sábado, 30 de abril de 2016

Pauta de Hoje: The Last Shadow Puppets, Joe Strummer, Prince (RIP), News, Clarice Lispector...


EVERYTHING YOU'VE COME TO EXPECT

Longo nome, não? Pois é... Esse é o mais novo trabalho do "The Last Shadows Puppets" - projeto de Miles Kane e Alex Turner (Arctic Monkeys). Dizem as más línguas: o projeto correto de Turner... Rsrsrsrs... Sacanagem... Os Monkeys são vigorosos e super legais. De qualquer forma, esse é o segundo disco deles, já que o primeiro, "The Age Of Understatement", saiu há oito anos atrás e muita gente achava que nem sairia mais nada. Era pontual. Mas, ao que tudo indica não era. Mesmo com a sequência de Alex nos Monkeys e do próprio Miles em sua estrada solo, eles arranjaram tempo e criatividade para lançar esse. Fazendo um comparativo entre os trabalhos, o primeiro é mais acústico, folk, com baladas e visceral. Além de contar com a energia toda criada na época. Esse é mais direto. Tem punk rock, rock básico e um uso maior de teclados. Porém é muito auspicioso o resultado. Tem grandes momentos ali. Um disco coeso, com cordas e sopros, redondo e muito maduro. Não é nada, mas Alex Turner tinha 22 anos quando lançou o primeirão do TLSP... Hoje ele já tem 30 anos. Se isso já muda um rapaz sem fama alguma imagine um rapaz famoso e cercado de expectativa? Pois é... "Everything..." saiu pela Domino Records no começo de abril. Contém onze faixas e eu destacaria cinco dessas: "Aviation" (abre o disco de maneira urgente), "Dracula Teeth" (bela harmonia da dupla) , "Sweet Dreams, TN" (uma balada com marcação), "Everything You've Come to Expect" (faixa título sempre tem muita responsabilidade) e "The Dream Synopsis" (ótima canção para fechar o trabalho). Considero um belo trabalho. Baixem... 

Link: 
https://www.youtube.com/watch?v=IA7vpJeQLvk&list=PLmxCPQtCuu5vEcGCQ8Y86TaFum56lc9Bw&index=11

JOE STRUMMER

O famoso ócio que De Masi falava fez com que eu me lembrasse desse documentário fantástico sobre Joe. Ou seria Woody??? Rsrsrsrs... Se você não entendeu a referência deverias ver o doc. Obviamente que a película desnuda a vida de Joe Strummer desde a infância até sua morte, porém o que tem de mais charmoso e elegante nesse é o conteúdo. São duas horas muito bem distribuídas e mega informativa. Há uma série de fatos que metade das pessoas sequer sabem a respeito. Dirigido pelo genial Julien Temple ("The Great Rock N' Roll Swindle", "Absolute Beginners" e "Uk Subs") em 2007 - "Joe Strumer - The Future Is Unwritten" prende qualquer fã de música. Lembro-me de ter baixado há cinco anos atrás e mal ter visto. Um pecado. Mal sabia o que estava fazendo. Julien capricha no teor, mas é necessário noção histórica de música e vida para entender os fatos. E o que mais deixou-me boquiaberto foi a sensação de que Strummer titubeou e quase não existiu o Clash... Oi???? Hmmm... Tive a sensação, mas isso é papo para uma mesa de bar. Aqui eu deixo só a isca. 

Obs: "Woody" também nunca foi o nome de Woody Allen (cineasta). Lembrei (na hora) de um filme documentário sobre ele. Como estou rodeado de "Woodys", não? kkk...

PRINCE

O Rei caiu, a rainha precisa ser salva e o príncipe está morto. Infelizmente... Prince (eu me recuso a usar símbolos ou qualquer outra babaquice que ele inventou) sucumbiu essa semana. Uma pena! Mesmo afastado (demais) dos holofotes - esse pequeno homem contribuiu imensamente para a música. Seja como cantor, instrumentista ou compositor. Não vou e nem quero dissertar um tese para ele, pois é desnecessário e inútil. Melhor pesquisarem sua vida e o grau de relevância que esse cara teve em quase quarenta anos de carreira. Quando assinou aos dezenove anos seu contrato até sua morte. Dedico esse "post" ao genial garoto de Minnesota!



NEWS

- Um clássico da música eletrônica completou 25 anos em abril... "The Orb's Adventures Beyond the Ultrawolrd" lançado em 91 e um dos mais importantes discos conceituais de música eletrônica. Mas, não é fácil digeri-lo... São 110 minutos de som... Foram gravados quatro lados de vinil!!!! Rsrsrsrs... Músicas de doze, quinze, vinte minutos... Coisa de cabeçudo mesmo! Mas, é do caralho!!!!

- Falando em Prince... A fortuna do cara será dilacera...ops, dividida entre seus seis irmãos... Mesmo sem autópsia e laudo oficial tudo indica que o cantor morreu devido a complicações respiratórias... Suspeita de que ele havia contraído o vírus da Aids. 

- Primeira antologia de Clarice Lispector é lançada no país... Chama-se "Todos Os Contos" (Clarice Lispector) e quem assina é a Rocco. São quase 700 páginas de uma coleção feroz da escritora. Mais ácida do que nunca. Vou separar o meu, claro. Leitura obrigatória!


MOSTRA

O Poeta Voador (Alberto Santos Dumont)
Museu do Amanhã - Praça Mauá
De Abril a Outubro
Terça a Domingo - 10 hs às 18 hs

TRACKLIST

I Feel Free (Cream)
Badge (Cream)
World Of Pain (Cream)
Crossroads (Cream)
White Room (Cream)


Hare...

sábado, 16 de abril de 2016

Pauta de Hoje: Nazi Secret Files, Grapette, Millôr Fernandes, Cinema, Discos, etc...


NAZI SECRET FILES

Primeiro de tudo: não sou nazista ou tampouco extremista. Sei que é estranho esclarecer isso às pessoas que me conhecem, porém nesses tempos de guerra e ódio muito fica implícito ou mal explicado. Segundo: sou pacifista e de esquerda. Dito isso - podemos dissertar acerca da série supra citada. Topei com essa no serviço da Netflix ($$$) e fiquei desconfiado. Claro! A Segunda Guerra Mundial é alvo de muitos curiosos e estudiosos. De longe - é o período mais fértil em pesquisas, literatura, estudos e menções. Basta citar referências ao nazismo no cinema, literatura ou a música. "Blitzkrieg" (Ramones). V-1 e V-2, Saturn V (Inspiral Carpets), Ala nazista para coitos (Joy Division), o próprio "Foo Fighters" (procurem saber a origem do nome), etc. Naquele momento muita coisa foi feita. Era um período emblemático na história da humanidade, ao menos da parte Moderna da história. Os anos 20, 30 e 40 foram decisivos para uma série de questões. Dentro do mesmo temos a queda da bolsa, o "crack", "Belle Epoque", "Avant Garde", a Guerra em si, o nazismo, fascismo e outras auguras... Mas, também tivemos o começo da "Nova Revolução Industrial" (tecnologia). Mesmo que não fosse reconhecidamente a gênesis no período - hoje sabe-se que sim. Alan Turing e Von Brauer estão aí para ratificar. Pois bem... A série reúne uma penca de arquivos nazistas confidenciais (top secret) que chegaram as mãos dos americanos (e aliados) depois da queda de Hitler. Produzida pela Blink Films em parceria com BBC e exibida pela Discovery ano passado (2015) - o show é exclusivo sobre o mais temido regime racista. E, o que é mostrado é o horror em forma humana. Mais do que as torturas e os campos de concentração. Mais... Bem mais... Um verdadeiro genocida. Louco. Uma Alemanha dopada (meta anfetamina), racista e megalomaníaca. A face mais cruel de um sonho ariano insano. Obviamente que, não posso julgar o povo alemão. Não é essa a questão. Havia um líder. E, é desse que estou falando. E, de seus asseclas. Generais, políticos, nazistas de alto escalão, cientistas, médicos, etc... Todos insanos e desumanos. Não quero dar "spoiler", pois acho importante que as pessoas vejam a série. O quão baixo e louco o ser humano pode chegar... Mas, faço a ressalva de que muito do conteúdo da mesma é parcial (logo tem grandes chances de ser bravatas), passional e muito "ocidental" (se é que me entendem...). Mais: também não sou nenhum ingênuo a ponto de não achar que muitos conflitos e guerras também usaram e abusaram de certos expedientes ali contidos. Antes até. Claro que sim. Enfim... Eu estou na metade da temporada (total de doze) e vendo amiúde. Certas vezes dá-me náusea ou embrulho no estômago. Ugh!


MÚSICA

Essas datas "redondas" como 10, 20, 30 anos... Faz-nos lembrar de muitos discos importantes (relevantes) da música. Eu gastaria inúmeros posts aqui só em citá-los, quiçá dissertar seus conteúdos. Só no jubileu de ouro teríamos "Blonde On Blonde" de Bob Dylan, "Pet Sounds" dos Beach Boys ou mesmo "Os Afro-Sambas" (já resenhado aqui). O próprio "Revolver" dos Beatles - que não tem a aura de um Sgt. Peppers (que é de 67), mas chega muito perto em sonoridade. Se baixarmos um pouco mais teríamos o ano de 1976... Hahahaha... Imagine? O ano do começo do punk... Mas, tivemos aqui no Brasil, Tim Maia (76), Alucinação (Belchior), "Ramones" (disco homônimo), "The Runaways" (homônimo tb) e por aí vai... 1986 é outro ano fértil... Por demais... Basta começar com "Electric Cafe" do Kraftwerk (pioneiros desde 68 - mas com enorme relevância com esse tb), a safra inteira brasileira de Legião Urbana, Titãs, Paralamas, Capital Inicial e IRA!, "Black Celebration" do Depeche Mode, "The Queen Is Dead" (The Smiths), "Brotherhood" do New Order (precisa falar?), "Raising Hell" (Run DMC), "Evol" (Sonic Youth), "Tinderbox" da Siouxsie And The Banshees, "Licensed to Ill" dos Beastie Boys, "In Visible Silence" do Art Of Noise... Ufa! Tem muita coisa. Deixei de fora "Talk Talk", "REM", "Madonna" e "Cindy Lauper". Avançamos para 1996... E? E aí temos "Odelay" de Beck, "Evil Empire" do Rage Against The Machine, "Telefono" do Spoon, "Afrociberdelia" dos geniais Chico Science e Nação Zumbi, "Millions Now Living Will Never Die" do Tortoise, "Dust" do Screaming Trees, e por aí vai... Falta o ano de 2006, né? Tem discos bons? Claaaaaro. Vamos mencionar alguns aqui: "Cansei de Ser Sexy" (CSS), "Superguidis" (Homônimo), "At War With The Mystics" do Flaming Lips, "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" do Arctic Monkeys, "Under The Iron Sea" (Keane), "First Impressions Of Earth" dos Strokes, e fecho com um discaaaaço, "Back to Black" de Amy Winehouse... Muita história, não? Pois é... Deixei de fora muita coisa. Ou porque era coletânea ou nem tão fundamental assim. Além de muitas bandas importantes e extremamente geniais. Mas, infelizmente elas não lançaram nada dentro da data redonda "6"... Entenderam? Se, mesmo assim, cometi pecados (e faço muito isso) desculpem-me... É isso! Viva a música!! 



NEWS

- A marca americana "Grapette" completa setenta anos de presença no Brasil. Sim... Inventada nos anos 30, o refrigerante de framboesa gasoso entrou no mercado brasileiro na metade dos anos 40. Sempre com o mesmo slogan: "Quem bebe grapette repete"... Yeah! A empresa investe forte nas latinhas e promete reposicionar-se no mercado de bebidas cada vez mais. 


Obs: Há uma "rixa" no mercado sobre o ano de entrada do produto. Fontes garantem 1946, outras cravam 1948. No wikipédia - sobretudo. Eu fico com 46. 

- Faleceu Rogério Duarte (RIP) - a estética por trás da Tropicália. Fundamental para o movimento como identidade. 

- O filme novo dos irmão Coen, "Ave César", promete chacoalhar a semana. Coloquei na lista juntamente com "Truman" de Cesc Gay. Estrelado por Ricardo Darín... Vamos ao cinema? Que tal?

- James Bond ganha exposição em Paris... Taí uma mostra que eu teria imenso prazer em ver. Bond e Sherlock são duas paixões minhas desde adolescente. Mais do que qualquer herói de quadrinhos... Eu era bem esquisito...Rsrsrs

MILLÔR FERNANDES

Chegou uma mostra para lá de especial... Impossível passar em branco (com trocadilhos...rs)... Mostra Millôr Fernandes: obra gráfica.

IMS (Instituto Moreira Salles) - 16 de abril
São mais de 500 desenhos reunidos de outras coleções e lançamentos com imensa parte da obra do artista. Estão dentro traços que fizeram parte do Jornal do Brasil, IstoÉ, Veja, O Cruzeiro, Estadão, Folha, Correio Braziliense, Diário Popular (Lisboeta), O Dia, Pasquim, Pif-Paf (Epa!!!). Só a nata. Precisa de mais motivos? Pois é...

Mais infos: http://www.ims.com.br/ims/visite/exposicoes/millor-obra-grafica-ims-rj


TRACKLIST

Trem Doido (Lô Borges)
Equatorial (Lô Borges)
Nuvem Cigana (Lô Borges)
Needle In The Hay (Elliot Smith)
Say Yes (Elliot Smith)
Angeles (Elliot Smith)




Yeah!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Pauta de Hoje: Tereza Rachel, Weezer (White Album), Séries, Isento (Aqui pra vcs...), News... Simpsons.


TEREZA RACHEL

Juntamente com a Marília Pêra (que eu já havia comentado aqui na semana de sua morte), Tereza Rachel formava a dupla de atrizes que eu mais admirava. Claro que admiro outras mais, porém, ambas falavam-me mais. A atriz faleceu nesse sábado (dia 2) no Rio depois de ficar mais de quatro meses no hospital. Mesmo afastada dos palcos (e da TV) fará uma enorme falta. Premiada, ativa e dona de um temperamento muito forte, Tereza era uma artista plena. Em sua biografia constam diversas peças que a própria bancou e levou inúmeros espectadores aos teatros. Sobretudo o seu (que hoje é gerenciado por uma TV por assinatura) em Copacabana. Em sua casa estavam muitos prêmios de teatro e televisão. A saber: Kikito (em Gramado), Molière, Saci, Revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais e por aí vai. Em mim - levo duas personagens que a atriz interpretou: Renata Dumont (Louco Amor) e a Rainha Valentina (Que Rei Sou Eu?). Essa última, uma obra-prima. Quem não se lembra de suas gargalhadas e rompantes? Um marco na TV. Com assinatura de Cassiano Gabus Mendes. A vida segue, claro. A obra dela entra pra a nossa lembrança. Uma mulher com nome e sobrenome na nossa história cultural. 


WEEZER (WHITE ALBUM)

Décimo disco da banda americana, e quarto como homônimo (foram três com o nome "Weezer") apesar de a crítica referir-se ao trabalho como "White Album" (por sua capa). Os rapazes trazem um disco ensolarado. O próprio líder da banda, Rivers Cuomos, admitiu que esse era uma disco baseado em sua estada em Los Angeles e suas praias. além da óbvia influência dos Beach Boys em sua carreira e nas canções desse trabalho. O disco não está muito bem recebido assim... Varia entre seis, seis e meio no geral, mas eu gostei do resultado. Canções como "Do You Wanna Get High?" e "King Of The World" são muito bem executadas e ótimas de escutar-se. Se não há nada revolucionário ou mirabolante também não consta nenhuma pisada de bola. Faixa a faixa - tudo é bem coeso e linear. Harmonias bem feitas e melodiosas. Acrescentaria mais três faixas (de um total de dez canções) que chamaram-me atenção: "Thank God For Girls" (que eu mais gostei), "Endless Bummer"(uma ótima guitarra de verão sem letra e com efeitos bonitos) e "Wind In Our Sail" (algo que nos faz lembrar e muito o som antigo deles). Bom trabalho!

Em tempo: o disco saiu pela Crush Music!

Ouça aqui: https://www.youtube.com/watch?v=h_Wu6lI-42w&nohtml5=False

NEWS

- A estreia da nova série da Netflix, "The Ranch", foi meio decepcionante. Na minha opinião. Com todo entusiasmo inicial em reunir os amigos Ashton Kutcher e Danny Masterson (juntos em That's 70 Show), acabou-se surtindo efeito algum. O roteiro é meio fraco e óbvio. As piadas idem. Assisti a três episódios e desisti. Muito americano e sem criatividade. As referências estão velhas e machistas. Numa boa... Super chato. Parece que a qualquer momento algum urso irá aparecer avisando sobre incêndios na floresta ou o Chuck Norris irá surgir como "Texas Walker"... Jesus!

- Em compensação, Better Call Saul" segue arrebentando. É do cacete o clima, a vibe do show. Os argumentos são todos muito bem explorados e executados de maneira carismática. Você fica com vontade de participar de alguma trama ou situação. Vejo sempre. E, Saul, é um personagem incrível mesmo. Vale muito...




-  Sabe quanto custa um passeio de bondinho no Pão de Açúcar? Indecentes setenta e seis reais!!!!! Sim! Por pessoa. É para deixar as calças na entrada e sair assado ao fim do passeio. Como sou carioca e estou gagá de ver a vista (de fato, suprema) não dou um centavo ali... E, sempre que posso aviso aos turistas... Cuidado, hein? 

- Desculpe a grosseria, mas "Isentão" é a puta que te pariu! Querem me vestir de PT, PSDB ou isento? Vão se foder!! Eu tenho nome, sobrenome e uma opinião política. Simples assim. Não aceito rótulos ou melindres desse coletivo covarde e acéfalo que aparece nas redes sociais... VSF! Ok?



SIMPSONS

Em sua vigésima sétima temporada a série (desenho) apresenta os personagens em Cuba. Sim... O gancho será uma doença do vovô Abe e a família resolverá viajar para o Caribe a fim de tratá-lo. Mera coincidência! Além disso, a família amarela já havia gravado em 2000 uma eleição "profética" de Donald Trump para presidente. É mole? Soma-se ao fato da mesma ter antecipado a desclassificação do Brasil na Copa de 2014 em desenho. Ugh! Vão ser proféticos assim no raio que parta. Loucura mesmo. Segundo informações, os roteiristas pretendem esticar o show até 2019. Fechando na trigésima edição. A conferir...

CURTAS

- A Edição do CineClube do Terror, especial "John Carpenter" atraca no Cine Jóia (Copacabana - 2236-5671) amanhã (sexta) às 22 horas. O público escolherá o filme antes da sessão. Dica!

- No dia seguinte (sábado, dia 9 de abril), no Cineclube da Escola de Cinema Darcy Ribeiro (2516-3514) será exibido o clássico "O Bandido da Luz Vermelha" (1968) de Rogério Sganzerla às 14hs. Só chegar...

TRACKLIST

* Suzanne (Nick Cave)
* Avalanche (Nick Cave)
You've Lost That Love Feelin (Johnny Rivers)
Summer Rain (Johnny Rivers)
Do You wanna Dance? (Johnny Rivers) 

* Leonard Cohen


Hare .:

sexta-feira, 25 de março de 2016

Pauta de Hoje: Vinil FM, Nélson Gonçalves, Van Gogh, Beatles, News e mais...


RÁDIO

Sempre gostei de rádio. Fosse AM ou FM. No meu imaginário as vozes de Waldir Amaral e José Carlos Araújo. Passando por nomes importantes como Edson Mauro, Luiz Penido, Jota Santiago, Doalcey Camargo entre outros... E, por favor... Não me julgue ou culpe pelo "provincianismo", pois são inúmeros nomes pelo Brasil inteiro. Acompanhava do Rio de Janeiro mesmo. De Norte a Sul são exemplos mil. Rádio é apaixonante. Quem já entrou num estúdio ou viu um programa ao vivo sabe do que refiro-me. A disposição das mesas, os operadores de áudio, etc... É muito legal. Todo ambiente e, sobretudo os bastidores. O futebol foi o condutor para mim. Confesso. Música foi depois. E, mesmo assim, tenho muitas restrições na parte musical. Sigo firme e forte no esporte bretão até hoje. Quem tiver interesse - aconselho pesquisar a história do veículo disponibilizado em textos, vídeos e outros. Alguns documentários também. Mas, eu fiz essa abertura apenas para ilustrar minha singela estreia (ontem) numa web radio. Trata-se da Vinil FM. Quem me convidou foi o amigo André Buda que comanda "O Método Buda do Controle Mental" todas as quintas-feiras, 19 horas, na rádio. Programa é bem interessante e convidativo. Falei ontem sobre o disco "Out Of Time". Segundo, Buda, farei toda terceira quinta-feira do mês... Uma palha cultural. Gostei muito da ideia e espero poder acrescentar ao programa e a rádio. Obrigado mesmo! Vou deixar o link abaixo para "consumo"... Rsrsrsrs. E, vou atualizando sempre que for. 

www.vinilfm.com.br

NÉLSON GONÇALVES

Gosto de abrir sempre um parêntese para os grandes nomes da nossa música. Nélson era um seresteiro, mas era poeta, cantor e punk. Por que não? Sua vida pessoal renderam livros e livros numa época em que ele "mandava prender" na Lapa e arredores do centro. Um verdadeiro bon vivant. Porém engana-se quem pensa que a vida era fácil para ele. Desde sua gagueira (alcunha "metralhadora) ao seu vício. Álcool e cocaína. Chegou a ser preso em 1965. Depois voltou em grande estilo com "A Volta do Boêmio" interpretando clássicos como "Fica Comigo Essa Noite", "Meu vício é Você", "Deusa do Asfalto", "Extase" e, claro "A Volta do Boêmio". Fundamental na discografia dele. Recordei-me dele, pois andei ouvindo-o recentemente... Fiquem a vontade em ouvi-lo. Clássico. Ahhh... Esse disco é de 1967. Quase 50 anos atrás. 

https://www.youtube.com/watch?v=XQKC4xEY71U



NEWS

- Paul McCartney quer recuperar seus direitos sobre suas composições na época dos Beatles. Yeah! Sente o drama... Depois que Michael Jackson comprou e ficou de posse - as canções foram parar nas mãos da Sony. A gravadora ainda os têm. Mas, segundo uma lei americana a respeito do assunto, todo artista pode requerer após 56 anos de lançada (a obra). Na origem. E isso acontecerá em 2018. Movimentos jurídicos por vir... Que loucura isso!!!!

- Animação "Loving Vicent" prevista para setembro foi baseada em mais de 800 cartas escritas pelo próprio artista holandês. Van Gogh está muito em moda esse ano. A animação é uma coautoria inglesa e polonesa sobre a vida do pintor. Link abaixo:


- O disco de estreia do Sigue Sigue Sputnik, banda britânica que fez barulho na década de 80, o famoso "Flaunt It" completou esse mês trinta anos. Foi lançado em 1986 com dois singles que gastaram as agulhas e pistas: Love Missile F1-11" e "21st Century Boy". Muitos torcem o nariz, mas é fato que os caras explodiram. Tenho ainda esse vinil e, confesso que até hoje tenho ótimas lembranças dele. 


- De partida para Sampa no fim de semana que vem... À vista show do Fellini e diversão na Augusta! Opaaaaaa!

PATTI SMITH

A cantora e poetisa Patti Smith está lançado um livro. Chama-se "Linha M" e aborda sua relação com o ex- MC5, Fred Sonic Smith, além de temas como amor e velhice. Quem publica é a Companhia das Letras. O preço médio gira em torno de 40 reais.

TRACKLIST

A Volta do Boêmio (Nélson Gonçalves)
Carlos Gardel (Nélson Gonçalves)
Meu vìcio é Você (Nélson Gonçalves)
Teenage Thunder (Sigue Sigue Sputnik)
21st Century Boy (Sigue Sigue Sputnik)
Massive Retaliation (Sigue Sigue Sputnik)


Hare Hare.

sábado, 12 de março de 2016

Pauta de Hoje: Tago Mago (CAN), Arte em Berlim, União Europeia, Aldous Huxley, entre outros...


TAGO MAGO

Quarto disco da banda kraut CAN e um dos melhores discos que eu já ouvi. Independente de rótulos, gêneros ou estilos. A banda alemã começou sua jornada no fim dos anos sessenta influenciada pela psicodelia do Pink Floyd, o experimentalismo do Velvet Underground e o soul/funk americano. Em 1968 lançaram o primeiro disco, "Delay" sem ainda se chamar CAN. Para não ficar sem nome, Holger Czukay, Michael Karoli, Malcolm Mooney e Jaki Liebezeit (membros fundadores) sugerem "The CAN" (algo parecido como "A Lata"). Irmin Schmidt (tecladista) chegou a publicar na imprensa, à época, que  o nome era uma compressão de "Comunismo, Anarquismo e Niilismo". Algo bem polêmico, porém que traduzia bastante o som deles. Lançam "Monster Movie" em 69. Considerado o primeiro, mas eu coloco como segundo álbum. E emendam com "Soundtracks" em 70. Justamente nesse período que Mooney deixa a banda e entra em seu lugar o nipônico e figuraaaaça Damo Suzuki. Com a chegada do japonês eles rebatizaram a banda somente como CAN. Com tudo afinado e bem estruturado eles entraram mais uma vez em estúdio para lançar sua Opus Magnum: "Tago Mago". Pra muitos (eu divido com "Ege Bamyasi de 72) o melhor disco dos caras. Discoteca Básica com chancela máxima e considerado no rol dos melhores discos de todos os tempos. Importantíssimo salientar que os membros da banda estudaram em Colônia (Germany) e praticavam o "free jazz" - escola de improvisações jazzísticas. O som era puro experimentalismo e espontaneidade. Logo, pegaram essa influência do jazz e colocaram a marca deles. Músicas longas, performances loucas do japonês no palco, minimalismo e percussões estranhas - tudo isso adicionado a improvisações com batidas e teclados. Tago Mago propõe ao ouvinte uma viagem (literal) psicodélica, rica e sem manual de instruções. É riquíssimo o som que eles tiraram nesse disco. Uma doideira sem fim. Mas, não pense que essa anarquia é aleatória e desordenada. São músicos extremamente competentes e talentosos. O que valia era a qualidade e a criatividade desses alemães. Eles lançaram o disco como duplo, porém, depois com o tempo e a tecnologia saiu como álbum único. Devida a extensão das canções. Faixas como "Halleluhwah" tem dezoito minutos. "Aumgn" tem mais dezessete minutos. As faixas menores são "Paperhouse" com sete minutos e "Mushroom" com quatro minutos... Na linguagem do CAN é praticamente uma faixa dos Ramones... Rsrsrs... Terminam o disco: "Oh Yeah" (sete minutos), "Peking O" (doze minutos) e "Bring Me Coffee Or Tea" (sete minutos). Sentiu a loucura? Pois é... Mas, eu garanto uma coisa a você. Juro. Nunca, nunca, após a audição desse disco você sera o mesmo. Garanto. Eu me lembro que fiquei pirado, surtado ao escutá-lo. Pensei comigo: O que é isso? Que P**** é essa? Depois com "Ege Bamyasi" - o disco que veio na sequência, eu entrei em parafuso. E, olha que eu já havia escutado Kraftwerk, Velvet e cia. Impossível ficar "sóbrio" com o som deles. Sério. Conheço gente que não segura a onda e tira. Acha chato. Mas, quem fica... Ahhhhhhhh... Nunca mais volta a ser o mesmo. Acreditem. Enfim... Discaaaaaço. Quarenta e cinco anos depois. Cinco estrelas. Deixo uma faixa aqui para degustação:


Obs: Tago Mago é uma clara referência a Ilha de TagoMago na Espanha. Aleister Crowley já havia mencionado-a também. Parece que o local é "danado"... Rsrs


NEWS

- A União Europeia destinará 700 milhões de euros para ajudar nas necessidades humanitárias devida a imensa chegada de (mais de hum milhão) refugiados ao continente. OK... Isso é legal, MAS a minha proposta é muito mais ousada e humana. Acho que todos os países desenvolvidos DEVIAM depositar num fundo (sem cretinice) uma importância enorme para salvar os países subdesenvolvidos e perdoar qualquer dívida passada dos mesmos. Chega de miséria e fome. "Passar a mão na cabeça"???? Eu chamo de humanitário.

- Vale uma bela conferida: Zeitgeist - A Arte da Nova Berlim no CCBB... Um panorama visual de 29 artistas alemães sobre destruição, reconstrução e ocupação do espaço urbano de Berlim. Fica até 4 de abril... Entrada Franca!

- Num ranking de livre acesso de passaportes, o país com mais liberdade (sem visto) é a Alemanha... São 177 acessos livres. O Brasil fica em 21º lugar com 153 acessos. Yeaah!

Hmmm... Impressão minha ou esse "post" está muito, muito alemão???? É o terceiro assunto que envolve a "Germânia"... Eu, hein?

- E, quinta que vem tem Simply Red... Eu sei, eu sei... Já foi faz tempo, mas confesso que tenho uma queda por certos grooves deles. Curto. Pouca gente se dá conta, mas eles também são de Manchester (Joy Division, Smiths). Foi uma das primeiras bandas que eu vi ao vivo sem querer... Rsrsrs... A atração era outra e o Simply Red estava no meio. Depois - soube de algumas histórias do vocalista, Mick Hucknall, bem interessantes. Acabei pegando uma empatia. Dia 17 de março no Metropolitan eles sobem ao palco mais uma vez. 

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Sim, o clássico de Aldous Huxley é cada vez mais utilizado, analisado e repensado. Numa clara ironia aos seus contemporâneos Júlio Verne e H. G. Wells - Huxley orienta que o futuro, talvez, não seja tão otimista assim. Decerto que, o livro se passa em 2540 (ou seja: não estaremos aqui para comprovar) e certas previsões podem ou não acontecer. Mesmo que seja sarcasmo. Como por exemplo o "soma"... Uma espécie de remédio para as mazelas do mundo (tristezas, depressão e ansiedade) que produz a tal da felicidade plena. Nem que estaremos gerados de incubadores artificiais... Mas, pare para pensar. Certas ironias, de certa forma, aconteceram... Fertilização in vitro, alopatia tarja preta e até mesmo um desprezo para com os índios. No livro, a população indígena é dita como raça inferior e subjugada por nós, os caras-pálidas... Não te parece cruel, porém atual? Atente-se aos noticiários e pense. Ficção ou não, a sociedade caminha ansiosa pela tecnologia e com extremo afã em saciar sua depressão e sede. No século 26 nossos descendentes tirarão a prova. Eu sigo atento. E você?

E o Lolapalooza, Léo???? Sigo vendo alguns momentos e, se saco tiver, comentarei na próxima semana. 

TRACKLIST

Sad Old Red (Simply Red)
The Right Thing (Simply Red)
Money's Too Tigh (Simply Red)
Sunrise (Simply Red)
Come To My Aid (Simply Red)


RIP.

.:

sexta-feira, 4 de março de 2016

Pauta de Hoje: Out Of Time (REM), Pica-Pau, Amy Winehouse, News and Tracks...


OUT OF TIME

Esse ano (2016) completará 25 anos de lançamento do disco "Out Of Time" da banda REM. Para quem não sabe (ou não se recorda) - eles haviam lançado um EP "Chronic Town" em 82 e mais cinco discos de 83 a 87 independentes pela IRS. Justamente o "Document" (que contém "The One I Love" e "It's the end...) lançado em 1987 encerra a fase alternativa. Descobertos assim depois de extremo "sucesso" no underground americano (sobretudo nas rádios independentes e afins) foram contratados pela imensa Warner e lançaram no ano seguinte (88) o disco "Green" ("Stand", "Pop Song 89", "World Leader Pretend") e alcançaram razoável sucesso dentro e fora do solo americano. Porém - é somente com "Out Of Time" que os rapazes fazem imane barulho fora dos EUA e ganha o mundo. Concebido em novembro de 1990 e lançado oficialmente, em 12 de março de 1991 - o disco fatura a massa "mainstream". Vendem quase cinco milhões de cópias no Tio Sam, quase dois milhões de discos no Reino Unido, um milhão e meio na Alemanha e assim vai... Aqui, no Brasil, também faturam disco de ouro. Para se ter uma ideia, nos anos de 91/92 a banda recebe SETE indicações ao Grammy. Faturando três: "Losing My Religion" (dois) e "Out Of Time" (um). Um terremoto na época. Lembrem-se que o Nirvana havia estourado o "Nevermind" concomitante. Das onze faixas do trabalho, oito lançaram videoclipes oficiais. Numa entrevista à época para a Rolling Stone, o vocalista Michael Stipe revelara algo assim sobre o repentino sucesso: " ... Não abdicamos um milímetro de nossa dignidade. Foi apenas o sucesso que nos alcançou ...". De fato. A banda já havia desacelerado seu som desde 87 com o "Document". Aperfeiçoou no "Green" e preparou o terreno para o álbum de 91. Um marco na biografia da banda. No ano corrente - o REM consagrou o apelido que recebera da famosa revista: Number One With an Attitude! Naquele ano não se tinha a menor dúvida: eles eram a maior banda de rock. Não somente pelo disco, mas por todos os discos (sete até aquele momento) que haviam feito. E como, gradativamente, haviam percorrido todo o caminho... Estavam no topo. Não vou ficar resenhando acerca do disco, pois é deveras conhecido e reconhecido. Cito as minhas prediletas do álbum apenas: "Country Feedback", "Low", "Near Wild Heaven", "Half World Away", "Endgame" e "Me In Honey". É isso! Great job, fellows! Viva o REM!



VOCÊ SABIA?

(PICA-PAU)

- Que tudo começou com uma tremenda "empata-foda"???? Hahahaha... Isso mesmo! Walter Lantz (o criador) contou que um pica-pau (não sabia qual era a espécie) perturbou a noite toda suas núpcias com sua recém esposa... Daí veio a ideia do personagem...

- Lançado em 1940 nos EUA, o personagem desembarcou no Brasil só em 1950 e com dublagem original. Na TV Tupi.

- Um dos poucos personagens animados a ter uma estrela na calçada da fama em Hollywood.

- Apesar da cabeça vermelha, nunca chegou-se ao consenso sobre qual espécie era o personagem. 

- A famosa risada dele oriunda de outro clássico dos desenhos animados: Pernalonga. Ela (a risada) havia sido criada antes (na década de 30) e foi adicionada ao Pica-Pau.


AMY WINEHOUSE

Julho desse ano fará cinco anos que essa menina se foi. Uma belíssima cantora e dona de um gogó de ouro. Antes dela estourar mundialmente, escutei o disco dela "Frank" (2003) e havia me chamado atenção. O som era distinto, sim, mas a voz já se destacava. "You Sent me Flying" e "Know You Now" foram canções que prestei atenção. Muita atenção. O mundo perdeu (aos 27 anos - again - diga-se de passagem) uma enorme cantora. Depois desse disco ela estourou com "Back to Black" em 2006. E, como o nome sugeria - a música tremeu com seu timbre. Um resgate de um vocal típico da black music mas proferido (ou ressonado) por uma baixinha branca e com olhos esbugalhados. Enfim... O que aconteceu depois é história. Não importa aqui. Lembrei do show que fui... Lembrei da minha triste "profecia"... Confessara dias antes a alguns íntimos amigos que " ...iria ao show dela. Estava excitado, porém prevenido caso acontecesse algo com ela ..." E - deu no que deu. O tempo voou e passaram cinco anos... Cinco anos sem a baixinha de voz potente e gostosa. Que pena... 


NEWS

- A banda Fellini fará dois shows em Sampa. Nos dias 2 e 7 de abril. O primeiro será no Sesc Belenzinho aonde eles tocarão o disco "Amor Louco" na íntegra e o outro será no CCSP. Esse, o set list será variado. 

- Em março teremos dois shows no RJ que chamam atenção. As gringas, "Florence + The Machine" e Mumford & Sons no dia 14 no Metropolitan (renomeado). Sinceramente? Não faz minha cabeça não, mas tenho muitos conhecidos que se amarram...

- O filme "Meu Amigo Hindu" de Hector Babenco estreou ontem em circuito nacional. Baseada no drama pessoal do próprio diretor, a trama conta com elenco brasileiro e um invasor estrangeiro: Willem Dafoe. Sim! Em carne e osso... Mais osso do que carne. Willem interpreta o personagem central da história. Vou conferir isso semana que vem... E você?


TRACKLIST

Me In Honey (REM)
Near Wild Heaven (REM)
Low (REM)
Country Feedback (REM)
Endgame (REM)

4ate/L8ve
8dio/4mor

.:

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Pauta EXTRA: Rolling Stones (2016) - Maracanã - Olé Tour


ROLLING STONES - OLÉ TOUR

"... I can't get no ..." Mick Jagger gritava para as milhares de pessoas no gigante estádio carioca. E o riff embalou até o fim do show... A banda entrou às 21:52hs, vinte e dois minutos de atraso, e encerrou com o clássico mor às 00:15hs (tudo bem que o relógio foi atrasado devido ao término do horário de verão - voltando para às 23:15hs) para deleite dos mais de 65 mil presentes (números oficiais da organização) ao estádio do Maracanã. Estava terminado o show! E que show!!!!! Duas horas e vinte e três minutos de muito som. Ninguém consegue explicar como uma banda com seus integrantes principais na faixa dos setenta anos conseguem permanecer esse tempo no palco. Eu arriscaria duas coisas: Rock na veia e benção divina. Se tem algo que eles nasceram pra fazer é música. E palco. Muito palco. Vi muita gente nova entregando os pontos ao fim do show e os "velhinhos" firmes e fortes. Detalhe: os caras estão há mais 50 anos nesse negócio. Não é para qualquer um... Outra coisa que me chama muita atenção é a magia e a sorte de presenciar uma parceria sublime chamada Jagger-Richards. Pare para pensar em quantas duplas temos na história da música moderna com essa maestria e longevidade...? Tivemos inúmeras, certo? Mas, por quanto tempo? Dez, vinte anos? Talvez resida aí o segredo dessa força toda: tesão! Keith Richards adora o que faz (para mim é o que mais sente prazer na banda) e executa com uma alegria natural. Decerto que ele não movimenta-se muito como o Jagger, porém parece divertir-se muito mais do que qualquer um. É nato. Jagger também, claro. A missão dele é mais hercúlea. O cara é o frontman de uma das maiores bandas de rock do mundo e é quem ciceronea a platéia. É o mestre de cerimônia da turma. Ele é o dínamo do RS (permitam-me abreviar) e quem comanda o show. Suas requebradas, molejo, danças, palmas, voz e performance em geral ditam a "vibe" do show. E da platéia. Falando nisso... Esse é outro ponto positivo dos Stones. Dificilmente ouviu-se falar em ciúmes ou inveja de qualquer trabalho solo dos integrantes. Jagger lançou discos, Keith Também, Ron e Charlie idem. E tudo sempre esteve bem. É ou não é do cacete? A indústria musical gera muita vaidade, muito dinheiro e trairagem... E o RS passou por tudo isso. Dos anos sessenta até a presente data. Não há nada nessa indústria que eles não tenham visto. Certo? Pois é... Todos esses aspectos fazem deles o que são. Música! Música! Obviamente que toda a produção ajuda e banca a estrutura, a iluminação, o cenário, a mesa de som, o gráfico do show nos telões, etc... Tudo de primeira linha. É show... Show! Isso você pode esperar sempre deles: um show. Seja você um profundo conhecedor, um fã apenas, um discreto admirador ou até mesmo um alienado em Stones. Não importa. Se você entrou no show irá divertir-se muito. E contagiar-se com que verás. É qualidade e pé embaixo... 



(Mimo da cervejaria patrocinadora do evento)

A banda de apoio também deu um show, sobretudo na hora em que Mick foi dar um giro e Keith Richards assumiu vocais e passou a comandar o show. Muito aplaudido (muito), o guitarrista empunhou seu violão e seguiu mandando ver. Com ele a banda de apoio destacou-se mais. As backing vocals, os sopros, percussão, teclados, etc... Todos músicos de primeiríssima linhagem. Pudera, né? Keith cantou duas canções: "You Got the Silver" e "Before They Make me Run" acompanhado de Ron Wood (o mais novo da banda com 68 anos). Ficou muito a vontade e curtiu demais. Benzido no blues, Keith segue trabalhando com diversos músicos de blues estrada afora. E, tem ótima voz também. 



(Por volta de 19:00hs... Antes do show do Ultraje A Rigor)

Falando em Ultraje a Rigor... O show deles foi ok. Nada demais... Executaram durante 60 minutos diversos hits, sobretudo os mais "políticos"... Como "Inútil", "Filha da P...", "Nós Vamos Invadir Sua Praia", "Mim Quer Tocar" e outras como "Sexo", "Pelado" e "Marylou". Não tinha como ser ruim... Jogo ganho. Porém, Roger (vocalista) aproveitou o ensejo para reclamar e proferir suas posições políticas à plateia. Foi ignorado. Também ficou puto com o tratamento dispensado da produção dos Stones para com eles. Bom... Isso não é a primeira vez que acontece (o IRA! mesmo deu um beiço por esse motivo no RIR e o próprio irmão de Roger deu um soco num dos caras da equipe de Peter Gabriel recentemente). Temos que separar duas coisas aí: a posição política do Roger (que eu discordo veemente) e o tratamento às bandas nacionais. Estamos em solo brasileiro. Quem manda somos nós. Parar com essa idiotice de arregar para gringo. Então é melhor não ter porra alguma de abertura. Traz uns zé ruelas gringos mesmo. Vergonha na cara! Culhão, porra! Do seguinte tipo: Ok. Vamos dar-te todo suporte, mas terá uma banda nacional e quero qualidade. Os caras são músicos daqui e o respeito é "sine qua non"... Reto assim... Caso contrário nem chamo. Isso aqui é negócio? Então vamos começar a trabalhar direito nessa porra, ok? É isso... Desculpem-me pelos palavrões, mas é que eu fico muito irritado com gente bunda mole. O povo brasileiro não ficará melhor com show dos Stones... Isso não paga escola, hospitais, segurança e educação. Isso é entretenimento. E só. Captou? Pois então...

SET LIST DOS STONES

Start Me Up 
It’s Only Rock ‘n’ Roll (But I Like It) 
Tumbling Dice 
Out of Control 
Like a Rolling Stone (Bob Dylan) (após resultado de enquete online) 
Doom and Gloom 
Angie 
Paint It Black 
Honky Tonk Women 
You Got the Silver (Keith Richards nos vocais) 
Before They Make Me Run (Keith Richards nos vocais) 
Midnight Rambler 
Miss You 
Gimme Shelter 
Brown Sugar 
Sympathy for the Devil 
Jumpin’ Jack Flash 

Bis: 

You Can’t Always Get What You Want (com o Coral da PUC-Rio) 
(I Can’t Get No) Satisfaction


Ron Wood, a guitarra base, irmão de Rod Stewart, faz bem o papel de coadjuvante de Ketih. Não que isso seja menor. Ao contrário, é ele quem trabalha muito para Richards solar e brincar. Sem Ron, Keith seria tolhido de diversos solos e brindes harmônicos. Imagine? Pois é. Prefiro nem imaginar... Não menos importante, Charlie Watts, o baterista fina estampa. Do alto dos seus 74 anos desfilou elegância na bateria e o seu jeito indefectível de suavizar as baquetas. Watts é de um requinte ímpar. Tocando ou conversando. Manja aqueles britânicos elegantes e polidos? Charlie é assim. Termina um show numa cidade quente (como o Rio) suado, claro, mas como se tivesse fechado um relatório gerencial num banco ou escritório. Extremamente profissional e preciso. Impressionante. Sou um fã dele. Um verdadeiro cavalheiro britânico. 

MISS YOU



SATISFACTION


Perdoem-me a "crueza" na qualidade dos vídeos, porém esse estava munido de um celular chinfrim, mas que me acompanha sempre. O que vale é a intenção. Rsrsrsrs... E eu também não vou pagar direitos pra ninguém...Rsrsrsrs... Não preciso. Está tudo comigo e na minha mente... Certo?

A banda parte agora para Sampa (nos dias 24 e 27 de fevereiro) e Porto Alegre (em 2 de março) finalizando sua passagem pelo Brasil. Uau! É isso, fellows! Se cuidem...

PRÓS

1) Apesar de bastante lotado, o metrô conseguiu suportar a carga. Na ida a rapaziada colaborou e todo mundo chegou mais relaxado. Ao menos quem se antecipou e chegou até 21 hs...

2) Segurança total. Não soube (até o momento) de nada que tenha gerado tensão... Brigas, furtos ou assaltos. Foi bem civilizado o antes, o durante e o depois.

3) Comida: não tinha muita opção, mas dava para se virar com sandubas ou hot dogs assim. Não era uma feira gastronômica. Supriu a rapaziada. 

4) Palco dos Stones: tudo na medida para a banda. Até porque vacilaram demais (a equipe e o estádio) com o palco antes do show principal e no momento do Ultraje a Rigor

5) Trânsito: como muita gente optou pelo transporte público, os carros trafegaram bem antes do espetáculo, e tiveram poucos problemas para deixar o estádio depois. A Prefeitura havia fechado algumas ruas e alterado o trânsito para a melhor circulação dos pedestres.

CONTRAS

1) Uma vergonha o estádio do Maracanã não ter capacidade para conter a chuva. Já mencionei sobre a cobertura retrátil (a grana que desviaram daria para colocar) e o tempo. Resultado: palco alagado, equipe passando rodos e vassouras no palco, parte coberta também alagou e ficou feio. Os banheiros estavam limpos, mas não tinha como resistir com tanta gente molhada e com lama nos pés.

2) Desinformação do pessoal nas cadeiras, sobretudo as cativas. Houve a informação de que não precisaria de lugar marcado (mesmo sendo cativa) na entrada das cadeiras. Contudo, houve alguns desentendimentos com as pessoas que faziam questão de sentar no seu lugar. Quer dizer: o direito é legítimo, mas e aí? Mudaria-se centenas de pessoas em efeito dominó? 

3) Atraso de vinte minutos para o show dos Stones. O Ultraje saiu com uma hora de espaço. Tempo de sobra para qualquer coisa. 

4) Bebidas de cartel: só Pepsi, Budweiser (única opção alcoólica) e água. Preços fixados e sem chance de economizar. Ou tomava-se Budweiser ou nada mais. Cerveja única. 

5) Limpeza no banheiro feminino. Essa me confidenciaram... E, não era pelo pessoal da limpeza não. Eram as mocinhas mesmo que faltaram a aula de educação e higiene. Porquinhas de plantão. Eita!!!!


.: