domingo, 18 de outubro de 2015

Pauta de Hoje: Decemberists (EP), News, The Knick (Estreia), Tracks, Playboy, Lou Reed, "Beasts of No Nation" e mais...


THE DECEMBERISTS

O leitor que é ávido e sagaz percebeu que o último "Tracklist" continha cinco faixas da banda supra citada. Pois é... Exatamente as cinco faixas que compõem o EP "Florasongs" lançado essa semana por eles pela Capitol Records. O quinteto de Portland já lançou um disco esse ano, o "What a Terrible World, What a Beautyfull World" (resenhado no blog), e confessou que haviam sobras de músicas que não entraram no álbum. Ficaram para esse pequeno trabalho. São, de fato, cinco canções totalizando dezoito minutos de música. O problema é que dizer "resto do que sobrou" presume algo inferior, certo? Algo que foi reprovado ou não apto para constar naquele rol oficial. Partindo daí fica a missão dura de julgar o EP. Será que essas faixas são piores do que as oficiais lançadas no disco? Hmmm... Para quem curte e saca de bandas indies a resposta é: nem sempre. Já ouvi (e até concordo) que o REM deixa muita coisa bacana de fora de álbuns oficiais. E provou com "Dead Letter Office", por exemplo. A banda de Athens é excelente comparativo, pois é fonte de inspiração ao Decemberists. Não tenha dúvida disso. Nesse trabalho ficou evidente. Outra inspiração é a banda Big Star - outro pilar sólido do rock americano. Posto isso, ouvi bastante o mini álbum e fiquei tranquilo. Nada de ruim. Ao contrário: das cinco eu gostei de três. As outras duas são "água de salsicha"... Não fede nem cheira. O mesmo som: folk, indie rock, base de blues e riffs até açucarados. Bem acabado e com qualidade. Uma das que eu curti foi a canção "Why Would I Now?" que abre o trabalho. Redondinha, pop e com uma levada gostosa. Lembra abertura de seriados ou séries. Remeteu-me a Tom Petty também. Aquelas levadas de filmes que só ele sabe fazer. "Fits & Starts" é mais roqueira. Eles aceleram o som e fica bacana. Dá um "punch" no disco. "The Harrowed And The Haunted" é outra canção certeira. Envolvente, com uma sonoridade bela e sofisticada. As duas faixas que não mencionei são "Riverswim" e "Stateside". Ambas são ok. Dispensáveis, talvez... De qualquer modo - a banda fez 15 anos de existência esse ano; merece respeito e admiração. E já são oito discos (contando com esse). É isso!

NEWS

- A série "The Knick" (já comentada duas vezes aqui) estreou na última sexta (16) no canal Max. Ainda não vi. Mas, sou fã dela. Quero ver como John Thackery (Clive Owen) segue desafiando e sendo desafiado pela medicina do século XX. Quem nunca viu, veja! É do cacete. Só não me deem "spoiler", ok?

- E a notícia de que a Revista Playboy não terá mais nudez abalou os homens... Rsrsrsrs... Scott Flanders, vice diretor da revista foi quem afirmou tal fato. Em 2016 - Playboy terá ensaios sensuais e se alinhará ao comportamento em geral. Bem... A razão é simples e correta: com a internet nenhum "menino" ou pessoa adulta deseja ver a nudez comportada de Playboy. Os tempos mudaram mesmo. Mas, o que as pessoas ainda não sabem é que a Playboy brasileira não aplicará tal medida. Sérgio Xavier, editor da revista brasileira afirmou que, por ora, nada mudou aqui. Seguirá os ensaios nus normalmente. Se for adotar o mesmo método será depois...

- Escrito por Howard Sounes, Notes from Velvet Underground: The Life of Lou Reed (Notas do Velvet Underground: A Vida de Lou Reed) traz o resultado de 140 entrevistas com pessoas que se envolveram com o músico ao longo de sua vida, como amigos, companheiros de banda, celebridades e membros de sua família. Mais uma biografia do músico morto em 2013. Na pauta: as agressões e sopapos que Lou dava em suas esposas, Sim... Eu já disse aqui e repito: Lou era fantástico como artista. Ponto. Como pessoa era um cara desprezível, escroto e babaca. Amigos e familiares são uníssonos nessa parte. Batia mesmo. A biografia, claro, foca na sua sexualidade, a música e as drogas, porém é inédita a confissão das pessoas que o cercavam sobre sua postura ao lado de namoradas e mulheres. Tsc...Tsc...


- O 66º Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2016 terá a atriz Meryl Streep como presidente do juri. Em 33 anos de carreira é a primeira vez que a atriz exercerá tal função.

BEASTS OF NO NATION

Chocante, terrível, real... Muitas desses adjetivos podem ser usados para descrever a obra acima. "Beasts of No Nation" é um filme que estreou essa semana nos EUA e no Reino Unido. Mas, aqui no Brasil só pudemos ter essa chance em razão do Netflix. O streaming é o dono dos direitos. Enfim... Sem entrar nesse mérito - quero dizer que o roteiro é muito bom, mas não é nada distinto do que já vimos, soubemos e infelizmente, ainda vivemos: miséria, fome e guerra. A história acontece numa região da África (não é citada nenhuma específica) aonde instala-se uma guerra civil. Entre mortos e feridos grupos rebeldes se formam enquanto um outro grupo é forçado a se armar também. A partir daí são só atrocidades. Na carne, no sangue mesmo. Foi uma experiência estranha para mim, pois enquanto assistia ao filme, tomei conhecimento daquele "empurra-empurra" de uma rede de supermercado aqui no Rio. Um contraste cabuloso... Nefasto, diria! Ugh! Voltando... Os soldados são meninos de 8, 10, 12 anos... Todos recrutados de modo severo e cruel. Ao fim: nenhuma esperança. O ser humano segue a sua sina de se armar, lutar e guerrear "em nome da paz"... Hunf! Nos papéis principais estão o menino Agu (seus olhos são a narrativa) e o Comandante (o homem da guerra). Interpretados brilhantemente por Abraham Attah e Idris Elba respectivamente. São 140 minutos de pura realidade. 


TRACKLIST

The Light Pours Out of Me (Magazine)
Definitive Gaze (Magazine)
Give Me Everything (Magazine)
Because You're Frightened (Magazine)
Shot By Both Sides (Magazine)


PLAM!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pauta de Hoje: Shows (Spoon & Belle And Sebastian), Política, Bowie (fim?), Wase. Stephen King, etc...


SHOWS

Então... Semana mais que especial com dois shows para ninguém botar defeito: Spoon e Belle And Sebastian. A banda Spoon desembarca no Rio para fazer um único show (em solo carioca) nessa quinta (15) na Sacadura 154 na Gamboa. Depois parte para Sampa aonde realizará mais três shows: dias 16 e 17 no Audio Club e dia 18 no Beco 203. Só perde quem quiser, né? Já o Belle And Sebastian toca no Rio dia 16 (sexta) no Vivo Rio e no mesmo festival (Popload) com o Spoon sobe no palco (de Sampa) do Audio Club no dia 17. Na bagagem os últimos discos lançados em 2014. Assim prometeram ambas as bandas. Para quem curte um bom indie e pop é prato feito. Dois expoentes de gerações um pouco distintas, mas igualmente competentes. Para quem reclama do que fazer nada como ter um começo de fim de semana (já na quinta) com dois representantes dos bons sons... Divirtam-se!!!



POLÍTICA

Se tem algo que me tira do sério são essas comparações esdrúxulas típicas do conservadorismo. Algo como "Vai virar Cuba" ou "Vai virar Venezuela" e até mesmo "Parece uma Bolívia". Além de demonstrar total estupidez, pois nenhum país vira outro que seja, salvo se houver uma revolução armada. O que graças a deus não estamos perto... E, mesmo assim não há como ser. Uma vez que um país e suas culturas, hábitos, raças e comportamentos já estão estabelecidos e feitos. É impossível saber como é ser cubano (isso eu senti na pele em Havana) ou venezuelano ou qualquer outro estrangeiro. Não existe isso. É constrangedor ler essas sandices... Mas, o que de fato acaba passando batido é o preconceito e a arrogância de quem os fala. Imagine? Um americano, insatisfeito, soltando a seguinte a frase: Daqui a pouco isso vai virar Brasil! Porra! É de uma prepotência e soberba imane. E, muitos brasileiros fazem tais comparações como se os cubanos, ou os venezuelanos, até argentinos fossem inferiores ao nosso povo. Quem foi que disse que somos os melhores? Ou que somos parâmetros para "A" ou "B"? É super escroto - desculpem. Mas, é. Americano ou francês algum sabe o que é ser brasileiro e nós também não sabemos o que é ser uruguaio ou colombiano. É uma retórica tão babaca e fascista. É feio e preconceituoso. Olhemos apenas para nós. Já é um belo começo. 

NEWS

- A Netflix está adaptando a série "Chef's Table" com uma roupagem brasileira. O "show" sobre gastronomia será com o chefe do DOM - Alex Atala. Antes que alguém pense em se tratar de mais uma "série" manjada na cozinha é necessário dizer que Alex antes de tudo, era um cara underground e punk. Tornou-se chef muito tempo depois. Ou seja: o cara tem algo a dizer. Podem acreditar. E o programa será muito mais voltado para pesquisas de ingredientes brasileiros e visitas em lugares ermos como a Amazônia. Alex tem algumas ideias bem interessantes para a socialização da comida e o desperdício, sobretudo num país que erradicou a fome. As abordagens passarão por essa temática também.

- Notícia ruim: John Giddings, agente de David Bowie, declarou que o cantor aposentou-se dos palcos. Sim... Já era. O anúncio foi feito em Londres durante um fórum sobre música. Eita!!!! Eu sabia que esse dia iria chegar! Hã... Eu prefiro ficar calado. Falar o quê, né? Hunf!

- O Parque do Flamengo completou no dia 12 (feriado) cinquenta anos. Tombado pelo Iphan, o lugar é de um valor arquitetônico e paisagístico de imensa expressão. São 11.600 árvores de 190 espécies. Escolhidas por Burle Marx. Além de contar com dois marcos históricos: o Monumento aos Mortos da 2ª Guerra Mundial e o Monumento a Estácio de Sá - fundador da cidade. Parabéns ao Aterro!


- Muita gente vem condenado o aplicativo "Wase" pelos atalhos escolhidos por ele na cidade do Rio de Janeiro. De fato, houve crimes bárbaros porque motoristas acabaram entrando em lugares perigosos. Porém, vamos raciocinar: o aplicativo é binário e não humano. Serve somente como ferramenta. A culpa não é dele e de nenhum outro. A verdadeira culpa é da total falta de segurança da cidade. Desse caos de guerrilha que temos aqui. O GPS errou o caminho sim, mas a reação de bandidos com tiros e fuzis é algo assustador. Se fossemos educados, com caráter e gentis nada disso teria acontecido. O aplicativo pode até oferecer rotas, indicar aonde tem blitzes, etc... Mas, a violência passa por cima de qualquer tecnologia. É a tal história do homem traído no sofá... O cara troca de mulher ou do sofá? Está tudo invertido... O errado ali foi ter traficantes disparando tiros ao léu... Que porra é essa? Muita gente pode até contra-argumentar, eu respeito. Porém, o problema aí é a ausência de segurança no lugar - seja favela ou não. Ué?

LIVRO

"Revival"
Stephen King
Ed. Suma de Letras
376 páginas

Lançado em novembro de 2014 lá fora e aqui chegou em fevereiro. Stephen usa e abusa de menções a Poe e H.P. Lovecraft. Reforça que seu sonho era ser músico e usa um como protagonista. Livro na mão. Hora de degustar... 

TRACKLIST

Riverswin (The Decemberists)
Why Would I Now? (The Decemberists)
Fits & Starts (The Decemberists)
Stateside (The Decemberists)
The Harrowed And The Haunted (The Decemberists)


RIP.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Pauta de Hoje: New Order (Disco), "Vinyl", Lolla, Exposição, Aurora Boreal, etc...


NEW ORDER

Sim, sim... Demorei um pouquinho para comentar sobre o disco novo do New Order. Passadas as brigas e desavenças - Peter Hook saiu em definitivo - Bernard Sumner, Gillian Gilbert e Stephen Morris, os membros originais restantes, entraram em estúdio e gravaram mais um disco. O primeiro sem Hook. No baixo - Tom Chapman assumiu a árdua missão de ser o responsável pelas famosas quatro cordas e executou bem. Quem conhece a banda sabe bem o que o baixo de Hook representa. Phil Cunningham, presente no último álbum (Lost Sirens), repetiu a dose e gravou mais esse também. Claro que depois de décadas e décadas eles não precisam provar mais nada. A grande questão de bandas com esse tempo todo na estrada é a relevância no cenário atual. Mesmo assim, os fãs nem se importam muito com tal missão. Apenas desejam longa vida. De qualquer modo - fiz uma pequena releitura da minha vida enquanto escutava o trabalho deles... De 1987, quando em minha casa chegou o "Substance" (branco) que pertencia a minha irmã, até os dias de hoje. São quase 28 anos... Uma geração inteira dentro desse cenário. "Music Complete" (nome do novo trabalho) é o décimo disco deles. De fato. Foram dois a três hiatos, pausas e longos conflitos, além de inúmeros projetos paralelos. Parece pouco, mas não é. São trinta e quatro anos de convívio, fora o Joy Division. Mas, essa é outra história. Vamos ao disco... As duas primeiras canções do álbum me remetem aos velhos tempos: música dançante com uma linha de baixo mais roqueira e a velha fórmula. "Restless" e "Singularity" poderiam constar no disco "Get Ready" ou até mesmo no "Technique" (último álbum "sagrado" dos fãs mais ortodoxos). "People On The High Line (com um baixo nervoso) e "Tutti-Frutti" têm um groove maneiro e um riff de guitarra mais suave dando o tom de Sumner. Trata-se de um trabalho de "dance music". Não há dúvida. E eles sabem fazer bem. As participações também são muito especiais: La Roux, Chemical Brothers (Tom Rowlands), Iggy Pop (sim... Ele mesmo) e Brandon Flowers (Killers). Brandon nunca escondeu sua tietagem pelo New Order. O nome do "Killers" é tirado de um clipe da banda de Manchester. Uma sensação estranha me acometeu durante a audição. Eles retornaram às suas origens nesse disco. Em algumas entrevistas, Sumner sempre citou Kraftwerk, Donna Summer e outras figuras da "disco" setentista como base de alguns hits deles. E, esse clima esteve presente em boa parte do trabalho de "Music Complete". A presença de Tom Rowlands (Chemical Bros.) deu "liga" a duas outras canções: "Plastic" e "Unlearn This Hatred". Uma vibe mais eletrônica. "Superheated" - a faixa que encerra tem o clima do Killers.. Pudera, Brandon Flowers canta e co-assina também. Porém, a canção mais significativa na minha opinião é "Nothing But I Fool". É ela que mais sintetiza a banda. Ali eu enxerguei o antigo New Order, os teclados mágicos de outrora e a melodia clássica que arrebatou fãs e fãs. De longe a faixa mais expressiva. Podem apostar. Palavra de quem conhece esses caras há tempos! Ao todo são onze canções celebradas por uma banda histórica que cunhou seu nome na música. "Good Job".


NEWS

- Vem aí uma série que promete muito! Chama-se "Vinyl" e terá produção da HBO. Quem está a frente dessa são nada mais nada menos do que Scorsese e Mick Jagger. Sim, os dois. O cenário se passa na efervescente Nova York dos anos setenta. Bobby Cannvale (ator) será o protagonista. Viverá um executivo de uma gravadora testemunha de uma explosão musical e cultural. Exatamente a chegada do hip hop e do punk em meio a onda "disco". Scorsese e Jagger são trunfos e conhecedores dessa cena. Ambos viveram intensamente o momento. A estreia será em 2016, mas ainda sem data certa. A conferir...

- Saiu o line-up do Lolla... Zzzzzzzz... Um tédio só... Nomes como Eminem, Alabama Shakers, Mumfords & Sons, Noel Gallagher e seu projeto, Snoop Dogg, Florence + The Machine não seguram a onda. Sinceramente... Tem os veteranos do Bad Religion também... O que me apeteceu mesmo foi o Tame Impala. Adoro. Porém, viajar até São Paulo somente para vê-los me parece tarefa ingrata. Enfim... Tô fora!

- Um disco que eu não resenhei (por falta de tempo), mas que merece registro é o "Ones And Sixes " da banda Low. Apesar da melancolia e do climão mega arrastado, o trabalho tem um valor muito superior ao restante que tem saído. Eu curti. Destaco cinco ótimas faixas do álbum: "No Comprende", "Gentle", "Lies", "Kid In the Corner" e "Landslide" (e seus nove minutos e pouco). Esse é o décimo-primeiro trabalho deles e conta com a participação do batera do Wilco. Saiu pela Sub Pop. Quem não ouviu está perdendo tempo. Escute! 

- Estima-se que em 2050 - vinte porcento da população mundial terá mais de sessenta anos. A proporção será de uma (pessoa) pra cinco. Atualmente, ela é de uma pra dez. Hmmm... Os dados são da OMS.

EXPOSIÇÃO

MOSTRA 3M de Arte Digital
Fundição Progresso
22 artistas expondo suas obras em suportes digitais e audiovisuais
Começa hoje (09) e vai até o dia 25 próximo. (GRÁTIS)
Das 10hs até às 18hs.

A exposição já teve cinco edições em Sampa e foi um sucesso. Para essa, no Rio, estarão presentes artistas de treze países.

AURORA BOREAL

Um show de luzes polares... Geralmente vista no hemisfério norte em países como Noruega, Finlândia na Europa ou Canadá aqui na América... Quem vê nunca mais se esquece. De fato, é um momento lindo, digno de registro e nos faz pensar e muito. Eu, pelo menos, penso. Na vida, no tempo, nos lugares, etc... Mas, o que seria um aurora boreal em miúdos? Sua definição. Bom... As auroras são resultados de choques de partículas de tempestades solares com o gás da atmosfera. Nessa colisão é liberada energia em enorme quantidade aonde surgem luzes coloridas. Bacana, né? O embate dos átomos de oxigênio dar-se as cores verde e vermelho-escuro (comuns) já o azul e o vermelho-vivo são causados pelo impacto com o nitrogênio... Uau!!!!! Os melhores períodos para a ver esse espetáculo são no outono (americano) e no inverno nórdico. Posto isso: eu termino com a história do nome...

Galileu Galilei batizou a aurora do hemisfério norte assim em homenagem ao Deus grego "Bóreas" - responsável pelos ventos nórdicos. 



TRACKLIST

So What (Miles Davis)
Blue in Green (Miles Davis)
Flamenco Sketches (Miles Davis)
Freddie Freeloader (Miles Davis)

Isso acima é somente 80% do magistral "Kind Of Blue" do mestre Miles... Um disco indispensável! 




Nhac!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Pauta de Hoje: Discos (Nicolas Godin / Kurt Vile), Lollapalooza 2015, Frida Kahlo (SP), A-ha no MAC e mais...


Tenho duas coisitas a falar antes de começar o post: uma retificação e outra explicação. Mencionei em alguns "posts" atrás que a novela colombiana sobre Pablo tinha 113 capítulos. E é verdade. Porém, no streaming, condensaram em 74 episódios. O que não deixa de demandar bastante tempo. Tal explicação é só para não confundir a cabeça do leitor. E a retificação fica por conta do valor aproximado que eu citei sobre o RIR (cerca de R$ 1 bilhão estimado de faturamento) em termos de arrecadação. Após o evento findar o valor correto e atualizado foi de 625 milhões de reais. Nada mal... Rsrsrs... É isso!

NICOLAS GODIN

Você conhece Nicolas Godin? Não? Tens certeza? Ok... Vamos tentar de novo... Você conhece o duo francês Air? Ahhhhh... Conhece, né? Pois então... Ele é um dos "duo"... Cinquenta por cento do Air. Músico francês talentosíssimo. O guitarrista, baixista, tecladista e produtor nos presenteia com um trabalho muito autoral. Imagine um som parecido com o do Air (baixo e bateria) misturado às sonatas de Bach? Sim, ele mesmo... O músico clássico. O ambiente que Nicolas consegue é muito interessante. Temos jazz de primeira linha, música clássica e eletrônica. Uma visão moderna e super bacana. O nome do trabalho é "Contrepoint" e saiu no dia 18 de setembro pela Because Music. Sempre curti bastante o duo francês, por isso nem hesitei em conhecer esse lado solo de um dos integrantes. A proposta era um mix de sons contemporâneos brincando com ritmos musicais e de países como o Brasil, EUA, França, Alemanha e Inglaterra. Um disco ecumênico! Rsrsrsrs... Faixas como "Widerstehe Doch Der Sünde" e "Club Nine" me pegaram de jeito. Uma brinca de Bach numa versão francesa. E a outra soa como uma "big band" de jazz e efeitos sonoros impactantes.  "Clara" traz uma bossa com a voz de Marcelo Camelo repetindo a mesma frase. Triste, porém muito bonita. "Glenn" é uma assumida homenagem ao pianista Glenn Gould. E "Quei Due" - uma obra prima cantada em italiano. Lindíssima! Suave, sexy, sofisticada. Uma faixa que se adicionam cellos e sopros. "Bach Off" é uma percussão intrigante com a sonata. Algo visceral e tarimbado. Do cacete! Belo trabalho de Nicolas. Puta disco! Dou nota NOVE com louvor! Criatividade, cultura musical e lirismo puro. Tudo isso de forma moderna. Baixe, compre, mas sobretudo: ouça! 
KURT VILE

O americano de 35 anos é conhecido melhor por ser membro da banda The War On Drugs. E também pelo "The Violators (outro projeto). Mas, seu trabalhos solos também têm reconhecimento. Esse, por exemplo, é o seu sexto disco. Chama-se "B'leve I'm Going Donw" e saiu pela Matador. Hmmm... Bom "label", não? Pois então... O disco e o próprio Kurt bebem na fonte de Pavement, Neil Young, Tom Petty... Aquela batida folk, porém com elementos indies e roqueiros. Sabe? Então: você tem guitarras, baixo e bateria, mas adicione aí banjos, violinos e bandolins. Algo bem sudeste-americano. Um som bom e cativante. Duas faixas, de cara, já mostram a verve musical dele: "Pretty Pimpim" e "I'm An Outlaw" (famoso fora da lei). Nem tanto. Mas, fato é que o músico é resistente e combatente. Inquieto e defensor (qualidades de nomes como Bruce Springsteen e o já citado Neil Young), Kurt apresenta muitas ferramentas para defender seu som e mostra serviço. São doze faixas bem distribuídas e muito bem produzidas (ele co-assina a produção juntamente com Rob Laakso). "That's Life, tho (almost hate to say)" já tem uma melancolia que lembra Wilco ou até mesmo REM. Letra mais intimista e agnóstica.  "Life Like This" gruda no cérebro. Um fraseado em looping não sai da cabeça. Um piano viciante. "Kidding Around" também fixa no cerebelo. Bom riff. Sessenta minutos de bom som e atitude. A crítica recebeu maravilhosamente bem. Até me surpreendeu bastante pelo estilo do disco. Eu também curti bastante. Ouça! Outra dica do blog.


NEWS


- No MAC (Museu de Arte Contemporânea) em Niterói o tecladista do A-ha e artista visual, Magne Furuholmen colaborou e ajudou na criação de obras esculturais. São intervenções artísticas com uma técnica conhecida como "derivações de palavras". Além do músico, Selene Wendt e Guilherme Vergara assinam a obra. A escultura ficará até março de 2016 para apreciação do público. Yeah! Isso sim é que é arte e show numa mesma viagem!

- Em Sampa, no Instituto Tomie Ohtake, a exposição sobre Frida Kalho chegou arrebentando. Aberta desde o dia 27 de setembro - o surrealismo mexicano vem mexendo com o público. É uma mega exposição com enorme estrutura. Ela fica até janeiro do ano que vem. Aguardo-a no Rio. Ou não. Vai que pinte um convite para ir a Sampa? Nunca se sabe...rs

- O Lollapallooza vem aí... Mas, calma... Serão anunciadas, ainda, as atrações. A partir de terça (dia 6 de outubro) que vem o festival escala o time. Porém, preparem o bolso: houve uma boa aumentada de preço. Ingressos variando entre 330 a 380 e outros de 600 a 660 reais... Ulha! Que facada, hein? Lembrando que o festival acontecerá em março (dias 12 e 13) de 2016. 

- O menu do último almoço do Titanic (só existem quatro no mundo todo) original foi leiloado on-line essa semana por U$ 88 mil. Rsrsrsrs... É o tipo de peça que só serve como curiosidade, não? Vai mudar nada, nada - o mundo. Rsrsrs...

CURIOSIDADES

Informação e cultura... Bandeiras importantes aqui... Sempre foram... Logo: é proibido reter a informação. Certo? Vamos lá...

1) Um bilhão de segundos equivalem a 31,7 anos. Sim... Serve para pouca coisa!

2) Dez mil produtos químicos são criados por dia! Uow!!!! Duvido que você sabia essa.

3) Trinta e seis por cento das mulheres são loiras... Hmmm... Será? 

TRACKLIST

Gentle (Low)
No Comprende (Low)
Shame (Low)
Words (Low)
Lullaby (Low)


TUM.

sábado, 26 de setembro de 2015

Pauta de Hoje: Under The Influence (Keith Richards), Picasso roubado, Lee Ranaldo, BBC e Duran Duran.


Sério mesmo que alguém aqui espera que eu vá falar sobre o RIR? Poxa... Ainda não me conhecem não? O que mais tem por aí são resenhas, críticas, opiniões, matérias, entrevistas com tudo que acontece no festival... Basta digitar... O que eu faria diferente? E por que eu encheria seu saco sobre um tema tão esgotado? O lema aqui é sair um pouco do óbvio, né? A vida segue. Tenho certeza de que não faltarão "infos" sobre o supra citado. Nesse espaço - habitarão outros temas que não circulam toda hora na internet. É bem mais banaca e tesudo pra fazer. Acredite! 

UNDER THE INFLUENCE

O documentário de Keith Richards está disponível na Netflix. Aproveitei e vi dias depois que ele estreou no site. Keith é uma figura ímpar no rock. Um cara que possui uma das personas mais caricatas do cenário roqueiro. Drogas, sexo, rock, prisões, álcool, tabaco, etc... Nada escapa dele. E, de fato passou por todas essas etapas e muitas outras. Porém, ele é bem mais que um simples músico de um estilo somente. Keith é do ramo. Entrar num estúdio com ele é como viajar pelo universo dos instrumentos, da mesa de som, das inúmeras gravações, dos pedais, das canções criadas em pleno estúdio (como ele mesmo comenta sobre algumas dos Stones), dos momentos únicos com os músicos quando tudo está "valendo"... O cara é absurdamente simples e genial. O documentário mostra o nascimento do menino do sudeste inglês que mantinha-se atento ao rádio. Sua mãe o influenciara com cantores da época, mas o filho era apaixonado por blues. Era seu sonho. E tome blues... A trilha toda se mantém no blues... Daí que o mito começava a enxergar a América. O paraíso do blues. Seus olhos e ouvidos apontavam para os Estados Unidos. Feras como Buddy Guy, Howlin' Wolf, e sobretudo Muddy Waters. Seu padrinho e herói. Era isso que o guitarrista dos Stones precisava. Apenas uma chance. Conhece Mick (Jagger) e vê em suas mãos dois discos fundamentais para a criação da maior banda de rock. os Stones. Os discos eram de Chuck Berry e Muddy Waters. Keith chega a dizer que os Stones só existem por eles. O fato é que o músico caiu na estrada e nunca mais foi o mesmo. A história toda é narrada por ele e Steve Jordan (seu amigo e produtor) relembrando um pouco dessa estrada. E, ele foi fazendo amigos e tocando. Um verdadeiro "rato de estúdio". Todos os ídolos tocaram com ele e tornaram-se amigos (e personagens também do doc.). As cenas de estúdio são maravilhosas. Dele e os Stones. Ou de seus discos mesmo. Ou de discos em parceria como o caso de Tom Waits (que aparece no filme). Momentos mágicos como o artista tocando piano (ele se diz um pianista fraco) ou tocando baixo (ele é um PUTA baixista para quem não sabe). Incrível. É inspirador como ele dialoga com tudo que emana som. Certos depoimentos dele sobre a vida são específicos, mas bonitos. Poéticos. Quase sempre seguidos de uma pitada de humor e um sorriso de canto de boca. Com seus cigarros, claro. O disco novo dele, o "Crosseyed Heart" está na película também. Foi daí a ideia desse filme. Logo, ele e Steve aparecem sempre dissertando sobre um som, tocando ou dando entrevistas. É uma parceria longa (iniciada nos anos 80) e com sintonia fina. Perfeita. Há também um lado desconhecido de sua família. Richards mostra-se bem "família" e conta algumas histórias de seu pai e de netos. Um cara doce, sensível e espirituoso. A direção é de Morgan Neville e tem 82 minutos de duração. Uma verdadeira aula de música. Esse é o espirito. Ele afirma que é o que sabe fazer na vida. E como sabe. Finda o filme com algo bem a calhar: "... Não estou envelhecendo, estou evoluindo ..." De fato. Quem puder ver - por favor. É um dever... Um deleite para quem gosta e conhece música. Cifras, riffs, pestanas, guitarras fantásticas e lendárias. Tudo delicioso para quem curte o assunto. Yeah, Keith! Good Job, man!


NEWS

- O quadro "La Coiffeuse" de Pablo Picasso retornou ao Centro Georges Pompidou em Paris. Fora roubado em 2001 e só reapareceu em 2014 na Bélgica. De lá a obra foi enviada pelo FedEx para Nova York. Essa semana a pintura voltou para casa. Yeah!

- Lee Ranaldo (ex Sonic Youth) que faz show hoje em SP (26) já dá pistas sobre seu novo trabalho. Seu último disco, "Last Night on Earth" (2013) que eu resenhei (ótimo) já ficou para trás e o músico planeja novidades... Ele disse estar "flertando" com um trabalho mais acústico. De quebra descartou secamente a volta do Sonic Youth. A conferir...

- A banda Arcade Fire confirmou que haviam sobras (out tracks) do último disco, "Reflektor" e disponibilizou na rede seis faixas. São elas: "Get Right", "Soft Power", "Apocrypha", "Women of A Certain Age', "Crucified Again" e "Flashbulb Eyes' em versão remixada. Aproveitem, fellows!

-  A rede BBC anuncia um documentário sobre o (duo francês) Daft Punk ainda esse ano. Nele estarão entrevistas com parceiros e colaboradores como Niles Rodgers, Pharrell Williams, Michel Gondry, Giorgio Moroder entre outros. Essa semana foi divulgado um trailler do filme pela rede. 



DURAN DURAN

"Paper of Gods" é o décimo-quarto disco (estúdio) do quarteto britânico. Saiu esse mês de setembro. Imensas participações nele constam: Nile Rodgers e Mr. Husdon (também como produtores), Mark Ronson, Janelle Monáe, John Frusciante, Lindsay Lohan entre outros. A banda já havia trabalhado com os produtores em outros álbuns e canções mais antigas. Nesse aspecto nada há de novo. Porém, a sonoridade deles foi bem alterada. Os famosos "pops" bem feitos e com "punch" deram lugar a um som mais moderno e um tanto dançante. Lembrando nada clássicos como "Hungry Like Wolf", "Rio" ou "Notorious". Nada. Acho bacana a inquietude do artista em renovar-se e ousar. Sempre é válido. O fato é que trabalha-se sempre perto do risco. Sinceramente, não curti muito o resultado. Ficou muito comum. Parece um disco de "dance music" como qualquer outro que sai por aí. A mão do músico do "Chic" torna tudo sempre fusion e cool. E isso é sempre bom, contudo ele precisava saber que tratava-se do Duran Duran. Não disse muita coisa a quem curte e aprecia o som dos rapazes. Posto isso, eu tenho algumas faixas que apreciei como "Pressure Off" (com Janelle Monáe - de quem eu adoro a voz e seu primeiro disco). Tem um groove interessante e funciona bem. Tem "punch" e um "beat" bem maneiro. Outra faixa bacana é "Sunset Garage" - um baixo e teclados afinados. Tem mais autoridade e lembra ecos de uma fase boa deles. Até tem uma atitude mais roqueira com baixo, vocal e bateria. "Butterfly Girl" também soa bem. Uma canção bem feita com backing vocals femininos que dão um tom correto no som. Ficou boa. Existe a versão "deluxe" com faixas bônus, porém eu não quis ouvir. As doze faixas originais bastaram. O resultado me desapontou bastante. Pode ser meu humor ou a velhice; fato é que, erraram e muito a mão nesse trabalho. Um disco dispensável bastante. Saiu pela Warner. Meu enorme respeito a banda. É isso...


TRACKLIST

Take It So Hard (Keith Richards)
Struggle (Keith Richards)
Too Rude (Keith Richards)
Big Enough (Keith Richards)
Make No Mistake (Keith Richards)


CLIC.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pauta de Hoje: Política, Amy Winehouse, Festival do Rio, Battles (disco), Tracks e mais...


"... A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais ..."

(Baader-Meinhof Blues)

PARTIDOS

Para quem assistiu ao debate dos presidenciáveis em 89 quando dez, doze candidatos, entre eles Brizola, Maluf, Covas, Collor (ausente no famoso debate), Lula, Afif, Covas, Freire, Ulysses, Aureliano Chaves, Enéas, Gabeira e por aí vai... Sendo que nem todos compareceram - ou por manipulação televisiva ou por malandragem mesmo... Caso do Collor. Na época, o candidato vinha sob alcunha de "caçador de marajás" (rsrsrsrs...) Sim... E muita gente acreditou. Tanto levou fé que o mancebo foi eleito. Mas, o que mudou desse debate para o último entre Dilma e Aécio? Dentre tantas outras eu cito uma que simplesmente simboliza o momento do país: a polaridade política. Enquanto no passado tinha-se uma dúzia de candidatos a se votar, nessa ou era governo ou oposição. E, cá entre nós: era seguir o caminho que o PT já estava (que se desenhou ruim) ou mudar para a volta do PSDB (partido que governara antes). Que merda, não? A pluralidade política sumiu. Os partidos distintos tornaram-se de aluguéis ou porta-bandeiras de uma ou duas causas. Numa época que um partido e seus coligados necessitam é de um plano nacional em seis áreas, ao menos: saúde, educação, transporte, economia, segurança pública e saneamento básico. Os mais urgentes. Agora; faz-se necessário também uma melhor distribuição de renda, moradias, gestão ambiental, reforma agrária (nunca feita no pais), reforma tributária e previdenciária. Se esqueci alguma me perdoem... Porém, são essas as mazelas relevantes do Brasil. E todo político, não se engane, sabe disso. A questão é: a quem interessa e se ele e os envolvidos vão receber. Não é? Pois é... Bem... De lá de 89 pra cá surgiram moeda nova, planos econômicos inúmeros, criação de impostos, impeachment, oscilação de inflação, políticas públicas sociais e planos contra fome. Para ficarmos de maneira sintética aqui. O fato é que os partidos ficaram pequenos, outros surgiram (caso do DEM, PPS, etc) e ficou-se com PT, PSDB, PMDB e DEM. Partidos outrora gigantes como PDT e PTB diminuíram... PCB, PDS e PP findaram. Enfim... Uma série de siglas aí que não nos dizem nada. Mas, eu gostaria de citar uma experiência pessoal para simbolizar um pouco aqueles que acreditam num país social e com pensamentos mais esquerdistas... Apesar do que representa a "esquerda" hoje em dia. Em determinado ramo, trabalhei durante muito tempo. Fui bem feliz, pois minha labuta sempre rendeu frutos para mim e para os envolvidos. Leia-se frutos como: realização prática. Salário sempre foi consequência. Isso não é riqueza. Porém, em determinado ano houve uma sujeira nesse setor onde muitos envolvidos foram flagrados em corrupção. O que que aconteceu? O governo cortou a verba até se estabelecer e apurar os fatos. Meu trabalho seguiu, mas a verba foi cortada. Em termos de remuneração fiquei afetado. Governo Lula! O que faria um reacionário, coxinha, alienado político? Xingaria, marcharia contra a iniciativa e juraria campanha contra, certo? Certíssimo... Eu fiz o contrário: segui trabalhando, dando seguimento ao possível e promovi o bem-estar social. Não me revoltei, pois sabia que o governo tinha "extrema" razão. Não tinha como ver caso a caso num universo de milhares de empresas no setor. Era necessária a apuração. Meses depois - tudo acertado, e sempre trabalhando minha remuneração voltou. Simples? Nem tanto. Mas, para quem pensa em si e em todos como sociedade é assim que funciona. Não é ser burro ou idiota - é saber que o bem comum é vital para todos. Funciona para você e para todos. O fruto disso é uma sociedade mais beneficiada (em suas classes menos favorecidas) e um bem estar comum. Talvez, alguém pense que o meu não-egoísmo foi resultado da minha não pobreza. Te digo que não. Juntos comigo tinham outras pessoas menos afortunadas. Sobreviveram de bicos, mas sempre me ajudando. Isso é atitude social. Pergunto-lhes: você vê algo parecido nessa massa reacionária, tida como coxinha? Eu não vejo. Basta afetar o bolso dele que ele ruge sem ao menos pensar no próximo. Leio e vejo isso todos os dias... Quero mudar seu pensamento não... Porém, nem ouse mudar o meu. O meu não vive na teoria, ele é praticado todos os dias... 

NEWS

- O Festival Rock In Rio recebeu uma bela notícia essa semana: a renovação do contrato entre a organização e a Prefeitura do Rio. Ficou asseguradas as edições de 2017 e 2019. Estima-se em mais de um bilhão de reais movimentados nessa edição. A previsão é dos sete dias. $$$$

- A banda U2 teve seu show cancelado no último fim de semana em Estocolmo. Parece que o esquema de segurança foi falho e organizadores suspenderam sem dar quaisquer explicações ao público. O jornal sueco "Aftonbladet" afirmou que um homem furou o bloqueio e entrou armado! Eita!!!!

- A Sony Music e a Egrem (responsável pelo catálogo dos principais artistas cubanos) chegaram a um acordo inédito musical. Será uma parceria americana em Cuba e contará com a representação da multinacional na ilha. A ideia é divulgar os cubanos de mais prestígios. "Si, pero no mucho"

- Uma parceria entre a Universal e a rede Cinemark fechou o documentário "Amy" no Brasil. Sabe-se que o doc. será exibido entre os dias 26 e 29 desse mês (setembro), mas não tem as cidades ainda divulgadas... Eu li sobre Manaus, São Paulo, porém não li o nome do Rio em nenhum lugar. Espero que seja só falta de informação mesmo... Seria uma bola furadaça! No Reino Unido foi um delírio só a película!


FESTIVAL DO RIO

Cinéfilos: vai começar o esperado festival que agita a cidade em outubro. Os passaportes já começaram a ser vendidos nessa segunda (21). O passaporte com 20 ingressos está custando R$ 180. Serão cerca de 250 filmes de mais de 60 países exibidos em 20 locais pela cidade. O Festival começa dia 1 de outubro e vai até o dia 14 de outubro. A 17ª Edição terá a abertura feita no Cine Odeon com o filme "Chico - Artista Brasileiro" de Miguel Faria Jr.


DISCO

Amigos que curtem som e outros comentaram comigo a respeito dos discos de Lana Del Rey, Keith Richards e até do Prince. Até estavam na fila, mas já li sobre todos em alguns blogs. Pensei: "Que diferença iria fazer no meu blog?" Nenhuma, né? Mais uma "resenha". Logo - deixei de lado. Aqui eu procuro fugir mais do óbvio e pinçar outras sem tanto "hype". Tem funcionado! Rsrsrsrs. Enfim... Banda de NY - o Battles - é mais uma banda "math rock"... Aqueles sons cheio de efeitos que flertam com o free jazz, o prog e o rock experimental. Nessa semana eles lançaram seu terceiro disco: "La Di Da Di" pela Warp Records. Escutei duas vezes (uma sem fone e outra com fone) nesses três dias. Um disco cheio de surpresas e sons etéreos. É pra viajar mesmo. Já foi um quarteto - Tyondai Braxton (sobrinho do jazzista Anthony Braxton) saiu logo no primeiro álbum. Permaneceram John Stanier (um dos fundadores e ex-baterista no Helmet), Dave Konopka (baixo e efeitos) e Ian Williams (guitarra e teclados). O selo "Warp Records" remete a muita qualidade no gênero. Basta mencionar que eles são os responsáveis pelo Aphex Twin e por Broadcast. De qualquer modo - o trabalho é super cool. Faixas como "The Yabba" e "FF Bada" são porradões com muito experimentalismo. Quem não está acostumado achará que é som doidão e cabeçudo. Até é, mas é bom e super criativo. Gostei de cara de "Dot Net" - uma bateria rockeira e som classudo. Direto na veia. "Summer Simmer" é para físicos quânticos... Rsrsrs... Não, sério. O som pira legal. Um "prog" cabeçudaço! Para resolver algum teorema estressante. E isso é um elogio. "Dot Com" é uma faixa eletrônica bem interessante. Ao mesmo tempo que ela embala tem uma pegada "rocker". Ficou uma fusão legal. "Megatouch" é outra que me pegou. Tem uma linha de baixo e teclado bacana. Marcado. Acho que a essa altura todos já perceberam que os caras não têm vocal, né? Pois é. Tudo instrumental... Hahahaha... Até porque o vocalista era Braxton. Mas, a banda sobreviveu ao cara. E, Braxton não era propriamente um cantor; era mais um maestro, pois o som é instrumental de raiz. O papo é música MESMO. São 12 faixas bem talhadas no experimentalismo recheadas de teclados, efeitos de guitarra e bateria alta. A crítica avaliou o trabalho como sete. Eu, sempre mordaz e dissonante, prefiro um sete e meio a oito. Me disse algo. Incomodou. Provocou. Isso é arte na minha opinião. Belo disco!

TRACKLIST

Iodine (Leonard Cohen)
Bird On the Wire (Leonard Cohen)
The Stranger Song (Leonard Cohen)
Avalanche (Leonard Cohen)
Joan Of Arc (Leonard Cohen)
I'm Your Man (Leonard Cohen)

Semana dedicada a Leonard Cohen, que completou ontem 81 anos. Fuce a internet que você encontrará diversos docs. ou entrevistas sobre o mestre. É encantador! Vida longa ao "silencioso".


CLIC.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pauta de hoje: Beach House (disco), Lewis Carroll, Maconha, Exposição, Oscar 2015, Tracks, etc...


BEACH HOUSE

Saiu há 20 dias atrás o novo disco desse surpreendente duo americano. Victoria Legrand (vocalista e tecladista francesa) - dona de uma bela voz. Algo comparável a Nico do Velvet Underground. Porém, como o som deles é algo bem viajante, atmosférico e tal eu sinto mais semelhança com Liz Frasier (uow!). Mas, o pé da banda é bem mais "Indie" com pitadas de "shoegazer". O outro lado da laranja é Alex Scally. Músico americano que assume as guitarras e efeitos. O som é super bacana e caprichado. Esse disco, o quinto, é mais acessível do que o anterior, porém os elementos seguem firmes: "droning" guitar, sinthetizadores, baterias tribais (ou tambores) e muita distorção. Sonzeira da boa! Ouvi o disco duas, três, quatro vezes. Adorei! Lindo. Um oasis num deserto hoje em dia. São nove canções extremamente delicadas, bonitas, melódicas e doces na voz de Victoria. O nome desse novo trabalho também é sugestivo: "Depression Cherry". Cândido, não? O álbum abre com "Levitation" (som etéreo feito para viajar mesmo) - uma ótima dica do que vem pelo caminho. Segue então para o primeiro single deles: "Sparks" (outra pérola). Tudo numa extrema coesão. Vem a melhor música então: "Space Song". Um teclado lírico e a suavidade de Victoria. Cristalino mesmo. Lendo a respeito desse disco encontrei algumas informações sobre a produção que chama a atenção. Logo após o quarto disco, "Bloom" (2012), Victoria se sentiu desanimada e sem inspiração mais. Deram um belo intervalo. O tempo foi passando e no outono (tinha que ser) de 2013 começaram a surgir as novas inspirações. Assim, de maneira gradativa o duo começou a compor. Começando 2014 seguiram trabalhando e construindo. Até chegar a esse ano de 2015. Foi quando Alex e Victoria chegaram ao total dessas nove canções e se sentiram seguros para entrar em estúdio e fabricar o álbum. Parece que deu super certo. A crítica em geral considerou nota oito. Eu considero um pouco mais... Pro meu gosto ele é superior. Se crítico oficial fosse daria algo entre 8,5 a 9,0. É um discaço! Tudo no seu lugar e de muito bom gosto. Adorei a "depressão da cereja". Uma das poucas canções que destoa é "Beyond Love". Ficou um pouco desgastante. Mas, nada que comprometa o álbum. Destaco mais três pérolas desse disco: "1037" (uma batida seca e forte), "PPP" (Uma emocionante opereta transcendental) e "Bluebird" (Lembra do Cocteau Twins? Pois é... Nessa linha de beleza). Maravilha de trabalho. Um dos melhores discos que escutei esse ano. Isso é arte! Ouça! Recomendo bastante. Ahhhh... Ia me esquecendo... O disco saiu pela Sub-Pop. Outro indicativo de qualidade, né? 


NEWS

- Vinte e cinco gramas de maconha será a quantidade legal a ser portada caso prevaleça a posição do Ministro Luís Barroso do STF, favorável a descriminalização. O placar, por ora é de 3 x 0. A conferir... 

- A Rainha Elizabeth II quebrou o recorde de tempo em seu cargo na monarquia. Superou Victoria, sua tataravó. Elizabeth completou no dia 9 desse mês 63 anos, sete meses e dois dias no trono do Reino Unido! Yeah!!!! God Save the Queen!

- Chegou com pompas de favorito ao Oscar. A película chama-se "Evereste" (sim, com esse "e" no final) e foi sucesso no Festival de Veneza esse ano. O roteiro segue como trama uma nevasca descomunal acontecida no Monte e seus alpinistas em perigo. A versão em 3D promete arrepiar a platéia e dar emoções fortes com cenas fantásticas. No elenco - uma turma de feras: Jason Clarke, Jake Gyllenhaal (falei dele no post anterior, lembram?) e Josh Brolin. Não há menção de fontes inspiradoras, porém dizem que a história foi tirada de livros narrando duas tragédias reais acontecidas por lá. Ou seja: todos ingredientes para diversas nomeações em várias categorias no Oscar. Vamos ver? O filme estreia hoje (17) no Rio de Janeiro. A conferir...

- Esse ano de 2015 completa-se 150 anos do clássico de Lewis Carroll, "Alice No País das Maravilhas". Quem não leu ou viu diversas versões no cinema, certo? O mais mágico dessa obra-prima é a quantidade de teorias e ângulos distintos que podemos abordar. Isso é umas das facetas da obra que mais fascina. Haverá sempre uma interpretação diferente do leitor (ou espectador). "Amazing"!


EXPOSIÇÃO

Sucesso total na Europa e Ásia, e também em algumas cidades brasileiras, a exposição "Veias" do sueco Jacob Sobol e do dinamarquês Anders Petersen desembarca no Rio de Janeiro esse mês. Anote:

"VEIAS"
Caixa Cultural
23 de setembro a 11 de novembro
Franca

O trabalho é belíssimo. São 165 fotos em PB de excluídos da sociedade: viciados, travestis, psicopatas, prostitutas em até imagens de 2,5 metros. Imperdível!

TRACKLIST

The Dock of The Bay (Otis Redding)
Respect (Otis Redding)
Pain in My Heart (Otis Redding)
Little Gheto Boy (Donny Hathaway)
Giving Up (Donny Hathaway)
A Song For U (Donny Hathaway)




21/09/1934


Yeah!