segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pauta de Hoje: Yo La Tengo (Disco), Pablo Escobar, Política, Tracks, El Hipnotizador, etc...


YO LA TENGO

A banda veterana de New Jersey interrompe o silêncio e lança agora no dia 28 de agosto seu novo disco: "Stuff Like That There". Na verdade, é uma coletânea com releituras de canções clássicas e outras nem tanto. Exatamente como os mesmos fizeram na década de 90 com o seu "Fakebook". Dessa vez - o trio traz algumas regravações que chamam atenção pela ousadia ou despojamento mesmo. Hank Williams é uma dessas (covers) que aguçam nossas curiosidades. "I'm so Lonesome I could Cry" fica bela na voz de Ira Kaplan, líder da banda. "I Can Feel the Ice Melting" do Parliaments também fica bastante elegante e "indie" na sonoridade deles. A grande surpresa desse trabalho é "Friday I'm Love" do Cure. Não, você não está louco. Eles regravaram essa da banda. Hahaha... Com muito "shoegazer" e ternura ficou bem bacana. Quase "soft". Existem também releituras de suas próprias canções como "The Ballad of Red Bucketts" (Electr-o-Pura) e "Deeper Into Movies" (I Can the Heart Beating as One). Esse trabalho traz quatorze canções e sai pela mesmíssima "Matador Records". Yo la tengo revive os melhores momentos da década noventista, apesar de ser de oitenta. Mas, fica bem explícita a influência que eles tiveram em dezenas de bandas que vieram depois... A começar por Bellle & Sebastian, Spiritualized, Sigur Rós e Warpaint. Vale ressaltar que a banda inciada por Ira e sua mulher Georgia e por Dave e Mike, perdeu ambos (guitarrista e baixista) e ficou com James... Firmando até hoje um trio. Esse ano eles completam 31 anos de estrada. Viva!

PABLO ESCOBAR

Nesse dia 28 de agosto (como saem coisas boas nesse dia...rs) estreia "Narcos", mais uma série sobre o maior traficante colombiano. Pablo, el patrón, como era chamado. Quem estrela é Wagner Moura. E quem dirige é José Padilha. Aquela dupla velha e boa de Tropa de Elite. Vamos aguardar... Ansiedade pura... Porém, sigo "imerso" na série da TV colombiana com seus mais de 100 capítulos que foram ao ar em 2012... Aqui chegou em 2014... A série (novela) é muito boa. Drama, roteiro, atores e atrizes colombianos, as locações fatídicas, tudo... Muito bem feito e absolutamente "fiel" (aspas aí pelo aviso de ser uma obra ficcional) a história de Pablo Emílio Escobar Gaviria - como ele mesmo gostava de se apresentar. Um homem mau e sanguinário, mas humano. Longe de sua duvidosa escala de valores havia um homem de família, com conceitos religiosos e meio bonachão. Um reizinho da mamãe... E, por fora um lobo assustador e sedutor. Um líder sanguinário e melindroso. Um dissimulado armado e mortal. Mas, a série prende e vicia... Estou na metade do caminho e sempre olho para o meu "laptop" querendo saber o que aconteceu... É foda! Uma dica valiosa: atentem-se para os detalhes políticos, geográficos e históricos, pois é chance rara de conhecer uma Colômbia letal numa época que pouca gente tinha liberdade e coragem para lá estar... Eu tenho me permitido. E admito: é delicioso! No mais é esperar o dia 28 e ver como Pablo será abordado por outros olhos latinos: o nosso. 

NEWS

- Acho que ficou bem claro a minha desconfiança sobre Moz... Quantas vezes escutamos que Morrissey vem ao Brasil? E que dessa vez está tudo confirmado? Pois é... Eu sei que é 99% certo do cantor fazer o show aqui e só falta divulgar o local, mas eu já passei pela experiência de comprar o ingresso e ter que ficar como "souvenir"... Lembram né? E - ele já deu "piti" em show recente em L.A. também... Por isso gato escaldado tem medo de... Sabe?

- Enquanto a rapaziada fica brincando nas passeatas, leis são aprovadas na Câmara... A redução da maioridade já passou pela SEGUNDA votação no parlamento. Falta o Senado! Vai vendo...

- Vem chumbo grosso por aí contra o aplicativo whatsapp: Anatel e Justiça foram procuradas pelas Telecomunicadoras com ofensivas diretas e retas! A raiva: ligações gratuitas! 

- Estreou ontem no Netflix "O hipnotizador". Uma (HBO) série sul-americana com atores argentinos, brasileiros e uruguaios. Uma direção de Belmonte baseada nos quadrinhos argentinos de "El Hipnotizador". Em breve colocarei uma resenha aqui polpuda com o termômetro da série. 


TRACKLIST

Tom Courtney (Yo La Tengo)
Stupid Things (Yo La Tengo)
Automatic Doom (Yo La Tengo)
Deeper Into Movies (Yo La Tengo)
False Alarm (Yo La Tengo)
Decora (Yo La Tengo)


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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Pauta de Hoje: Missão Impossível (5), Brasil-França, Andy Summers, Japão, The Triffids...


MISSÃO IMPOSSÍVEL

Eu coloquei o título baseado (STF julga nesse momento...rs) no filme novo de Tom Cruise, porém nem me animo muito não. Sim, eu vi o filme e me segurou até o fim. Cada renovação dessa franquia os roteiristas precisam se superar mais e mais... Uma cena mais impossível do que a anterior, uma missão mais improvável do que antes e assim vai... Engana-se quem ache que os caras estão caindo... Nada! Cada vez mais há público para tal... Hã? Ah, o filme? Precisa mesmo? Bom... Ethan (persona clássica de Cruise) vira inimigo da CIA - essa cansada da IMF (patroa de Cruise) e suas confusões diplomáticas e políticas - e o cassa filme adentro. A chance que o espião tem é provar que o tal "Sindicato" (mito entre os espiões e agências) existe e está progredindo... Pois é... Daí você já pode imaginar o que o ator e seus "amigos" realizam... Explosões, brigas, saltos, voar fora do avião, etc... Nada tem limite. Mas, por que mencionei acima que o título é mera formalidade? Exatamente porque alguns atores seguem, nesse instante da carreira, franquias que desafiam a personalidade do ator com a força da MARCA. Atores como Robert Downey Jr. (curto muito) e seu "Homem de Ferro". O próprio Johnny Depp e seu "Piratas do Caribe". Todos com quase a mesma faixa de idade e ótimos atores. E fica o desafio: preservar a identidade do ator ou privilegiar a marca? Um ator como Depp que tem no currículo filmes como "Medo e Delírio", "Dead Man" e "Edward Scissorhands" ou o velho Jack Sparrow? Robert com "Less Than Zero", "Chaplin" e "Sherlock" ou Tony Stark? Eu sei que o entretenimento contém tudo isso. Não ignoro esse fato. E nem devo. Mas, é uma questão que sempre margeia grandes atores. E grandes personagens. Sinceramente, eu achei o filme de Tom Cruise legal e só. Contudo, não é esse cinema que me motiva. Mas, eu sou somente mais um rapaz... Rsrsrsrs... Acho que ainda o cinema permite franquias, personagens e roteiros bons. Sobretudo, novos. Com safras distintas... Uma renovação. Acredite: não há nada melhor do que uma boa história!


FALANDO EM CINEMA

Há um filme bem legal passando ainda no circuito chamado "Sobre Amigos, Amor & Vinho" de Eric Lavaine. É um belo registro de amizade e uma combinação do vinho com a maturidade humana. Principalmente com as pessoas de 50 anos. Uma dica maneira. Me lembrou no título o tenro "Sideways - Entre Umas e Outras" sobre os vinhos e tudo mais... Passa por essa metáfora, porém aqui o que se destaca é a sinceridade crua, diálogos sofisticados e a parceria dos personagens. São amigos de 50 anos de idade sem mentiras ou desculpas. A saúde (um deles teve um infarto) é um dos pilares desse encontro (na verdade - uma viagem de aniversário para uma casa alugada). Um ótimo programa para as pessoas que estão no uivo do lobo... 


NEWS

- Depois de quatro anos do desastre de Fukushima, depois de desligar seus reatores o Japão retorna a produção de energia nuclear. Clap! Clap! Parabéns... No mesmo ano em que se comemora Hiroshima e Nagasaki... 70 anos se passaram e ninguém aprendeu...

- A rede americana CNN se mudou. Seu escritório que ficava em São Paulo, agora está no Rio de Janeiro... Hmmm... Foda-se né? Tb acho... Não vai mudar nada, nada, nossas vidas.

- Ontem, Andy Summers tocou na Livraria da Travessa do Leblon. O guitarrista está na cidade para o lançamento de sua biografia: "One Train Later". Nota: porra, eu havia anotado e perdi o papel... Estou muito irritado... Fecha! 

Três dias antes ele se apresentou em Niterói num festival de Gastronomia junto com Rodrigo Santos. 

- Segundo o projeto Gama, o universo está morrendo... Foram analisadas 220.000 galáxias distantes (oi????) e constatou-se que as estrelas emitem metade do brilho de 2 bilhões de anos atrás. Hahahahaha... Assim eu fico muito confuso... Garanto que você dormirá hoje preocupado(a). 

EXPOSIÇÃO

O fotógrafo francês Jean François Rauzier mostra a cidade na Exposição "Hiperfoto-Rio" no Museu Histórico Nacional de uma forma personal. Ele captura milhares de imagens de sua câmera e cola sobreposta as imagens. Uma técnica que ele desenvolveu chamada "hiperfotografia". O resultado é surrealista. Ele usou diversos cartões postais (Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Real Gabinete Português, Mosteiro de São Bento, Escadaria Selarón, etc) do Rio e outras imagens da cidade. Ficou curioso(a)? Vá conferir no Museu. Fica lá até o dia 20 de setembro. 

TRACKLIST

Estuary Bed (The Triffids)
Lonely Stretch (The Triffids)
Personal Things (The Triffids)
Tender is the Night (The Triffids)
Let It Happen (Tame Impala)
The Moment (Tame Impala)

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pauta de Hoje: The Maccabees (disco), True Detective (Spoleir Sesson Finale), Mostras, Hiroshima, etc...


THE MACCABEES

Esse ex-quinteto, atual sexteto, londrino acaba de lançar seu quarto disco. Nome: "Marks To Prove It" pela Universal. Confesso que não acompanhava-os muito não. Do surgimento deles em 2005 e seu disco "debut"em 2007 até 2012 (passando pelo segundo e o terceiro) havia escutado apenas esse de 2012. A partir daí fui escutando de forma decrescente os antigos. Tem muita coisa que eu curti e outras nem tanto. Mas, escutando esse último trabalho já consegui diferenciar e perceber um amadurecimento da banda. Sobretudo de Orlando Weeks, vocalista e líder do Maccabees. As letras são dele. Algumas diferenças desse disco para os outros como o conjunto mais redondo de cordas e piano set abaixo em diversas canções são uma delas. As harmonias são mais bem acabadas e menos apressadas. Uma juventude ávida havia em algumas canções antigas deles. Nada demais... Apenas a sede dos jovens de hoje. Londrinos ou não. A rapaziada se encontra na carreira dos trinta anos. Amadureceram... Na vida é fundamental, na arte nem se fala. Esse trabalho novo traz canções como "Marks To Prove It" - título do disco que demarca território. Bela canção para abrir o álbum. Tem uma verve, urgência e depois uma quebra bacana. "Ribbon Road" é uma canção forte que me fez recordar um pouco o pessoal dos Smiths. A banda, geralmente, é alinhada ao Arcade Fire (tem semelhança sim) e Foals. Seguindo, vem duas canções juntas na ordem do disco: "Spit It Out" e "Slow Sun" dois petardos musicais para ninguém botar defeito. Sonzeira boa. Há uma densidade para se descobrir no álbum. São canções que fixam na cabeça e envelhecem junto. Bom disco. Ouçam mais coisas deles. Valem à pena! Só para fechar; deixo mais duas boas do álbum: "Something Like Hapiness" (uma enganosa canção ensolarada) e "WW1 Portraits" (me remeteu aos Waterboys,,, Uow!). Fresquinho, fresquinho nas melhores lojas... Rsrsrsrs... ERROR 404. Ok... Nos melhores streamings...  Algo assim. 


TRUE DETECTIVE (S02) 

Uow!!!! Não tem muito tempo... Anunciei aqui nesse espaço todo o embrião do que viria a ser essa segunda temporada. Virei um fã da série na primeira temporada pela história, pelo clima e roteiro além das atuações de Woody Harrelson e Matthew McConaughey. O personagem desse último (Rustin) ainda é o meu predileto da marca TD. Imbatível! E - agora finda a segunda temporada com outra deliciosa trama construída no estilo consagrado deles: amiúde e em ondas. Personagens novos, cenário novo, atores e roteiro. Tudo do zero. Mais oito episódios da pesada!!! Baita gíria de quarentão, hein? Rsrsrs... Tudo bem... Mas, é isso mesmo! Pé lá embaixo e senta o dedo. A característica dessa série é a densidade das tramas e dos personagens. Nenhum deles é "água com açúcar"... Insosso. Todos são densos e quem arca com o peso e a vibe da série são os fãs... Eles é que injetam sua dose semanal de "TD" e ficam "no clima". Nessa temporada a trama toda se concentrou em políticos, mafiosos, traficantes e nossos personagens: Velcoro, Bezzerides, Frank e Woodrugh. Três policiais e um "empresário"... Por assim dizer. O último episódio foi ao ar e se despediu em grande estilo. Talvez o final não tenha sido majestoso e tal, mas era o que tinha que se fazer. Parar com essa história de "happy ends"... Ainda mais qdo tudo e todos são e estão contaminados... Impossível se transferir e se dar bem. A vida não é assim... Na série também não é. Por fim: todos morrem e as mulheres (Bezzerides e a esposa de Frank) sobrevivem... De um jeito tosco e melancólico, mas resistem. Eu destaco dois personagens centrais aí: Bezzerides (Rachel McAdams) e Frank (Vince Vaughn). Os dois seguram e solidificam a trama. Farrell está bem também, mas fica um a dois graus abaixo de Rachel e Vince. Ela: a mulher fibrosa, forte e atraente. Ele: o macho alfa, viril e sedutor. Muitas amigas destacaram o sex appeal de Vince como marcante. E ele está mesmo. O que era mais óbvio para Rachel (numa sociedade machista) acaba ficando "elas por elas" nesse quesito. Vince tem altura, postura, culhão para ser o machão da série. E, Rachel tem essa força incrível e geniosa no semblante. Mesmo com todas as bebedeiras e cafajestagens do personagem de Farrell é ela quem rouba essa cena. Não me recordo de quase nenhuma cena não admirado e hipnotizado com o rosto dela. O nariz, a boca, os olhos... Yeah!!! Foi incrível mesmo. O que diferencia uma temporada de outra é o roteiro. A primeira temporada prima pelo ocultismo e bastante filosofia. Há frases e pensamentos incríveis de "" (McConaughey) citadas em sua filosofia pessimista e seu ateísmo afetado. Faz toda a história ser mais "low" e erudita. Nesse temporada a trama é mais policial, de fato. Um climão meio Chicago, mas em outro lugar. Uma mistura de Gotham City ao oeste. Talvez um dia eu fale qual seria o meu predileto... Ainda é cedo para dizer. Aguardemos a terceira temporada! 


NEWS

- Pesquisa americana mostra o óbvio: 81% dos americanos têm uma relação de dependência com seus smartphones. Dez por cento são considerados "viciados" em seu total e desse total, 20% têm entre 18 a 29 anos... Tsc...Tsc... Tsc... Eu acho isso horrível! E tenho bronca pra meter... Meu celular é antigo e cago e ando para ele. Mal o procuro. Quem precisa de mim sabe aonde e como me encontrar.

- Pela primeira vez na indústria automotiva o financiamento de "usados" superou os novos. Considerados 0 km. A última vez que isso aconteceu foi no ano de 2011. Vai ver por isso as demissões em massa e a recente greve na GM... "Veta Dilma"

- Três exposições movimentam e se destacam no circuito carioca:

"Pernambuco: O Primeiro retrato do Brasil"
Centro Cultural dos Correios
Grátis

Retratos de um Recife de Maurício de Nassau (Holandês) e sua comitiva. Até os dias de hoje. 

"Movimentos"
André Castro
Caixa Cultural
Grátis

O artista circulou com essa exposição em Miami e Nova York. São retratos de protestos políticos simultâneos no Brasil, Estados Unidos, Grécia e Turquia. A sociedade de cada país mobilizada e provocante

"Maldita 3.0"
Imperator - Méier
Grátis

Depois de uma temporada em Niterói, a maldita, Rádio Fluminense tem sua exposição aqui na capital. Uma ótima oportunidade para dar um "confere" na rádio mais alternativa (e rock) da cidade. Fotos, histórias e muito mais...

- Impossível ficar insensível com um dos momentos mais sombrios e covardes do século vinte: A Bomba de Hiroshima. Foram mais trezentos mil mortos (ou assassinados) em plena Guerra. Porém - eram civis e que nem em combate estavam... Soma-se isso a radioatividade que muitos ficaram expostos e morrendo com o tempo. Uma sociedade inteira exterminada. No último dia 5 completou 70 anos dessa catástrofe. Uma articulação americana. Um genocídio atroz.



TRACKLIST

Tom Courtney (Yo La Tengo)
Paul Is Dead (Yo La Tengo)
Decora (Yo La Tengo)
False Alarm (Yo La Tengo)
The Ballad Of Red Buckets (Yo La Tengo)


RIP.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Pauta de Hoje: Paul Weller (disco), Chemical Brothers (disco), Eurodisney, Child 44, Heloíse Godet...


PAUL WELLER

O "Modfather" está de volta! Depois de "Sonik Kicks" de 2012, Paul lança seu décimo-segundo álbum solo. "Saturn Pattern" saiu mês passado (ou retrasado...) e já encuca a rapaziada que curte os bons sons... Minha relação com Paul começa exatamente aonde deve ser: The Jam. O trio poderoso inglês pós-punk que embalou gerações... Uma das minhas bandas prediletas. Depois o cantor montou o estiloso e classudo "Style Council" na década de 80 e 90... Um som mais distinto do Jam e flertante com a soul, jazz, bossa e pop mais sofisticado. Até começar sua carreira solo. Weller é uma espécie de divindade inglesa como Morrissey ou McCartney. Ex-integrante de uma baita banda, seu talento não o impediu de seguir criando. Esse trabalho novo mostra um peso maior e um estilo único de tocar. Além de sua voz privilegiada. O disco saiu em vinil, CD, em formato digital e até numa versão deluxe que inclui DVD. Uow! São nove faixas bem distribuídas em peso e som. Temos "White Sky" com uma guitarra pesada e marcada. Com a classe de Paul... A faixa-título, "Saturn Pattern" também já te pega pela perfeição entre baixo, guitarra e bateria. Um som com uma base soul e teclados espaciais. Muito bom. "Long Time" é outra que parece um som bom que você já escutou na vida. A familiaridade que o ouvinte tem com o álbum é impressionante. Ouvi duas vezes seguidas e a impressão que tive é que o álbum nasceu pronto. É bom, instigante, belo, pesado, criativo, ritmado... Um puta trabalho dele. "Going My Way" - uma balada com um piano belo e singelo. O que é "These City Streets"??? Uma absurdo de canção. Oito minutos de pura soul music com um rock "space" e arranjos lindos. Fiquei de cara! E é a canção que encerra o álbum... Para deixar a pessoa de queixo caído e querendo mais. Outra coisa que é preciso chamar atenção é sua banda de apoio. Todos de extrema competência, talentosos e coesos. Bandaaaaça! Ainda temos mais duas canções que eu gostaria de citar: "Pick It Up" com seu compasso irresistível e refrões "like Primal Scream", além de arranjos etéreos e "Phoenix" - um petardo bacanérrimo e elegante. Sonzeira roqueira total. Dois detalhes: 1) ficou de fora por questão de "agenda" uma parceria de Weller com Noel Gallagher, pois a canção não ficou pronta no tempo. 2) outro detalhe é que Weller tinha 30% do disco pronto. Afirma que criou e desenvolveu tudo dentro do estúdio mesmo. Uma forma que nunca havia trabalhado. Bom... O resultado ficou fantástico! Vale cada faixa! O "Mod" voltou!


CHEMICAL BROTHERS

Mudando completamente de som... Mas, primando pela boa música. "Born in The Echoes" dos irmãos químicos é sólido. Pode não ser um clássico como "Exit Planet Dust" (uma revolução absurda), mas impressiona. Assim que escutei "Go" fiquei chapado! Que som poderoso! Conta com a participação de Q-Tip (Urban Dance Squad). Super "punch". Um EDM visceral. O trabalho todo é adequado para uma pista. Porém, não uma pistinha qualquer... Os caras descem o dedo MESMO no quesito "peso". Há cinco anos após seu último disco, "Further", o Chemical Brothers ratifica seu som moderno, relevante e atraente. Como eu sempre escuto com fones de ouvido consigo capturar o minimalismo de certas batidas e detalhes de produção das faixas. É impressionante. Tente ficar indiferente ao som de "EML Ritual" (um torpedo eletrônico) ou "Reflexion" - algo hipnótico. São onze faixas dançantes e pulsantes, além da versão "deluxe" que vem com mais quatro músicas. Dois remixes de faixas contidas: "Go" e "Reflexion" e outras duas de bônus: "Let Us Build A City" (lembra um pouco Depeche Mode) e "Wo Ha". "Under Neon Lights" conta com a participação da cantora St. Vincent. A canção se aproxima um pouco do que Madonna tem feito ultimamente. "Wide Open" conta com o cantor Beck. Já "I'll See You There" e a faixa-título, "Born In The Echoes" bebem diretamente do rock... Lembrando as pancadas mais sensoriais do Black Keys. Se você é fã ou não de EDM merece escutar essa porrada! Disco fundamental nos dias de hoje. Lição por lição! 

NEWS

- "Crimes Ocultos" é um bom filme para se ver... Digamos... O outro lado da história. Vista pelos russos. Um filme atual, mas que retrata de forma mais crua certas ditaduras socialistas. O original chama-se "Child 44"... Belo nome!

- Oui... Oui... Parece que a Eurodisney, especificamente, em Paris tem se comportado mal. Existe uma acusação de que a filial francesa cobra diferente (pra mais) dos turistas alemães e ingleses do que para os nativos (franceses). Hmmmm... 

- Passou da hora de você ir conferir a exposição individual de Kurt Klagsbrunn no MAR. São oito reais e mais de 200 trabalhos clicados pelo artista desde 39, ano que se radicou aqui no Brasil. Tem meia entrada e as terças a entrada é gratuita.

- "Adeus à linguagem" tem tudo para se transformar no filme do ano. Técnica 3D, Godard e a francesinha Heloíse Godet (foto). Ingredientes para um filme lindo. 


ART SESC

Flamengo
O Rio de Mário, Rubem e João

Textos e Imagens de três feras sob a cidade. Olhar e palavra
Até dia 13 de setembro
Gratuito.

(Mário Lago, Rubem Fonseca e Antônio João)

TRACKLIST

Beat Surrender (The Jam)
Funeral Pyre (The Jam)
Smithers Jones (The Jam)
The Butterfly Collector (The Jam)
Ghosts (The Jam)
Liza Radley (The Jam)


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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Leonardo Padura, Cinema, "Uma Linda Mulher", Braseiro da Gávea, Bergman, Trump, etc...


Ao abrir o meu blog, na área de postagens estava exibido a seguinte mensagem: "...As leis da União Europeia exigem que você informe os (sic) visitantes da União Europeia sobre os cookies usados no seu blog. Em muitos casos, essas leis também exigem que você obtenha o consentimento deles ..." 

Sentiu a imposição? Pois é... Por enquanto eu passei batido pela mensagem e sigo sem dar nenhuma explicação a União Européia, Americana ou quaisquer que sejam... Exigir algo de mim não funciona. Pedir, solicitar já é um bom começo... Hunf!

LEONARDO PADURA


O quão auspicioso fiquei ao me deparar com uma série de programas brasileiros com o escritor cubano na pauta. Decerto que ele veio ao país para a FLIP - a priori - porém o que decorreu daí foram uma série de encontros e entrevistas aonde eu e quem mais pudesse veríamos o escritor dissertar e argumentar acerca de inúmeros assuntos. E bota "inúmeros" aí... Parecia que cada entrevistador queria arrancar-lhe o couro. No sentido bom... Como se fosse "raspar o pote"... Ou extrair tudo de seu cérebro. Em parte foi fantástico, pois consegui absorver uma série de informações históricas e filosóficas de um homem de 60 anos que nasceu e viveu (e ainda vive) em Cuba, mas viajou boa parte da Europa e Ásia em busca de acontecimentos importantes que somente os livros contam e de maneira rasa. Não só para os seus livros como para sua vida. Seus romances são ricos em dados históricos e acadêmicos. Suas pesquisas são profundas. Experimente ler, por exemplo, "O Homem que Amava os Cachorros" ou o atual "Hereges"... Todos os dados ali são "fatos". A ficção entra no talento e na habilidade de Padura para encaixar a narrativa. Porém, muitos historiadores admitiram que os livros servem (e muito) para se aprender sobre história. Muito de seu trabalho vem de pesquisa ou de visitas no próprio país. Como fez na Espanha, Estados Unidos, França, Alemanha e, recentemente na Rússia (Moscou). Contudo, nem tudo são flores: em algumas entrevistas, certos jornalistas usaram de parcialidade (no caso da Revista Veja e Globo) em perguntas ou questões que envolviam Fidel Castro, fome, ditadura e a realidade cubana. Padura respondeu a todas de forma polida e particular. Mas, alguns veículos não se satisfizeram e pareciam mais preocupados em convencê-lo de que estavas sendo superficial ou errático em suas respostas... Ora... Imagine "explicar" a um cubano que ele está errado - e você, um brasileiro que nunca sequer viveu ou tem ideia do que é ser cubano tem todas as respostas? Bastante presunçoso, não? Pois é... Eu não teria metade da paciência... De qualquer forma foi emocionante e encantador observá-lo e aprender. Assim como uma plateia sente prazer em absorver lições de um Mário Sérgio Cortella, o mesmo se aplica a Leonardo Padura. Uma aula de vida.


CINEMA I

Um dos clássicos do cinema moderno, "Uma linda Mulher", completa esse ano 25 anos desde a estreia. O elenco resolveu se reunir para a celebração. Me lembro bem da atmosfera desse. Uma trama típica do cinema, mas com ingredientes eficazes: a beleza de Julia Roberts, o galanteio de Richard Gere e o imaginário de um amor "improvável". Uma ode a Odair José... "Eu vou tirar você desse lugar"... Rsrsrs... Isso com o mundo da moda e dinheiro como elementos adicionais. É um filme de romance bem mais sensual (na minha opinião) do que esses "tons de cinza"... É o que não se vê. Só o que se sabe. E isso tudo ao ritmo de Roy Orbison! Rrrrrrrr!!! Quem é que (com mais de 35 anos) não associa o filme nos primeiros acordes de "Pretty Woman"? Talvez eu esteja errado, porém me dá a impressão de que esse filme daqui a 30 anos ou mais se tornará um dos grandes filmes de amor. Pela trama errática e ousada e por química imediata entre Julia e Richard! Podem apostar.


CINEMA II

Ando circulando muito pelas séries (cada vez mais populosas) e acabo me perdendo. Independente do formato o conteúdo ainda é o que mais me agrada. Mesmo tendo a sétima arte como um dos pilares de minha vida. De "streaming em streaming" caiu na minha vista a continuação de TED (sim, aquele filme besteirol de um urso pouco educado parceiro do bobão Mark Wahlberg). Eu não vi o original. Não é meu tipo de filme. Porém, encarei a continuação como desafio... Rsrsrs... E não é que me divertiu? O urso é desbocado, maconheiro e zoador. Mas, tem índole boa e quer formar família... Sim! Algo completamente louco e irracional, certo? Mas, isso é cinema... O que o urso deseja é fazer seu bebê em laboratório e ser feliz com sua (maravilhosa) mulher. O problema é que o governo o declara "objeto" e não ser humano. A partir daí ele transforma-se em "propriedade". O drama começa nessa fase. E, confesso que desanimei. Beirou um novelão mexicano com uma trama absurda. A questão aí é se divertir enquanto dá e abstrair o dramalhão... Um filme simples, bobo até, porém que tem suas tiradas! Nada demais. A estreia dele está prevista para a primeira quinzena de agosto e deve receber um público razoável. Eu colocaria o bonequinho sentado (pensando em dormir...rs). Valeram os primeiros trinta minutos de filme. Completam o filme, Amanda Seyfried, Jessica Barth e o vilão do primeiro filme, Giovanni Ribisi (ótimo ator). Esqueci de mencionar a participação cirúrgica de Morgan Freeman, claro. Não esperem muito... Aliás, esperem pouco. 

NEWS

- Ainda no cinema... Mas, dessa vez em refinado estilo... O clássico "O Sétimo Selo" de Bergman está no circuito carioca para apreciação dos cinéfilos. Uma obra magistral de 57. Essa é a ideia da Zeta Filmes: colocar clássicos da sétima arte para os fãs e até mesmo para quem nunca viu. Em agosto está programada a entrada de "La Dolce Vita" de Fellini. Corra!

- Para os fãs de uma boa carne: o Braseiro da Gávea está de volta! Foram gastos 3 milhões na obra e exigidos 6 meses de intenso trabalho. A famosa "picanha" do restaurante voltará em agosto (dia 3) com força total. Os sócios prometem a qualidade máxima sempre exigida pelos fãs do acepipe.

- Os brasileiros falam mal (com razão) de certos candidatos que aparecem por aqui em tempos eleitoreiros, porém nos EUA não está sendo nada diferente. A candidatura de Donald Trump tem mexido com os americanos. Certas bravatas e posturas de Trump beiram ao ridículo. E, olhe que não me refiro ao cargo de deputado ou senador... É da presidência do país... Quem acompanha fica constrangido ou revoltado. Parece que o Tio Sam tem um novo "Ronald Reagan" (outrora ator de cinema) no páreo muito mais ridículo. 

- Faleceu essa semana o jornalista Sérgio Leitão (20) acometido por um mal súbito. Sérgio cobriu várias Copas do Mundo e eventos esportivos, mas seu grande furo foi em 74 com o caso do assalto ao trem pagador. Ronald Biggs fora encontrado e preso. O jornalista foi o primeiro a dar a notícia. RIP.


TRACKLIST

Pretty Woman (Roy Orbison)
You Got It (Roy Orbison)
California Blue (Roy Orbison)
In Dreams (Roy Orbison)
It's Over (Roy Orbison)
I Drove All Night (Roy Orbison)


57 anos

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Wilco (Star Wars), Faroeste Caboclo (Desconstruída), Godard (filme novo), Casa do Alemão e mais...



Muitos sabem que esse espaço não é dedicado para furos (ui) jornalísticos ou imediatismo da notícia. Logo - não temos pressa ou desejo de ser o primeiro ou o único a comentar, resenhar ou arguir acerca de qualquer coisa. O que me interessa é a informação, o conteúdo e sobretudo a discussão em si. Nada precisa ser pautado conforme o tempo. Não. Aqui se fala de entretenimento, cultura e arte em seu próprio tempo. Essa é uma resposta a uma pergunta que me foi feita "in loco" mais de uma vez... Respondido? Pois é... Baixei e escutei o novo disco do Wilco semana passada, mas fiquei (mais uma vez) sem internet. Desculpem a demora... Segue...

WILCO

"Star Wars" é o nome do nono disco do Wilco. Banda americana formada em 1994. Muita gente gosta de compará-los ao REM pelo folk e o country enraizado em seu som. E, de fato, as bandas têm muitos fãs em comum. Mas, ao contrário dos músicos de Athens, o Wilco sofreu na carreira várias formações até permanecer a de hoje com o vocalista Jeff Tweddy e o baixista John Stirratt - únicos originais - e Nels Cline, Pat Sansone e Mikael Jorgensen - guitarristas e baterista. Esse trabalho é bem curto e direto. São 11 faixas no total em poucos 33 minutos de som. Parece um rock mais cru e de garagem do que os habituais álbuns da banda. Saíram de uma linha mais indie e se aproximaram mais de um rock glam setentista ou até mesmo do rock experimental de um Velvet Underground ou Stooges. A voz de Jeff se aproximou muito da de Lou Reed em Star Wars. Podem apostar. Se um ouvinte desligado ou desconhecido não souber da trajetória do Wilco se confundirá completamente. A banda disponibilizou o trabalho todo em seu site no dia 16 de julho e ficará assim até agosto (15). Corra e baixe, pois é um interessante álbum. E, a gratuidade não é sinal de simplicidade. Não. É sinal de gentileza. As faixas todas estão harmoniosas e gostosas. Mesmo que você não seja um fã deles irá curtir bastante. Eu curti. Outra coisa que me lembrou bastante ao ouvir as faixas foi T. Rex. Há uma porção Marc Bolan em Jeff Tweedy. Certamente. Destaco algumas a seguir... Faixas como "You Satellite" e "King Of You" farão os fãs lembrarem do velho Wilco de outrora. "More..." e "Random Name Generator" acusam golpes glam e trazem Lou Reed (ou Velvet Underground) e Marc Bolan (T. Rex) em ótima forma. "Where Do I Begin" e "Magnetized" fecham as mais indicadas por mim. Ambas perfeitas. A primeira nos remete a lisergia do fim dos anos 60 para os 70. E a segunda - a fase Syd Barrett em seu Pink Floyd. Um som mais etéreo e espacial. Linda. Super bacana. Discão! 


FAROESTE CABOCLO

Aos fãs: não levem a sério... É somente uma brincadeira... Resolvi desconstruir a saga "country" e moderna de João Cristo - personagem de Renato Russo na canção intitulada acima. Vamos lá... Começa que "na escola até o professor com ele aprendeu..." Pergunto: aprendeu o quê? Matemática? Português? Sexo? Assalto? Não saquei...  Ficou uma dúvida. Mas, tudo bem... João foi pra Salvador e lá encontrou um boiadeiro que ia pra Brasília e perderia a passagem? Por que, caralho? Era só viajar... E afinal de contas de onde veio João? Ele foi do nada para Salvador e desceu em Brasília - paraíso segundo a canção. Depois vem um pedaço foda... "Mas, de repente sob má influência dos boyzinhos da cidade começou a roubar"... Ué? Traficar - tudo bem... Roubar, nem pensar... Que porra de má influência é essa? O cara era traficante já e acabou com todos... Cacete! Roubar era o de menos... Rsrsrsrs... O cara era de altos e baixos... Rouba, é estuprado e fica puto. Vira bandidão violento e se arrepende quando conhece uma guria bacana. Maria Lúcia o nome da distinta. Chega o Jeremias e começa a traficar também... Ok. Vira concorrente. Aí surge o verso " E Santo Cristo há muito tempo não ia pra casa..." Por quê? O que é que esse malandro estava fazendo? Maria Lúcia meteu-lhe um par de chifres, claro. O camarada não dava assistência. "Mas, ele viajava muito..." Não. Jeremias também era "traficante" (e de renome, lembram?) e comeu a menina. Casou e fez-lhe um filho. João deu mole nessa... Ok. ok... Maria Lúcia também é bem escrota. Só existiam esses dois homens na cidade? Foda também. Bom... O cara se emputece e chama o caboclo para a porrada. Duelo, na verdade. Arma todo o esquema. Marca hora, fala em encontro e armas... Ao chegar lá ele toma um tiro pelas costas e está desarmado... "Como é que o cara vai a um duelo SEM arma?" Claro. Quem traz a winchester 22 é Maria Lúcia, a vaca. Rsrsrsrs... Aí, sim o corno (rsrsrs) faz a lição de casa: dá cinco tiros no cara e liquida a fatura. Deixa uma na agulha. Bala essa que a Maria Lúcia se mata tb. Agora eu fecho com a pergunta: Não é uma filha da puta essa mulher? Ela fez tudo que fez e deixou o seu filho (ela teve com Jeremias) orfão? Matou o pai e se matou em seguida... E o filho? Foda-se? kkkkkkkkkkkk... Ficaram muitas perguntas no ar... Responda-a uma delas aí junto com a canção... E relaxe!

NEWS

- Chegará aos cinemas o novo filme de Jean-Luc-Godard (foto): "Adeus à Linguagem". A estreia está prevista para a próxima quinta (30). As duas atrações aqui são a nudez 3D que Godard resolve assumir e o cão-ator que desempenha papel importante na película. Confira!

- Notícia ótima... Caiu bastante o número de infectados com HIV. De 2000 pra cá houve uma queda de 35% e a estimativa é de 90% até 2020 (5 anos). O que levam a crer alguns cientistas no fim da doença em 2030. Será? Oxe...

- Segundo o "Spotify" o gênero musical mais ouvido é o hip-hop. Levou-se em consideração um universo de 1000 cidades e 20 bilhões de faixas executadas. Em tempo: Fato que não levou a minha (casa) em consideração! kkkkk... Mas, eu curto o gênero também.

- Essa talvez nem seja do seu interesse... Mas, para quem é do Rio e passa pela BR 040, famosa "Rio-Petrópolis" vai curtir a notícia: A Casa do Alemão, ponto fundamental e conhecido pelos melhores croquetes do trecho faz setenta anos esse ano. Ainda não se sabe como será comemorado, mas estão sendo recolhidas diversas fotos do estacionamento ao longo dos anos. Só de automóveis ali parados temos uma linha enorme de mudanças de design, estilo e cor. 


CURIOSIDADE

Uma pesquisa feita pela YouGov (EUA) afirma que o ser humano diz "eu te amo" apenas para, no máximo, três pessoas. Hmmm... 

TRACKLIST

The Joke Explained (Wilco)
You Satellite (Wilco)
Magnetized (Wilco)
Random Name Generator (Wilco)
Satellite Of Love (Lou Reed)
Berlin (Lou Reed)
Magic And Loss (Lou Reed)


CLIC.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Tame Impala (Currents), Parlamento da Hungria, Educação, Neil Young, Taxis entre outros...


TAME IMPALA

Sai, oficialmente, amanhã (17) o novo disco do Tame Impala. Chama-se "Currents" e será lançado pela Intercospe Records. Terceiro disco de Kevin Parker e sua trupe. Já falei dele (Kevin) por mais de uma vez aqui. A banda sempre me chamou atenção pela criatividade e beleza. Kevin Parker é um músico talentoso e ao que demonstra tem fôlego para passar pelo soul, pela disco, pelo rock, pop, eletrônico com enorme intimidade e modernismo. O som do Tame Impala sempre surpreende o ouvinte. Os efeitos, reverbs, phases e tudo mais que os sintetizadores mágicos puderem fazer será feito. E, de modo surpreendente. Depois de dois discos bons (diria até ótimos) como "Innerspeaker" e "Lonerism" mais rocker e com guitarras viajantes esse trabalho coloca o baixo e os teclados mais em evidências. As guitarras são meras convidadas. Isso não é demérito. Aqui tudo é feito com esmero, dedicação e doses altas de lisergia. O que sempre gerou comparações com Pink Floyd na fase Syd Barrett ou Yes. Mas, eles vão além: juntam essas influências todas e produzem um novo som. Mais moderno e aberto. Do jeito bacana de se fazer. Das treze faixas ali eu gostei de tudo. Sinceramente. Acho que esse álbum é um dos melhores do ano. Me impressionou muito. Claro, que tem faixas com 58 segundos ou alguns minutos... Faixas mais incidentais... Não atrapalha em nada. Tirando essas, destacaria seis super canções: "Let It Happen" (uma disco maneira e super imprevisível), "Cause I'm a man" (me pegou de jeito. Achei a melhor na primeira audição), "Yes I'm Changing" (efeitos e levada muito bacana), "The Moment" (linda canção... linda... Passei a achar essa a melhor do disco na segunda audição), "The Less I Know The Better" (um funk em alto estilo. Classudo) e "New Person, Same Old Mistakes" (título perfeito e som bacana). Faço uma menção honrosa aqui para "Disciples" - que é curtíssima, mas bem autoral. O disco parece ser sucesso de crítica. A média do trabalho de Parker gira em torno de 9.0. Tá bom pra você? Pois é... Ouça com carinho e tenho certeza de que gostarás e guardarás no coração. 


NEWS

- Brasil segue mal na educação... Nas avaliações sobre as Universidades dos países integrantes do BRICS - todas as nossas caíram no ranking. Exceção feita a Unesp.

- O Parlamento da Hungria autorizou a criação de um muro ou barreira de 175 quilômetros de extensão com a Sérvia para impedir a imigração ilegal. Hmmmm... Já vi esse filme antes!

- Sobrou para Apple Music e Spotify... Neil Young retirou seu trabalho (obra) do Streaming. A reclamação é pela "má qualidade" do som. Segundo, o cantor canadense, o seu trabalho fica amplamente prejudicado pela péssima qualidade das ferramentas. Todo mundo sabe que Neil é militante mesmo nessas causas. O cara entende do riscado. Por ora está tudo encerrado. Ele espera que seus fã entendam... Mas, deixou aberta a porta: "Se eles melhorarem - eu posso voltar".

- Carrasco do Brasil, em 50, Ghiggia, uruguaio, 88 anos, faleceu hoje, dia 16 de julho, mesmo dia em que o atacante, com um chute de perna direita fez chorar milhões de brasileiros. O "Maracanazzo"... Coisas do futebol! RIP.


TAXI

Estava lendo uma história com a Fernanda Torres em que ela foi personagem. Passou-se na França e com um taxista. Ela usou o Uber para chamar um profissional. Quando chegou - por susto ela viu um carro velho com um haitiano dentro e SUA NAMORADA. Yeah!!! Corrida a três... Mesmo com um certo receio, Fernanda pegou o taxi e foi-se embora com eles... A viagem foi estranha, mas honesta. Segundo a atriz. Aí eu me lembrei de uma mesma história que eu passei em Cuba... Assim que cheguei no aeroporto - não falava lhufas de espanhol (isso melhorou muito depois) fui disputado por vários taxistas... Porém - o que eu peguei já tinha um camarada dentro. Ele me explicou num "portunhol" muito merda que eles trabalhavam juntos... Pausa para um misto de receio e curiosidade. Achei que eu iria pro saco ali. "Me fodi"... Dois caras num taxi com um turista? Vai dar merda! Para a minha surpresa cheguei são e salvo e ainda me ajudaram muito a desenrolar uma história com uma vizinha cubana complicada. Essa é uma outra história que um dia eu conto. Lembrei disso pelo fato de ter duas pessoas no carro. Saibam que certos taxis em Cuba vão até mais pessoas... Coletivão mesmo! Cinco, seis pessoas... Dentro de cadillacs, Buicks... etc... E paga-se 50 centavos a um real... Hoje deve estar dois reais... Já convertido. É super barato. O serviço não é do cacete, mas é super barato. Na França, o mesmo se aplica, mas o serviço (dizem) é de primeira. Por isso - o Uber no Brasil é sinal de melhoria, na França nem tanto...

TRACKLIST

Low (REM)
Never Letter Sent (REM)
Electric Blue (REM)
Wanderlust (REM)
Begin the Begin(REM)
Me in Honey (REM)


RIP