiquei com muita boa impressão dela. Prometo falar mais dela por aqui.

TRACKLIST

Night and Day (Frank Sinatra)
Strangers in The Night (Frank Sinatra)
The Lady Is a Tramp (Frank Sinatra)
I've Got You Under My Skin (Frank Sinatra)
The Way You Look Tonight (Frank Sinatra)
That's Life (Frank Sinatra)



sábado, 14 de maio de 2016

Pauta de Hoje: Discos, Filosofia, Plebe Rude, Sonic Youth, Tracks, News & More...


DISCOS

Que começo de outono (primeira quinzena) fértil esse, hein? Do forno direto, PJ Harvey, Travis, Radiohead, etc... Todos escutados e bem digeridos. Sim, eu tive tempo. Não esse tempo que as pessoas pensam: o ócio. Em absoluto. O tempo que eu sempre dei a coisas importantes. Ou concomitantes. Entende? Não? Tudo bem... O tempo é algo humano mesmo. Nem a gente entende. Mas, eu escolho ter tempo algum ou "todo tempo do mundo"... Dos três - o que mais me agradou foi "The Hope Six Demolition Project" da cantora PJ Harvey. Novo trabalho dela depois de um hiato de cinco anos. Gravado em Londres. A voz de PJ segue poderosa e afinada. "The Wheel" e "The Community Of Hope" são duas belas amostras. Guitarras e "backing vocals" aquecidos e intensos. Gostei de cara. Pode parecer exagero, mas alguns timbres de PJ lembrou-me a jovem Chrissie Hynde no tempo dos Pretenders... Juro! "A Line in The Sand" e "Medicinals" também destacam-se pelo ritmo e por ótima harmonia. Porém, a que eu mais achei relevante foi "The Orange Monkey"... Muito sensível e bela. Escute com atenção essa faixa. Sendo bem rígido: teve duas a três canções que não me agradou. Sim. Escutei duas vezes e achei chatas. Mas, o saldo é positivo. Ela (cantora) segue importante e talentosa. O que não significa que eu tenha reprovado os outros dois trabalhos. Não. O disco do Travis é bem bacana. Segue a linha e receita antiga dos caras. E, no caso deles não é demérito. O som segue melódico, bonito e redondo. Mas, fica nisso... Eles acreditam que "em time que está ganhando não se mexe". Ok. Respeito. O resultado é legal mesmo. Quanto ao Radiohead - aí o buraco é mais embaixo. A avaliação é rígida. Trata-se de uma banda grande e importante (na minha opinião é). Claro que certas canções ali são lindas e deliciosas, mas avaliar um álbum que foi lançado aos poucos, amiúde, é estranho demais... "Daydreaming" é fantástica! Faz chorar! "True Love Waits" (releitura) e "The Numbers" tocam meu coração em momentos até mais gélidos imagináveis. Porém - Thom lançou oito canções de antemão fazendo o trabalho parecer um retalho. E, em meio a outros trabalhos... Tem releitura encaixada no álbum. Aí ficou confuso. Um antigo pensador declarou que "o desejo de ser reconhecido pelos outros é inseparável do ser humano. Este reconhecimento é-lhe, mais ainda, tão essencial que o ser humano está disposto, para o obter, a pôr a sua própria vida em jogo. Não se trata, com efeito, simplesmente de satisfação ou de amor-próprio: mas é antes, somente através do reconhecimento dos outros, que o homem pode constituir-se como pessoa." Parece ser essa, a intenção de Thom Yorke. Mas, tudo bem...




Bate outra vez... Com esperanças o meu coração, pois já vai terminando o verão... Enfim... Hã... Desculpe. Saiu sem querer. Hahahaha... 

https://www.youtube.com/watch?v=VofYXCJyeTY

NEWS

- Com o nome "A Plebe é Rude" - o Canal Brasil lançará dia 20 de maio o documentário sobre a banda Plebe Rude. A história de uma das bandas mais relevantes de Brasília e do país, claro. Passando pelos integrantes (o Clemente estará tb) e suas influências. Mas... Sim... Tem um "mas"... O doc estará em exibição, por ora, somente nas plataformas de vídeo sob demanda (Oi, GVT e Now). Daí... Hmmm... Ok.

- Entre nós, brasileiros, está aqui o ex-baterista do Sonic Youth, Steve Shelley. Yeah! Sim... O cara veio fazer um som com a rapaziada daqui. Formou-se o quarteto Gata Pirâmide com mais três brasileiros e fizeram um show aqui no RJ e mais três em Sampa. Pena que eu não conferi... Quem quiser vê-lo ainda dá tempo... Ele toca com a Riviera Gaz nos próximos dias em SC (18) e 20 e 21 no Paraná. Bacana a formação da banda e tudo mais... Cool, man!

- Fora, Michel Temer! VTNC!

- Depois de 22 anos de silêncio, os Stones Roses lançaram música. Foi no dia 12 de maio. Chama-se "All For One". Escutei três vezes. Não é nada genial, mas é muito bom! Alegria maior de vê-los (e ouvi-los) tocando. Bom demais isso. Confira aqui e emita sua opinião:

https://www.youtube.com/watch?v=R0XZ9qjMil8

Eles farão alguns shows na Europa, mas ainda é tudo incerto sobre retorno e blábláblá... Calma!


WOODY ALLEN

Abra o olho, sr. Woody Allen... Adoro seu cinema, mas a história da filha é complexa, hein? Sobretudo pela idade da menina e dos rumores em torno do suposto episódio. Hunf! Eu não estou acusando ninguém, porém é intragável a história. Espero que seja mentira...

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/05/1770370-filho-de-woody-allen-critica-cobertura-da-imprensa-de-suposto-abuso-sexual-de-sua-irma.shtml

TRACKLIST

I Am The Resurection (The Stone Roses)
Waterfall (The Stone Roses)
Sally Cinnamon (The Stone Roses)
Fools Gold (The Stone Roses)
Made Of Stone (The Stone Roses)
I Wanna Be Adored (The Stone Roses)

CAMEL
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