quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Pauta de Hoje: Melhores 2016 - Discos, News, Tracks, Livros e Top 5 Séries...


Conforme prometido, dezembro chegou e com ele - os melhores...

Eu ia colocar os dez melhores discos, mas achei mais justo aumentar para vinte. Assim, chegarei mais perto da verdade... Rsrsrs... Confiram se algum deles vocês concordam, discordam e tal. 

OS VINTE MELHORES (DISCOS) DE 2016

- "Here" - Teenage Fanclub
- "BlackStar" - David Bowie
- "You Want It Darker" - Leonard Cohen
- "Skeleton Tree" - Nick Cave And The Bad Seeds
- "Everything You've Come To Expect" - The Last Shadow Puppets
- "Distance Inbetween" - The Coral
- "The Catastrophic" - Tortoise
- "In Search of Harperfield" - Emma Pollock
- "Channel the Spirits" - The Comet Is Coming 
- "Post Pop Depression" - Iggy Pop
- "Schmilco" - Wilco
- "Why Are You Ok" - Band Of Horses
- "III" - Psychic Temple
- "Singing Saw" - Kevin Morby
- "Heads Up" - Warpaint
- "Teens Of Denial" - Car Seat Headrest
- "Adore Life" - Savages
- "White Album" - Weezer
- "Hypercaffium Spazzinate" - Descendents
- "Wildflower" - The Avalanches

Discordam? Concordam? Nunca ouviu algum? Reajam...

NEWS

- Patti Smith irá participar (cantando) da cerimônia do Nobel. Bob Dylan, o vencedor do prêmio em literatura não comparecerá, mas mandou um discurso que será lido. "A Hard Rain's a-gonna Fall" será a canção que Patti cantará. A Festa acontecerá no sábado, dia 10 de dezembro em Estocolmo.

- E o ano reservou os premiados na literatura também... A saber: o português José Luís Peixoto ganhou com "Galveias" (livro) o prêmio de literatura da Língua Portuguesa. Em segundo lugar ficou o romance "A Resistência" de Julián Fuks (vencedor do Jabuti desse ano), em terceiro ficou a poesia de Ana Martins Marques com "O Livro das Semelhanças e em quarto o jornalista Arthur Dapieve com seus contos "Maracanazo e outras histórias". Parabéns a todos.

- E, o Garbage desembarca em solo carioca... Sim, eles já estiveram no Brasil, mas em Sampa. Nunca tocaram no Rio de Janeiro. A musa escocesa, Shirley Manson, vocalista da banda é muito aguardada. O show acontecerá no Circo Voador (isso vai lotar, gente...) no domingo, dia 11... Eu cheguei resenhar o disco de trabalho, "Strange Little Byrds", aqui. Sério... O Circo ficará pequeno para eles. Estou avisando! Garbage é muito bom no palco e a promessa é de show histórico... Podem anotar!



TOP 5 (Séries)*

- Black Mirror
- Designated Survivor
- Stranger Things
- White Collar
- Better Call Saul

(Menção honrosa a "Fresh Meat")

* Levando em consideração o período que entrou no "streaming" e não quando começaram...

TRACKLIST

Dorothy (Kevin Morby)
Parade (Kevin Morby)
Dark Skies (Emma Pollock)
Parks And Recreation (Emma Pollock)
With You (Teenage Fanclub)
It's a Sign (Teenage Fanclub)




FORÇA

domingo, 27 de novembro de 2016

Pauta de Hoje: British Sitcoms, Melhores 2016 (Briefing), News, Mostra Cinnecittà e "Janelas Abertas"...


Uma versão mais "pocket" tendo em vista a correria do dia a dia... Mas, a qualidade (acho) do conteúdo segue tentando melhorar. 

BRITISH SITCOMS

Assim como diversas pessoas fazem eu também pinço filmes, séries ou sons (esses mais do que tudo) aleatoriamente. Numa dessas pinçadas deparei-me com duas séries britânicas que têm ligação autoral. Puro acaso. Juro... Refiro-me a "Fresh Meat" e "Peep Show"... Ambas com criação de Jesse Armstrong e Sam Bain. Fui saber dessa conexão após ver o final da primeira. Conforme eu mencionei: foi acaso. Ou não! Rsrsrsrs... Bom... "Fresh Meat" é uma série que aborda a vida de seis estudantes (muito distintos entre si) residentes numa república em Manchester. Yeah! Isso foi algo que pegou-me, admito. Cada um leva o convívio à sua maneira. Foram quatro temporadas até o cancelamento. Porém, divertiu-me. Essa é missão dada. Entreter o público. Nada sofisticado ou dramático. Comédia informal e leve. Direta. Cada personagem tem suas características bem definidas... Uma anarquista, um músico, um nerd, uma patricinha, uma maluca e um playboy. Todos com finalidades diferentes e almejando um lugar ao sol. A segunda foi indicada por um amigo (esse nem sabia da conexão também e sequer conhece a primeira) em plena festa. Quando fui procurar achei a interseção delas. Só por isso já conquistaria-me (ou convidaria-me), contudo ele recomendou fortemente. "Peep Show" foi uma série grande e de muita audiência na Inglaterra. Teve nove temporadas e consagrou seus dois atores centrais: David Mitchell e Robert Webb. Dois caras que dividem um apartamento em Londres. São complementares. Um é um nerd metódico e cheio de frescuras e o outro um lunático preguiçoso que vive de música. Na verdade, não vive. Os dois são egoístas e frágeis nos seus relacionamentos. O contraponto interessante no show é o personagem "Super Hans" (feito por Matt King) que é um junkie pesado e rebelde. O cara é completamente louco e irresponsável. A média de idade dos personagens cresce em relação a primeira série. Se em "Fresh Meat" estamos lidando com jovens de 25 anos em "Peep Show" eles têm mais de trinta, trinta e cinco anos. Já passaram da faculdade e tal. O humor é ácido e cínico. Como um bom show europeu. Essa é a diferença fundamental dessas séries (por isso coloquei o título supracitado) britânicas para as americanas. O tema pode ser o mesmo e as relações idem, porém o humor, o sarcasmo, as ideias nada corretas diferenciam o resultado. Não há o menor compromisso com o chamado "politicamente correto". É preciso avisar isso. É pau na mesa mesmo. A dose de comédia é dois tons abaixo (ou acima, depende como você enxerga a vida). São feitas mesmo para dar essa leveza (no roteiro) e descompromisso ao telespectador. Não há nada inovador como "The Black Mirror" ou dramático como "True Detective". Não. É comédia-besteira com toques europeus. Mais acidez e ironia. Pura sacanagem. Tente... No mínimo irás divertir-se. 


FRESH MEAT


PEEP SHOW

MELHORES 2016

A partir do próximo post colocarei os melhores de 2016. Além de diversas coisas pinçadas por mim teremos os ingredientes básicos: Cinema, literatura e música. Aguardem! Colocarei um "plus" com os dez melhores filmes e os dez melhores discos do ano. Juro! Imperdível.

NEWS

- O líder da Revolução Cubana (Fidel Castro) faleceu. Isso já é sabido em todo mundo. Eu, que viajei em 2011 para a mítica ilha, recomendo Cuba a todos. Visitem sem compromisso! RIP.

- Pesquisadores do Mindlab International (Instituto Britânico) afirmam que OITO minutos de música num momento de estresse crítico são suficientes para cortar mais de 50% da tensão. Hahahaha... É ciência, eu sei... Não discuto, mas eu sei disso há tempos. Dificilmente passo um dia sequer sem ouvir algum som. Arrisco-me a falar que não lembro-me de um dia sem som. E, tiro umas duas horas, pelo menos para tal. Quando não faço-o na labuta.

- Dia 29 (terça-feira) a Caixa Cultural abre a "Mostra Cinnecittà" - Fábrica de Sonhos. 
O Famoso Complexo de Estúdio Italiano de Cinema será homenageado por sua contribuição dos anos 40 aos anos 80. Serão exibidos 20 filmes emblemáticos da história do estúdio. Entre eles: "A Doce Vida" (Frederico Fellini) e "Era Uma vez no Oeste" (Sergio Leone). Fiquem ligados na programação! Termina em 18 de dezembro.

- Falando em dicas... Mais uma... Em janeiro, o Canal Brasil apresentará "Janelas Abertas" seu mais novo programa acerca da sétima arte. Serão treze episódios ao longo do ano. Na abertura teremos "12 Macacos" (Terry Gillian), "Gravidade" (Alfonso Cuarón) e "O Segredo dos Seus Olhos" (Juan Jose Campanella). Sentiram? Fiquem espertos! 

TRACKLIST

Pelo Telefone (Donga)
Se Você Jurar (Ismael Silva)
Conversa de Botequim (Noel Rosa)
Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
Trem das Onze (Adoniran Barbosa)
Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)


Hasta la victoria

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Pauta de Hoje: Leonard Cohen (disco), Escola sem Partido?, 10 discos, Tracks, etc... RIP.


Infelizmente fui informado de que Leonard Cohen falecera ontem, quinta-feira (10) em Los Angeles. Confesso que faltam-me palavras e a garganta segue com um nó imane. Já emocionei-me, já ouvi canções, lacrimejei de novo, reli alguns poemas deles de uns livros que tenho do poeta... Enfim... Estou no processo de digestão de sua morte. Por uma infeliz coincidência deixei pronta uma leve resenha de seu último álbum (abaixo) e fiquei pensando se deixava ou não. Apaguei, restaurei, apaguei mais uma vez,e por fim, restaurei novamente. Era assim que estava - e por que não - deixá-la? Lerás que foi escrita sem a menor ciência de que ele viria a falecer. Ugh! Cohen ajudou-me a gostar mais e mais de poesias, letras e temas sombrios. Tenho na minha memória a primeira audição de um disco dele numa tarde nublada em casa. "Songs Of Love And Hate" rolava e eu emudecia. Meu avô - que não gostava de nada do universo pop (ou derivados) aprovou Leonard Cohen. Mostrei "Master Song" para ele. Depois "Winter Lady". A aprovação do meu avô apenas ratificou o que eu já sabia: era um gênio! Ontem - morreu um pedaço enorme de mim. É assim com as pessoas sensíveis à música. Um parente (nada sanguíneo) que vai-se... Ainda vai demorar para cair a ficha. Um dos poucos presentes que eu ainda queria era assistir a um show do bardo. Não vai acontecer. Pobre, Léo. Brrrr... Entretanto, sei que Cohen viveu intensamente e foi o melhor que pôde. Quem conhece sua trajetória sabe também. Que os filhos, Adam e Lorca, confortem-se e honre seu pai. O mundo perdeu mais poesia - fiquem certos disso. RIP.  

Segue abaixo a crítica, no original...

LEONARD COHEN

O mais novo trabalho do mestre Cohen encantou boa parte da crítica. Pudera... O bardo canadense está de volta com mais um disco envolvente, sombrio e austero. "You Want It Darker" foi feito e produzido em sua casa e por seu filho: Adam. Depois de cinco anos de excursão com o intuito explícito de arrecadar dinheiro, pois sua ex-empresária meteu a mão em suas finanças e deixou-o quase quebrado, Cohen recuperou o fôlego e lançou seu décimo-quarto trabalho. Empolgado com o prêmio de seu colega Dylan - Cohen confessou à imprensa que "espera pela morte"... Muito mais do que a espera de quem adoecera. Na verdade: a paz de quem sabe que fez muito e que tudo na vida tem começo, meio e fim. Cohen apenas confirmou que está pleno. E a julgar pelo disco eu concordo. Destacaria "You Want it darker" (uma voz penetrante com um trailer sinistro), "It Seemed The Better Way" (Climática e absurdamente linda), "Steer Your Way" (encaixa em qualquer trabalho dele. E isso é um grande elogio) e "Traveling Light" (flamencos, violinos e uma atmosfera que só ele sabe dar). São nove canções num total de trinta e sete minutos. O barítono está de volta com todo ar misterioso, lúgubre e feroz. E acompanhado de metais, cordas, cellos e uma boa banda. Eu já encomendei meu CD físico. Trata-se de mais um ótimo trabalho do judeu monge! Vida longa!

https://www.youtube.com/watch?v=0nyMrjGX2vk




ESCOLA SEM PARTIDO

Esse é um dos temas mais estranhos na minha opinião. Juro. Eu observo, leio e fico atento aos docentes de plantão na tentativa de entender, realmente, do que trata-se. Porque veja (leia) bem: quando fala-se de "sem partido", o que de fato está em jogo é a matéria história, certo? Vá lá: geografia. Somente. Ninguém discute matemática, português, física, química, ciências (biologia, etc) ou artes. O negócio é o raio da história. Justamente - o que será dado em aula. "Como" serão dados em aula os acontecimentos políticos... De que modo os docentes mencionarão fatos políticos sobre Collor, Sarney, FHC e Lula... Em miúdos: tomar-se-ão partidos ou não. Serão chamados de heróis ou vilões? Não é isso? Isso tudo eu entendi de prima. Mas, alguém acha mesmo que os conteúdos programáticos dos colégios são previamente examinados e orientados por um comitê censor? É disso que estamos falando? Somente desse modo eu entendo tamanha preocupação... Não lembro-me dos meus professores de história influenciar a turma com suas opiniões políticas. Sinceramente. Mais: de que modo a Revolução Russa foi apresentada nas escolas nos últimos cinqüenta anos? Ou como Joaquim José da Silva Xavier, vulgo Tiradentes, foi mostrado em salas de aula? Ou Dom Pedro I? Ou Getúlio Vargas? Não lembro-me de nenhum professor maquiando tais passagens... Agora; é inocente demais achar que a opinião (ou sentimento) do docente não estará presente. O cara é humano. Todo aluno já teve esse "insight" em sala. Claro. Mas, estabelecer o que será dado e como será dado é muito estranho. Não sei se fiz-me entender. Não consigo defender isso ou aquilo. Acho controverso demais. O aluno precisa saber pensar. E chegar ao seu "próprio" senso crítico. Pensar por si mesmo. Não tem muito para onde correr. Melhor do que isso (sem ou com partido) é qualificar o ensino, remunerar de forma decente o professor e transformar o ambiente escolar em local de pensamento. Então - quando o aluno chegar a 2016 em seu livro saberá que a Dilma foi destituída do cargo de presidente. E por quê? Depende de que lado estejas... Depende de como enxergas "política"... Bem simples, não?

DEZ DISCOS

Volta e meia alguém pergunta-me sobre discos relevantes nos últimos tempos... Ou nos vinte últimos anos... Algo extremamente difícil e variável... Definir por quê e como esses ou aqueles discos são relevantes ao contrário dos que ficam de fora... Oxe. É relativo e polêmico. Mas, eu tenho algumas teorias e "feeling" para definir certos trabalhos. Ao menos - pro meu gosto e sentimento. Vou elencar aqui dez deles, porém já adianto que existem mais cem desses por aí, ok? Não são os dez mais. São apenas DEZ discos beeeem importantes e que, do meu ponto de vista, faz-se necessário ter. Ou ouvir.

- "Blowout Comb" (Digable Planet - 1994)
- "Blue Lines" (Massive Attack - 1991)
- "Metal Box" (PIL - 1980)
- "Tago Mago" (CAN - 1971)
- "Disraeli Gears" (Cream - 1967)
- "Are You Experienced?" (Hendrix - 1967)
- "Raising Hell" (RUN DMC - 1986)
- "Murmur" (REM - 1983)
- "London Calling" (The Clash - 1979)
- "Songs Of Love & Hate" (Leonard Cohen - 1971)

Mas, não tem Beatles, Stones, Led Zeppelin, Beach Boys, Kinks, Smiths, Cure, Joy Division, Echo, Velvet, Dylan, Jam, Gang of Four, etc...? Hahahaha... Tem tudo isso e muito mais... Eu disse que eram dez discos... Somente... Eu chuto que eu devo ter "de coração" mesmo uns quinhentos a mil discos que eu amo. Amo mesmo. De rolar e escutar inteirinho... Mas, não rola de escrever aqui... Complica...

TRACKLIST

The Stranger Song (Leonard Cohen)
Iodine (Leonard Cohen)
Suzanne (Leonard Cohen)
Famous Blue Raincoat (Leonard Cohen)
Hallellujah (Leonard Cohen)
Take This Waltz (Leonard Cohen)
So Long, Marianne (Leonard Cohen)
Dance Me To The End of Love (Leonard Cohen)


"... To laugh and cry and cry and laugh about it all again ..."

Chiuf.

sábado, 5 de novembro de 2016

Pauta de Hoje: "Midnight Diner", "Jimi Hendrix", News, Discos, Mondrian, etc...


MIDNIGHT DINER (Tokyo Stories)

Cruzei (eita!!!) com essa série japonesa sem querer. Estava fissurado em envolver-me com algo distinto dessa enxurrada de "soap opera" e percebi que seria uma boa experiência. A questão é muito simples: um chef de cozinha abre seu restaurante no Japão sempre a meia-noite. O local é clássico. Um balcão em forma de "U" em madeira com comidas para os trabalhadores da madrugada. Especializado num sopa de porco com legumes, o mestre serve todos os clientes que lá vão. O mais curioso é que o roteiro e as tramas não são sobre a vida dele e, sim, dos clientes. Ali é o pano de fundo. Tudo passa-se no Japão, os créditos são na língua, idem o script. As legendas é que estão em português. Todos os atores e atrizes também. Ou seja: fora totalmente da zona de conforto. A cultura é muito interessante e o ambiente criado ajuda. Tenho gostado de algumas coisas, mas esbarrei em dois problemas: 1) As atuações são fracas e um tanto bobas... Fico com a sensação de que estou vendo um desenho tolo japonês. Meio bobo pro meu gosto. O que leva-me pra segunda parte... 2) Quando alguma situação exige humor é bem constrangedor... É de uma bobagem imane. Troço beira ao ridículo. Não curto. Numa boa. E, eu sei que o povo japonês é sério, culto e interessante. Refiro-me somente ao "show". Porém - esses detalhes fazem a série escorregar feio. Vale ressaltar que farei uma viagem ao Japão qualquer dia dessa vida. Tenho um desejo em conhecer o país, assim como a China. Dois países que atraem-me desde pequeno. Duas culturas que reúnem dois princípios ideais ao meu gosto: paciência e respeito. Diria - disciplina também. Gosto do silêncio que ambos os povos exercem como ninguém. Uma sabedoria que vem de longe. De qualquer forma sigo vendo alguns episódios, pois gosto de experimentar terrenos estranhos. Legal ver a cidade de Tokio, as pessoas, a sonoridade do espaço, etc... Tenho dado bastante chances. Fica o registro...


JIMI HENDRIX

Demorei, mas, enfim consegui ver "All is By my Side" - filme que retrata a vida do mágico guitarrista Jimi Hendrix. No papel principal, André Benjamin (da dupla "Outkast"). Uma produção britânica-irlandesa com a direção de John Ridley. A película narra a vida de Jimi até o lançamento do primeiro disco. O que faz o espectador ter em mente que finda em meados de 67. Portanto - não tratará da morte do mesmo. Ok. "Spoiler" dado - seguimos com o roteiro... Para quem conhece um pouco da vida de Jimi perceberá que o filme afoga-se no óbvio, não traz grandes novidades e concentra-se bastante na atuação de Benjamin. Esse, desempenha muito bem a "persona" de Hendrix. Talvez seja o ponto alto de tudo. Porém, eu decepcionei-me com quase tudo. Uma história dessas, com um personagem desses...? O cara era um gênio. Faltou pesquisa, faltou sair do ululante, faltou tudo. Até música... Eu não disse ainda, mas como a família não liberou nenhuma canção, a história simplesmente NÃO tem nenhuma canção de Hendrix. Nada. Não aparece ele compondo "Purple Haze", "Foxy Lady" ou "Fire"... Absolutamente. Nem "Red House" ou "If 6 Was 9" Imagine? O que eu mais queria era saber como foram nascendo suas canções... Seus encontros com Clapton (tem isso... Mas, é tão insosso), com os Beatles (tb aparece de modo "En passant"), as brigas, o método criativo dele. Só há uma retórica viajante de Jimi sobre cores, alguns papos sobre igualdade e mau humor. Oxe... Estamos falando do MAIOR guitarrista do rock... Pelo amor de deus... Que filme é esse? Após ver fui pesquisar sobre como foi feito e tal... Tudo bem que a barreira do veto às canções mata 50% do roteiro, mas... E aí? Como fazer um troço desses SEM as canções dele? Porra! (desculpe) O cara não é poeta ou cineasta. O cara era músico. E o maior! A única relação que eu vi é com Chas Chandler, dos Animals, mas, assim mesmo porque era seu empresário na época. De resto: mais nada. Bom... Deve ser meu humor ou coisa parecida... Se crítico fosse eu daria um enorme ZERO para isso. Desculpe, mas música é fundamental. Sobretudo num filme que trata de um genial MÚSICO. Por favor, né? É chamar-me de otário. Afff... Chega!


NEWS

- Essa expirou um pouco, mas é bacana de colocar: lembram da regra dos cinco segundos? Todo alimento que cai no chão tem-se cinco segundos de "tolerância" até a contaminação total... Bom... Não é bem assim... Segundo uma última pesquisa americana esse tempo havia caído para três segundos e depois para nenhum segundo. A contaminação é quase que imediata... Ugh! Hahahaha... Pois é... Não tem essa mais de cinco ou três segundos... Caiu já era... 

Mas, segundo a mesma pesquisa... A contaminação que dá-se o ser humano possui praticamente 100% de proteção ou imunidade das mesmas... Mas, claro, dentro dos tais cinco segundos, né? Não é pra deixar o alimento descansando no chão! kk

- Eu sei... Estou devendo uma resenha legal de algum disco... Mas, é que com tantos filmes e livros está complicado... Mas, para não passar em branco... Cito dois discos que rolaram bonito na minha humilde choupana: "Here" do Teenage Fanclub e "Innocence Reaches" do Of Montreal... Ambos lançados em setembro/outubro. Diferentes entre si e igualmente bons cada qual em sua seara. Muito bons. Andei ouvindo também "Day Breaks" de Norah Jones (sim... Eu ouço tudo) e fiquei auspicioso. Bem interessante. A voz dela segue feito camurça. Linda! Três trabalhos interessantes que valem uma audição! Enjoy it

- E, terça (08) tem eleição né? Hillary x Trump! Hmmm... God Bless North America. Seja o resultado que for... Os congressistas americanos é quem fazem a economia (leia-se dólar) andar. Mas, que dê Hillary. Importante dizer que nenhum democrata faz algo benéfico a respeito do Oriente. Não enganem-se...

- Já foram ver "Mondrian" no CCBB? Não? Então vá... Cultura (arte) nunca é demais.

TRACKLIST

Fire (Jimi Hendrix)
Red House (Jimi Hendrix)
Layla (Eric Clapton)
Cocaine (Eric Clapton)
Higher Love (Steve Winwood)
Valerie (Steve Winwood)



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Clic.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Pauta de Hoje: "Esse filme eu já vi", Prêmio Jabuti, El Marginal, George Méliès, Disco, News, etc...


DISCOS

Eu citei a Legião Urbana aqui no post anterior e acabei fissurado em lembranças (abaixo segue outra) musicais (sobretudo). Aos amigos que têm memórias musicais: somos iguais. E, nesse aspecto conta muito ter nascido na década de setenta e vivido a seguinte dentro do cenário artístico. Como eu já citei a Plebe, o Fellini (banda), o Picassos Falsos, Paralamas do Sucesso - o IRA! era quem deixava marcas em mim... Assim como a Legião Urbana, cujo começo remetia a juventude, a rebeldia e afins... IRA! sempre puxou temas pertinentes juvenis com um linguajar "rocker"... Só de cara vem-me uma dúzia de canções deles... Edgard Scandurra sabia como falar boa parte do que rolava "nas ruas"... A começar pela faixa "Nas Ruas" do superclássico "Vivendo e Não Aprendendo". Época boa e fértil. "Dias de Luta", "XV anos", "Envelheço na Cidade", "Flores em você" arranharam na minha vitrola. As angústias e sensações que somente jovens daquela idade (e alguns mais velhos) entendiam. "Longe de Tudo", Núcleo Base", Pobre Paulista", "Tolices", "Nasci em 62", "Receita pra se Fazer um Heroi" (tive uma namorada que conheci em razão dessa, acreditem...rs), "Rubro Zorro", "Pegue essa Arma" (Scandurra mudou o começo por parecer muito Duran Duran... Juro), "Cabeças Quentes", "Prisão das Ruas" (putz...) ou "Um dia como Hoje"... É tanta citação que transbordam as histórias. Num tempo em que ouvia-se o disco inteiro. Os dois lados (vinil, né?). "Gritos na Multidão" anunciava Edgard ou Nasi... Fui a dois shows deles... Não pensem que eram somente as meninas que vinham à cabeça. Nada... Os porres com a turma, as festinhas proibidas, as tardes com vinhos vagabundos, as praias em dias nublados (no RJ), a reunião na casa de um para escutar novos sons... Tudo! Aquele puta fora que você tomou numa "Tarde Vazia" e ninguém ligou... Rsrsrsrs... "... E me valeu o diaaaaaa ..." Às vezes não. A galera buscava a mpb também... Chico, Caetano, Gil, os Secos & Molhados, Mutantes, Clube da Esquina, etc... Mas, para a gente que tinha hormônios a mil, era necessário um "punch"... E aí fazia-se obrigatória a presença de uma guitarra e atitude. E, comigo eram os quatro primeiros trabalhos do "IRA!. Eu fiquei encantado com o sotaque paulistano deles... Era um diferencial pra mim. Quase um "Mod"... Ahhhh... As roupas também... Tudo caminhando conforme o rock. Cada um vinha com um jeito, um som, um traje ("... ponho meu capote e está tudo beeeem... Está tudo bem...") ou um estilo. Uau! Revisitei os ditos discos e a cada faixa ia lembrando-me. Depois, não contente, corri paras as entrevistas dos trabalhos. São informações relevantes. Você acaba re-conhecendo a canção. Ver e saber de detalhes de produção e ideia do cara a respeito denota novo alumbramento. Acredite! Eu não sabia os reais motivos para gostar tanto daquele som e sotaque. Eu só sabia que eu curtia demais. E, que sorte a minha de poder expressar (um pouco) de tudo aquilo. Não é nostalgia. É vivenciar a música, de fato. Do show de 81 na PUC de São Paulo a entrega da palheta de Edgard para o meu amigo num sábado vadio... Lá foram-se muitos anos. "Do caraaaaalho". Leve a mal não! 

https://www.youtube.com/watch?v=2luCOZgc8Zk

ESSE FILME EU JÁ VI

Fazendo uma busca pela memória eu me lembro de algumas frases que marcaram minha infância e adolescência... Tudo isso motivado por uma busca numa caixa de sapatos com fotos antigas que fiz no fim de semana. Pois é... A casa dos meus pais sempre foi extremamente cheia: irmãos, primos, tias, etc... Regada a muita música (daí veio todo meu "background" e despertar) e birita. Estilo italiano mesmo. Só que havia outra parte árabe também. Daí vocês podem tirar. Além do tom alto e firme das conversas (às vezes discussões) tinham algumas "sentenças" que se repetiam. No começo - eu ficava puto. Discutia e rebatia feito jovem rebelde que eu era (nunca fui santo mesmo). Em seguida, com o passar dos anos, fui percebendo que o embate só piorava as coisas. Passei a incorporar a ironia ao discurso. Isso deixava os familiares mais putos, porém eu não. Rsrsrsrs... Perfeito! Um clássico na casa era: "Esse filme eu já vi"!!!! Mesmo que fosse inédito, lançado no ano ou coisa assim... Até hoje eu escuto. E, diante da incredulância minha havia a réplica: Léo, esse não é aquele filme com o fulano? No final ele termina com aquela menina... Rsrsrsrs... Isso era sério! Eu ria somente. Devem haver... Sei lá... Uns quatro, cinco milhões de filmes por aí. E eles achavam que estavam atualizados. Na maioria das vezes não tinham visto. Acredite. Mas, tinham dias que eles acertavam. Eu cresci com bastante "bagagem" para escrever. Era só colocar a memória para trabalhar. Fato. Outra boa era quando a gente sentia fome depois das 22, 23 horas... Minha mãe mandava na lata: Vai dormir que o sono alimenta! Uau! Essa eu filtrei e vetei na educação da minha filha. Maldade, né? Nesse instante as pessoas podem pensar: Como era isso? Havia muita firmeza e retidão nas duas famílias. Os patriarcas eram casmurros e rudes. As matriarcas, cozinheiras de mãos cheias, eram donas da cozinha. Ninguém entrava incólume nesse terreno. Machista? Certamente. Mas, a casa não era minha. Agora; tudo isso levou a certas impressões da minha família sobre mim. Como eu sempre escrevi, escutei música, tinha boa oratória e um tom rebelde passaram a me respeitar e acatar minhas sentenças também. Hoje eles me acham o erudito do clã. O sábio da família. Sinceramente, não sei se tenho essa "pecha" toda não, mas eu não ligo. Prefiro achar (e saber) que todos têm um saber "x" e cada um contribui da melhor forma. Pelo menos eu tento. A sabedoria é, antes de tudo, humilde, certo? Uma última que eu ria bastante era: "Ué, não é nada, não é nada, não é porra nenhuma" !!!! Autoria da ala masculina embriagada (se bebia muito) e cercada de risos. Era divertido, no fim das contas. Família! Todos temos uma. 


NEWS


- Foi anunciada uma pequena mudança no clássico "Prêmio Jabuti" (principal honraria literária). Além dos votos de juri teremos, pela primeira vez, o voto popular. A CBL (Câmara Brasileira do Livro) - que premia os escritores juntamente com a Amazon (plataforma) entraram com a ideia de inserir os leitores para votar em tal honraria. Assim, através da plataforma dar-se-á os votos online. Hmmm... Justo.

- Comecei a ver a série argentina "El Marginal" (Marginal) no streaming... A narrativa passa-se numa penitenciária em Buenos Aires. Um policial infiltrado (fato que só é revelado no decorrer da trama) tem uma dura missão lá dentro. O ritmo é bacana. Gosto de diálogos espanhóis (castelhanos). É um policial tradicional e está divertindo... Falarei mais nos próximos posts... Quiserem tentar...


- E, mais uma vez o Depeche Mode acena com um possível show no Brasil. A banda inglesa está com álbum novo (não liberado) e pretende fazer turnê dele. Bom... Começaram os boatos de América do Sul e tal... Claro que sempre se pensa no Brasil. Ok... Mas, essa deve ser a enésima vez que eu escuto isso. Adoraria vê-los, mas só acredito mesmo quando entrarem no palco. Juro. Fica a dica e o resguardo.

- Lembram do mágico e cineasta George Méliès? Autor de "Viagem à Lua"(foto)? Um dos caras mais inventivos do cinema e colaborador de técnicas inovadoras para o mesmo. Pois então... Descobriram na República Tcheca um dos filmes perdidos do mestre. Como o nome estava trocado dentro do Arquivo em Praga nunca se deram conta. Mas, "Match de Prestidigitation" está lá. Um curta bem minúsculo, mas é original. 


TRACKLIST

Just Like Woman (Bob Dylan)
Lay Lady Lay (Bob Dylan)
Ballad of a Thin Man (Bob Dylan)
Highway 61 Revisited (Bob Dylan)
Jokerman (Bob Dylan)
Mr. Tambourine Man (Bob Dylan)


Yeah!

domingo, 9 de outubro de 2016

Pauta de Hoje: Renato Russo, Casa de Cultura Laura Alvim, Wilco, Shows, News, etc...


RENATO RUSSO

Dia 11 próximo farão 20 anos da morte do cantor da Legião Urbana. Importante data por ser um cara diferente, estiloso e sagaz. Mais que isso: liderou uma das mais relevantes bandas nacionais da música pop. Todo estudioso de música sabe da importância da banda para o cenário brasileiro. Não precisa nem de ensino médio completo para tal. Mas, deixemos isso de lado e vamos a uma simples brincadeira: como vc, homem (mulher) feito (ou não) lembra-se da primeira (ou primeiras) impress(ões)ão da música da Legião e por conseguinte da voz de Renato? Pode ser? Bom... Eu puxo a questão... O ano era 85 e eu estava em casa. Um menino sem nada pra fazer. Puxado por um primo e seu amigo mais velho (tinham 12 e 14 anos) passaram na minha humilde choupana e chamaram-me para ir a uma festa (festa estranha com gente esquisita... Eu não tô legal...rsrs) sem compromisso. Animei-me, claro. Eu conhecia RPM, Ultraje a Rigor e Paralamas somente. "Vai tocar um som maneiro, Léo, bora!". Dessa maneira eu fui. De fato, a festa tinha um monte de adolescentes mais velhos e esnobes... Mas, tinham os "outsiders"... Uma certa altura rolou um som bem agitado e chamou-me atenção. Era "Geração Coca-Cola"... Foi cantada com entusiasmo e eu curti. A marca de refrigerante nunca deixou-me esquecer. Porém, eu não compreendi a mensagem da letra. Apenas gostei mesmo. Recordo-me de ter ido ao quarto (algum cômodo) - sim, nessa época as festinhas eram nas residências mesmo - e ver algumas revistas de música e "posters" de rock. Isso animou-me. Eu começava a ficar cansado, pois eu era moleque e não tinha hábito de virar a noite. Eu tinha nove, dez anos. Pera lá tb... Rsrsrsrs... Vez em quando procurava um canto para descansar. Não queria "estragar" a festa dos caras que chamaram-me. Falei que queria relaxar (não foi esse o termo, mas) e convenci-os. Tocou pela segunda vez a tal da música... Aquilo fez-me pensar deitado. "Geração Coca-Cola"... Hmmmm... Algum tempo depois um dos caras entrou no quarto e eu aproveitei para perguntar sobre o som. "É Legião Urbana!". Nesse instante tocou "Será" - e ele emendou: essa também é deles... A melodia era diferente. Mais harmoniosa e bela. Menos "punch". E eu também gostei. O cara disse-me que os músicos eram de Brasília e que aquele era o segundo disco. Mostrou-me a capa. Fiquei olhando aquele bege/marrom claro com o escrito "Dois" no meio... A memória impede-me de narrar mais, pois não fixei mais nada... Um ano depois - pedi dinheiro e comprei o tal disco. Ouvi sem parar. Todo dia... Nesse ano - uma menina nova havia entrado na escola. Todo ano tinha, né? Os meninos em fúria... Rsrsrsrs... Claro que todos apaixonaram-se (será????) pela menina. Na minha cabeça a canção "Quase Sem Querer" era a predileta. Gostava do disco inteiro, porém essa foi a canção de amor (?) que eu identifiquei-me. Como passe de mágica associei à ela. Músicas são fodas também nesse sentido... Brrrr... Como eu estava gostando dela resolvi transcrever partes da música para ela. E, deixei dentro da mochila (eita!!!!) dela. Assinado, hein?. Eu era macho (!!!!!) pacas... Rsrsrsrs... Ela pegou, leu e sorriu. O que rolou depois disso é lenda... Outro dia eu conto. Mas, o trecho era esse: ".. E ainda estou confuso. Só que agora é diferente. Estou tão tranqüilo e tão contente..." E esse: "...Me disseram que você estava chorando. E foi então que eu percebi como lhe quero tanto ..." Por muitos anos essa música perseguiu-me. Obviamente que depois de tudo eu cresci, amadureci e passei a conhecer muito mais som... O punk brasileiro, o punk gringo, o pós-punk, o indie, underground, etc... Entretanto - a Legião Urbana sempre teve seu lugar na minha vida porque vivi (de fato) os anos oitenta como deveria: impaciente e indeciso. Confuso e tranquilo. Nah... Nem tanto. Mas, a música sempre foi o catalizador central da minha trajetória. Pelo menos até aqui: quarenta anos. Por mais que a memória traia-me terei boas histórias para contar. Como eu comprava vinis e escutava avidamente ficou um baú de memórias para contar. A Legião Urbana sempre teve essa proximidade com a juventude e suas armadilhas. E você? Como foi que ouviste a primeira vez? Conte-me. E viva Renato! "Força Sempre"




CASA DE CULTURA LAURA ALVIM

Laura Alvim foi uma atriz que não teve o menor apoio da família. A casa (que leva o nome dela) famosa e imponente em Ipanema foi sua residência desde seus oito anos de idade. Período que a mesma foi (1908-1910) construída. Depois de adulta decidiu fazer do local seu palco para declamações, espetáculos de peças e arte. Emprestava aos demais artistas para os mesmos fins. Na década de 60 passou enormes dificuldades financeiras e o local tornou-se abrigo para imigrantes nordestinos. Antes de morrer (1983) doou o casarão para fins culturais. Assim ficou. Em 1986 (três anos após a morte de Laura) foi inaugurada como Centro Cultural. Bacana né? Pois é... Já fui em peças ali e cinema também. Sempre tive uma queda pela casa. Há tempos - o Centro Cultural andava mal das pernas e uma nova reestruturação era necessária. Fechou para balanço. Depois de muito tempo a nova Casa de Cultura Laura Alvim foi reinaugurada. Especificamente no dia 19 de setembro. E que seja por um loooongo tempo. Hare!

Obs: Laura era filha de Álvaro Alvim - médico e introdutor do raio-X no Brasil. 


NEWS

- New Order vem mais uma vez ao Brasil. Uma apresentação única em São Paulo no dia 1 de dezembro no Espaço das Américas. Como Peter Hook tem uma apresentação marcada para o Brasil com a sua banda começou aquele debate em qual show ir... Rsrsrsrs... O mundo dá voltas e acaba repetindo-se, né? Quem conhece a história da banda e sobretudo dos músicos em si sabe exatamente o grau disso tudo. Porém, honestamente, a escolha que for feita será a melhor. Um ou outro (ou ambos). O que importa é ser feliz. Vai por mim... Eu sei que vi a banda com Peter e estou muito feliz. Rsrsrsrs... O resto é lucro.

- Rock in Rio 2017 começa a destacar seus line-ups... Hmmmm... Red Hot Chilli Peppers, Aerosmith, Maroon 5... What????? Se o Lolla já estava chato imagine o RIR? Remendos de bandas duvidosas e um (mau) gosto do cacete! Terrível. A família Medina é um engodo nesse meio. Enfim... Bom show a quem for. 

- Show bacanudo mesmo foi do Wilco essa semana. Estou correndo atrás na rede para ver o máximo de músicas que eles tocaram... Amigos e amigas adoraram! O Circo adorou. Foram duas horas e meia de deleite aos fãs. Eu assisti-os em 2005. Foi ótimo. Parece que esse foi melhor ainda. Eita! Muita gente boa saiu de outros estados para ver esse show. Gente do ramo, hein? Boa! Muito boa.

- Recomendo fortemente a exposição do fotógrafo Alberto de Sampaio. Ela está no Centro Cultural dos Correios, no Centro. Ela começou dia 6 de outubro e fica até o dia 4 de dezembro... De graça... É uma homenagem a fotografia amadora. São imagens lindas do Rio de Janeiro de uma época distante. Tem uma da Avenida Rio Branco lindíssima, dividida em PB... Outra melhor do morro do Castelo com a pedra SEM o Cristo Redentor (foto). Lindo, lindo! Outra de Copacabana ainda cercada de casas e fazendas com a areia deserta. Uau! Merece muito ser vista. Aproveite!



TRACKLIST

Sit Down (James)
Laid (James)
Sometimes (James)
She's a Jar (Wilco)
California Stars (Wilco)
Jesus, Etc (Wilco)




Yeaaaah!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Pauta de Hoje: 2ª Parte


SEGUINDO...

PARTE 2

Caso eu não tenha apresentado Steph - ela era minha melhor amiga. Mulher prolixa, sábia, com uma mente ácida e engraçada. Ela era professora de História e minha confidente. Não saberia viver sem ela. Infelizmente, adoecera e tratou de esconder de todos o que acometera. Inclusive pra mim. Aquilo deixava-me transtornado. Enfim... Birmingham, cidade-destino talvez me trouxesse paz e serenidade. Passei a planejar um pouco de saúde para mim. Comer bem, respirar um tipo de vida “low profile”, acordar cedo, bebericar de maneira responsável e com os sábios velhos ingleses.

Foi servido um café no trem, mas, preferi um chá de ervas aromáticas. Estava começando a me aclimatar com a mudança de estilo. Decerto, me senti meio fresco, mas, era preciso. Cheguei de noite. Avistei um simpático pub britânico e entrei. Pedi uma vodka Polonesa que era um dos carros-chefe no cardápio de bebidas. Pra acompanhar, uma torta de amora. Diferente de Londres, as pessoas ali tinham uma certa alegria e calor. Divertiam-se com muitas piadas e emoção. Transmitiam isso...
Eu revia alguns dos materiais que já tinha e começava a formatá-lo para o jornal. Separava o que de mais novo e construtivo fosse. Deixava de fora alguns excessos banais. De repente, comecei a indagar-me sobre o real motivo de estar ali. Eu já havia cumprido a minha primeira missão de ver meu grande e infeliz amigo Seth. Doía não poder fazer muito ou não passar os dias restantes com ele. Quiçá sanar suas dores. E estava bem encaminhado na minha missão profissional. O que faria depois disso?
Voltaria pra casa? Procuraria por Steph? Por Seth?
E de que adiantou ter encontrado-os por alguns poucos dias?
Qual era o genuíno significado disso tudo?
De lá fui para o hotel mais perto. Não ficaria muito tempo mesmo. Liguei para a casa de Seth... Havia passado alguns dias. 
O telefone chama e quem atende não é Seth:
- Lenny?
- Sim. Quem fala?
- Sou eu Lenny, avô de Seth.
- Ah, sim. Como vai o senhor?
- Lenny: Seth faleceu!!!!
- Como?
- Seth faleceu.
- Meu deus!!!!! Estou indo direto para aí...
Peguei o primeiro trem para casa de Seth. Lá cheguei e o encontrei no chão com sangue. Bastante sangue. “Ué, não foi a doença? “ – pensei comigo.
Diante do meu semblante o avô de Seth explicara que seu neto havia cometido suicídio.
Desabei nesse instante. Perdia ali, de fato, um dos meus maiores amigos. Uma das pessoas mais generosas que esse mundo conheceu e homem de princípios idôneos. Um filósofo por excelência.
Seth apenas iria engordar os números de casos de suicídios no País. Apenas...Viraria um número tão somente. Algo na qual ele mais odiava: a desumanização inexorável da vida.
Olhava para Steph e fintava seus olhos com imperativa raiva. Ela entendera o recado.
O Funeral de Seth foi simples, porém profundo. Ao menos para mim. Ele foi enterrado num campo bonito, repleto de verde e ternura. Seu avô me concedera a honra de emitir algumas palavras antes de terminar o enterro.
Parei, pensei...Pedi desculpas aos mais idosos e acendi um cigarro. Comecei meu pequeno discurso com um palavrão proferido com todo poder do meu pulmão...Isso embaraçou alguns presentes, mas eu não estava nem aí...
"Seth foi um dos homens mais circunspecto que eu havia conhecido. Dono de uma generosidade notória e coração puro. Ali naquele caixão não tinha mais meu amigo; ali jazia carne morta. Ele já estava em outro plano, fumando e nos observando. Mais sábio e mais experiente nesse momento. Era isso que ele procuraria primeiro ao morrer. Tinha certeza disso. Seth: foste um homem na concepção e propriedade da palavra. E decidiu a hora de parar. Pois, ele tinha o controle de sua vida. Ao perder – manteve-se fiel até o fim”.

Nessa hora, algumas pessoas bateram palmas timidamente. Eu emputeci-me e provoquei-os:
- Nada de timidez. Batam palmas...Esse homem merece...Batam com força e demonstração de nossa admiração por ele. Batam palmas para esse homem...Ele merece. Seu ato final pode constranger e ser reprovado por muito de nós aqui, mas ele foi um artista. E seu suicídio foi bem mais significativo do que a espera pela falência sepulcral que o aguardava.
O livre arbítrio era assim. Poderia ser amor, amizade, raiva, tesão, ódio, paz, etc. O mistério era a freqüência desses sentimentos todos. O “controle”. Ou você dominava ou era dominado. Para qualquer exemplo que direcionássemos lá estava o tal do controle em ação. Um homem que ama demais e se mata. Ou um tolo que perde o controle de seu corpo e exarceba-se em doses letais. Um chefe de estado que não governa seu povo com inteligência e entrega-o para anarquia suicida. Ou até um louco religioso que extermina outro religioso em nome de Deus. Tudo isso é controle.