quarta-feira, 29 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Leonardo Padura, Cinema, "Uma Linda Mulher", Braseiro da Gávea, Bergman, Trump, etc...


Ao abrir o meu blog, na área de postagens estava exibido a seguinte mensagem: "...As leis da União Europeia exigem que você informe os (sic) visitantes da União Europeia sobre os cookies usados no seu blog. Em muitos casos, essas leis também exigem que você obtenha o consentimento deles ..." 

Sentiu a imposição? Pois é... Por enquanto eu passei batido pela mensagem e sigo sem dar nenhuma explicação a União Européia, Americana ou quaisquer que sejam... Exigir algo de mim não funciona. Pedir, solicitar já é um bom começo... Hunf!

LEONARDO PADURA


O quão auspicioso fiquei ao me deparar com uma série de programas brasileiros com o escritor cubano na pauta. Decerto que ele veio ao país para a FLIP - a priori - porém o que decorreu daí foram uma série de encontros e entrevistas aonde eu e quem mais pudesse veríamos o escritor dissertar e argumentar acerca de inúmeros assuntos. E bota "inúmeros" aí... Parecia que cada entrevistador queria arrancar-lhe o couro. No sentido bom... Como se fosse "raspar o pote"... Ou extrair tudo de seu cérebro. Em parte foi fantástico, pois consegui absorver uma série de informações históricas e filosóficas de um homem de 60 anos que nasceu e viveu (e ainda vive) em Cuba, mas viajou boa parte da Europa e Ásia em busca de acontecimentos importantes que somente os livros contam e de maneira rasa. Não só para os seus livros como para sua vida. Seus romances são ricos em dados históricos e acadêmicos. Suas pesquisas são profundas. Experimente ler, por exemplo, "O Homem que Amava os Cachorros" ou o atual "Hereges"... Todos os dados ali são "fatos". A ficção entra no talento e na habilidade de Padura para encaixar a narrativa. Porém, muitos historiadores admitiram que os livros servem (e muito) para se aprender sobre história. Muito de seu trabalho vem de pesquisa ou de visitas no próprio país. Como fez na Espanha, Estados Unidos, França, Alemanha e, recentemente na Rússia (Moscou). Contudo, nem tudo são flores: em algumas entrevistas, certos jornalistas usaram de parcialidade (no caso da Revista Veja e Globo) em perguntas ou questões que envolviam Fidel Castro, fome, ditadura e a realidade cubana. Padura respondeu a todas de forma polida e particular. Mas, alguns veículos não se satisfizeram e pareciam mais preocupados em convencê-lo de que estavas sendo superficial ou errático em suas respostas... Ora... Imagine "explicar" a um cubano que ele está errado - e você, um brasileiro que nunca sequer viveu ou tem ideia do que é ser cubano tem todas as respostas? Bastante presunçoso, não? Pois é... Eu não teria metade da paciência... De qualquer forma foi emocionante e encantador observá-lo e aprender. Assim como uma plateia sente prazer em absorver lições de um Mário Sérgio Cortella, o mesmo se aplica a Leonardo Padura. Uma aula de vida.


CINEMA I

Um dos clássicos do cinema moderno, "Uma linda Mulher", completa esse ano 25 anos desde a estreia. O elenco resolveu se reunir para a celebração. Me lembro bem da atmosfera desse. Uma trama típica do cinema, mas com ingredientes eficazes: a beleza de Julia Roberts, o galanteio de Richard Gere e o imaginário de um amor "improvável". Uma ode a Odair José... "Eu vou tirar você desse lugar"... Rsrsrs... Isso com o mundo da moda e dinheiro como elementos adicionais. É um filme de romance bem mais sensual (na minha opinião) do que esses "tons de cinza"... É o que não se vê. Só o que se sabe. E isso tudo ao ritmo de Roy Orbison! Rrrrrrrr!!! Quem é que (com mais de 35 anos) não associa o filme nos primeiros acordes de "Pretty Woman"? Talvez eu esteja errado, porém me dá a impressão de que esse filme daqui a 30 anos ou mais se tornará um dos grandes filmes de amor. Pela trama errática e ousada e por química imediata entre Julia e Richard! Podem apostar.


CINEMA II

Ando circulando muito pelas séries (cada vez mais populosas) e acabo me perdendo. Independente do formato o conteúdo ainda é o que mais me agrada. Mesmo tendo a sétima arte como um dos pilares de minha vida. De "streaming em streaming" caiu na minha vista a continuação de TED (sim, aquele filme besteirol de um urso pouco educado parceiro do bobão Mark Wahlberg). Eu não vi o original. Não é meu tipo de filme. Porém, encarei a continuação como desafio... Rsrsrs... E não é que me divertiu? O urso é desbocado, maconheiro e zoador. Mas, tem índole boa e quer formar família... Sim! Algo completamente louco e irracional, certo? Mas, isso é cinema... O que o urso deseja é fazer seu bebê em laboratório e ser feliz com sua (maravilhosa) mulher. O problema é que o governo o declara "objeto" e não ser humano. A partir daí ele transforma-se em "propriedade". O drama começa nessa fase. E, confesso que desanimei. Beirou um novelão mexicano com uma trama absurda. A questão aí é se divertir enquanto dá e abstrair o dramalhão... Um filme simples, bobo até, porém que tem suas tiradas! Nada demais. A estreia dele está prevista para a primeira quinzena de agosto e deve receber um público razoável. Eu colocaria o bonequinho sentado (pensando em dormir...rs). Valeram os primeiros trinta minutos de filme. Completam o filme, Amanda Seyfried, Jessica Barth e o vilão do primeiro filme, Giovanni Ribisi (ótimo ator). Esqueci de mencionar a participação cirúrgica de Morgan Freeman, claro. Não esperem muito... Aliás, esperem pouco. 

NEWS

- Ainda no cinema... Mas, dessa vez em refinado estilo... O clássico "O Sétimo Selo" de Bergman está no circuito carioca para apreciação dos cinéfilos. Uma obra magistral de 57. Essa é a ideia da Zeta Filmes: colocar clássicos da sétima arte para os fãs e até mesmo para quem nunca viu. Em agosto está programada a entrada de "La Dolce Vita" de Fellini. Corra!

- Para os fãs de uma boa carne: o Braseiro da Gávea está de volta! Foram gastos 3 milhões na obra e exigidos 6 meses de intenso trabalho. A famosa "picanha" do restaurante voltará em agosto (dia 3) com força total. Os sócios prometem a qualidade máxima sempre exigida pelos fãs do acepipe.

- Os brasileiros falam mal (com razão) de certos candidatos que aparecem por aqui em tempos eleitoreiros, porém nos EUA não está sendo nada diferente. A candidatura de Donald Trump tem mexido com os americanos. Certas bravatas e posturas de Trump beiram ao ridículo. E, olhe que não me refiro ao cargo de deputado ou senador... É da presidência do país... Quem acompanha fica constrangido ou revoltado. Parece que o Tio Sam tem um novo "Ronald Reagan" (outrora ator de cinema) no páreo muito mais ridículo. 

- Faleceu essa semana o jornalista Sérgio Leitão (20) acometido por um mal súbito. Sérgio cobriu várias Copas do Mundo e eventos esportivos, mas seu grande furo foi em 74 com o caso do assalto ao trem pagador. Ronald Biggs fora encontrado e preso. O jornalista foi o primeiro a dar a notícia. RIP.


TRACKLIST

Pretty Woman (Roy Orbison)
You Got It (Roy Orbison)
California Blue (Roy Orbison)
In Dreams (Roy Orbison)
It's Over (Roy Orbison)
I Drove All Night (Roy Orbison)


57 anos

CLIC.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Wilco (Star Wars), Faroeste Caboclo (Desconstruída), Godard (filme novo), Casa do Alemão e mais...



Muitos sabem que esse espaço não é dedicado para furos (ui) jornalísticos ou imediatismo da notícia. Logo - não temos pressa ou desejo de ser o primeiro ou o único a comentar, resenhar ou arguir acerca de qualquer coisa. O que me interessa é a informação, o conteúdo e sobretudo a discussão em si. Nada precisa ser pautado conforme o tempo. Não. Aqui se fala de entretenimento, cultura e arte em seu próprio tempo. Essa é uma resposta a uma pergunta que me foi feita "in loco" mais de uma vez... Respondido? Pois é... Baixei e escutei o novo disco do Wilco semana passada, mas fiquei (mais uma vez) sem internet. Desculpem a demora... Segue...

WILCO

"Star Wars" é o nome do nono disco do Wilco. Banda americana formada em 1994. Muita gente gosta de compará-los ao REM pelo folk e o country enraizado em seu som. E, de fato, as bandas têm muitos fãs em comum. Mas, ao contrário dos músicos de Athens, o Wilco sofreu na carreira várias formações até permanecer a de hoje com o vocalista Jeff Tweddy e o baixista John Stirratt - únicos originais - e Nels Cline, Pat Sansone e Mikael Jorgensen - guitarristas e baterista. Esse trabalho é bem curto e direto. São 11 faixas no total em poucos 33 minutos de som. Parece um rock mais cru e de garagem do que os habituais álbuns da banda. Saíram de uma linha mais indie e se aproximaram mais de um rock glam setentista ou até mesmo do rock experimental de um Velvet Underground ou Stooges. A voz de Jeff se aproximou muito da de Lou Reed em Star Wars. Podem apostar. Se um ouvinte desligado ou desconhecido não souber da trajetória do Wilco se confundirá completamente. A banda disponibilizou o trabalho todo em seu site no dia 16 de julho e ficará assim até agosto (15). Corra e baixe, pois é um interessante álbum. E, a gratuidade não é sinal de simplicidade. Não. É sinal de gentileza. As faixas todas estão harmoniosas e gostosas. Mesmo que você não seja um fã deles irá curtir bastante. Eu curti. Outra coisa que me lembrou bastante ao ouvir as faixas foi T. Rex. Há uma porção Marc Bolan em Jeff Tweedy. Certamente. Destaco algumas a seguir... Faixas como "You Satellite" e "King Of You" farão os fãs lembrarem do velho Wilco de outrora. "More..." e "Random Name Generator" acusam golpes glam e trazem Lou Reed (ou Velvet Underground) e Marc Bolan (T. Rex) em ótima forma. "Where Do I Begin" e "Magnetized" fecham as mais indicadas por mim. Ambas perfeitas. A primeira nos remete a lisergia do fim dos anos 60 para os 70. E a segunda - a fase Syd Barrett em seu Pink Floyd. Um som mais etéreo e espacial. Linda. Super bacana. Discão! 


FAROESTE CABOCLO

Aos fãs: não levem a sério... É somente uma brincadeira... Resolvi desconstruir a saga "country" e moderna de João Cristo - personagem de Renato Russo na canção intitulada acima. Vamos lá... Começa que "na escola até o professor com ele aprendeu..." Pergunto: aprendeu o quê? Matemática? Português? Sexo? Assalto? Não saquei...  Ficou uma dúvida. Mas, tudo bem... João foi pra Salvador e lá encontrou um boiadeiro que ia pra Brasília e perderia a passagem? Por que, caralho? Era só viajar... E afinal de contas de onde veio João? Ele foi do nada para Salvador e desceu em Brasília - paraíso segundo a canção. Depois vem um pedaço foda... "Mas, de repente sob má influência dos boyzinhos da cidade começou a roubar"... Ué? Traficar - tudo bem... Roubar, nem pensar... Que porra de má influência é essa? O cara era traficante já e acabou com todos... Cacete! Roubar era o de menos... Rsrsrsrs... O cara era de altos e baixos... Rouba, é estuprado e fica puto. Vira bandidão violento e se arrepende quando conhece uma guria bacana. Maria Lúcia o nome da distinta. Chega o Jeremias e começa a traficar também... Ok. Vira concorrente. Aí surge o verso " E Santo Cristo há muito tempo não ia pra casa..." Por quê? O que é que esse malandro estava fazendo? Maria Lúcia meteu-lhe um par de chifres, claro. O camarada não dava assistência. "Mas, ele viajava muito..." Não. Jeremias também era "traficante" (e de renome, lembram?) e comeu a menina. Casou e fez-lhe um filho. João deu mole nessa... Ok. ok... Maria Lúcia também é bem escrota. Só existiam esses dois homens na cidade? Foda também. Bom... O cara se emputece e chama o caboclo para a porrada. Duelo, na verdade. Arma todo o esquema. Marca hora, fala em encontro e armas... Ao chegar lá ele toma um tiro pelas costas e está desarmado... "Como é que o cara vai a um duelo SEM arma?" Claro. Quem traz a winchester 22 é Maria Lúcia, a vaca. Rsrsrsrs... Aí, sim o corno (rsrsrs) faz a lição de casa: dá cinco tiros no cara e liquida a fatura. Deixa uma na agulha. Bala essa que a Maria Lúcia se mata tb. Agora eu fecho com a pergunta: Não é uma filha da puta essa mulher? Ela fez tudo que fez e deixou o seu filho (ela teve com Jeremias) orfão? Matou o pai e se matou em seguida... E o filho? Foda-se? kkkkkkkkkkkk... Ficaram muitas perguntas no ar... Responda-a uma delas aí junto com a canção... E relaxe!

NEWS

- Chegará aos cinemas o novo filme de Jean-Luc-Godard (foto): "Adeus à Linguagem". A estreia está prevista para a próxima quinta (30). As duas atrações aqui são a nudez 3D que Godard resolve assumir e o cão-ator que desempenha papel importante na película. Confira!

- Notícia ótima... Caiu bastante o número de infectados com HIV. De 2000 pra cá houve uma queda de 35% e a estimativa é de 90% até 2020 (5 anos). O que levam a crer alguns cientistas no fim da doença em 2030. Será? Oxe...

- Segundo o "Spotify" o gênero musical mais ouvido é o hip-hop. Levou-se em consideração um universo de 1000 cidades e 20 bilhões de faixas executadas. Em tempo: Fato que não levou a minha (casa) em consideração! kkkkk... Mas, eu curto o gênero também.

- Essa talvez nem seja do seu interesse... Mas, para quem é do Rio e passa pela BR 040, famosa "Rio-Petrópolis" vai curtir a notícia: A Casa do Alemão, ponto fundamental e conhecido pelos melhores croquetes do trecho faz setenta anos esse ano. Ainda não se sabe como será comemorado, mas estão sendo recolhidas diversas fotos do estacionamento ao longo dos anos. Só de automóveis ali parados temos uma linha enorme de mudanças de design, estilo e cor. 


CURIOSIDADE

Uma pesquisa feita pela YouGov (EUA) afirma que o ser humano diz "eu te amo" apenas para, no máximo, três pessoas. Hmmm... 

TRACKLIST

The Joke Explained (Wilco)
You Satellite (Wilco)
Magnetized (Wilco)
Random Name Generator (Wilco)
Satellite Of Love (Lou Reed)
Berlin (Lou Reed)
Magic And Loss (Lou Reed)


CLIC.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Tame Impala (Currents), Parlamento da Hungria, Educação, Neil Young, Taxis entre outros...


TAME IMPALA

Sai, oficialmente, amanhã (17) o novo disco do Tame Impala. Chama-se "Currents" e será lançado pela Intercospe Records. Terceiro disco de Kevin Parker e sua trupe. Já falei dele (Kevin) por mais de uma vez aqui. A banda sempre me chamou atenção pela criatividade e beleza. Kevin Parker é um músico talentoso e ao que demonstra tem fôlego para passar pelo soul, pela disco, pelo rock, pop, eletrônico com enorme intimidade e modernismo. O som do Tame Impala sempre surpreende o ouvinte. Os efeitos, reverbs, phases e tudo mais que os sintetizadores mágicos puderem fazer será feito. E, de modo surpreendente. Depois de dois discos bons (diria até ótimos) como "Innerspeaker" e "Lonerism" mais rocker e com guitarras viajantes esse trabalho coloca o baixo e os teclados mais em evidências. As guitarras são meras convidadas. Isso não é demérito. Aqui tudo é feito com esmero, dedicação e doses altas de lisergia. O que sempre gerou comparações com Pink Floyd na fase Syd Barrett ou Yes. Mas, eles vão além: juntam essas influências todas e produzem um novo som. Mais moderno e aberto. Do jeito bacana de se fazer. Das treze faixas ali eu gostei de tudo. Sinceramente. Acho que esse álbum é um dos melhores do ano. Me impressionou muito. Claro, que tem faixas com 58 segundos ou alguns minutos... Faixas mais incidentais... Não atrapalha em nada. Tirando essas, destacaria seis super canções: "Let It Happen" (uma disco maneira e super imprevisível), "Cause I'm a man" (me pegou de jeito. Achei a melhor na primeira audição), "Yes I'm Changing" (efeitos e levada muito bacana), "The Moment" (linda canção... linda... Passei a achar essa a melhor do disco na segunda audição), "The Less I Know The Better" (um funk em alto estilo. Classudo) e "New Person, Same Old Mistakes" (título perfeito e som bacana). Faço uma menção honrosa aqui para "Disciples" - que é curtíssima, mas bem autoral. O disco parece ser sucesso de crítica. A média do trabalho de Parker gira em torno de 9.0. Tá bom pra você? Pois é... Ouça com carinho e tenho certeza de que gostarás e guardarás no coração. 


NEWS

- Brasil segue mal na educação... Nas avaliações sobre as Universidades dos países integrantes do BRICS - todas as nossas caíram no ranking. Exceção feita a Unesp.

- O Parlamento da Hungria autorizou a criação de um muro ou barreira de 175 quilômetros de extensão com a Sérvia para impedir a imigração ilegal. Hmmmm... Já vi esse filme antes!

- Sobrou para Apple Music e Spotify... Neil Young retirou seu trabalho (obra) do Streaming. A reclamação é pela "má qualidade" do som. Segundo, o cantor canadense, o seu trabalho fica amplamente prejudicado pela péssima qualidade das ferramentas. Todo mundo sabe que Neil é militante mesmo nessas causas. O cara entende do riscado. Por ora está tudo encerrado. Ele espera que seus fã entendam... Mas, deixou aberta a porta: "Se eles melhorarem - eu posso voltar".

- Carrasco do Brasil, em 50, Ghiggia, uruguaio, 88 anos, faleceu hoje, dia 16 de julho, mesmo dia em que o atacante, com um chute de perna direita fez chorar milhões de brasileiros. O "Maracanazzo"... Coisas do futebol! RIP.


TAXI

Estava lendo uma história com a Fernanda Torres em que ela foi personagem. Passou-se na França e com um taxista. Ela usou o Uber para chamar um profissional. Quando chegou - por susto ela viu um carro velho com um haitiano dentro e SUA NAMORADA. Yeah!!! Corrida a três... Mesmo com um certo receio, Fernanda pegou o taxi e foi-se embora com eles... A viagem foi estranha, mas honesta. Segundo a atriz. Aí eu me lembrei de uma mesma história que eu passei em Cuba... Assim que cheguei no aeroporto - não falava lhufas de espanhol (isso melhorou muito depois) fui disputado por vários taxistas... Porém - o que eu peguei já tinha um camarada dentro. Ele me explicou num "portunhol" muito merda que eles trabalhavam juntos... Pausa para um misto de receio e curiosidade. Achei que eu iria pro saco ali. "Me fodi"... Dois caras num taxi com um turista? Vai dar merda! Para a minha surpresa cheguei são e salvo e ainda me ajudaram muito a desenrolar uma história com uma vizinha cubana complicada. Essa é uma outra história que um dia eu conto. Lembrei disso pelo fato de ter duas pessoas no carro. Saibam que certos taxis em Cuba vão até mais pessoas... Coletivão mesmo! Cinco, seis pessoas... Dentro de cadillacs, Buicks... etc... E paga-se 50 centavos a um real... Hoje deve estar dois reais... Já convertido. É super barato. O serviço não é do cacete, mas é super barato. Na França, o mesmo se aplica, mas o serviço (dizem) é de primeira. Por isso - o Uber no Brasil é sinal de melhoria, na França nem tanto...

TRACKLIST

Low (REM)
Never Letter Sent (REM)
Electric Blue (REM)
Wanderlust (REM)
Begin the Begin(REM)
Me in Honey (REM)


RIP

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Anima Mundi 2015, Cinema, Caymmi (Exposição), Muralha da China, Depp e Calor Europeu...


ANIMA MUNDI

Em sua 23ª Edição, o Anima Mundi - um dos maiores festivais de animação do planeta chega ao Rio de Janeiro e de casa nova. Quem receberá o evento será a Cidade das Artes (Barra) já nessa sexta (10) e vai até o dia 19 (domingo). Claro que, a programação se estenderá a outras praças como o Oi Futuro Ipanema, Auditório do BNDES, Odeon e Ponto Cine. O festival contará com 450 filmes (escolhidos entre 1.600) de mais de quarenta países. Os curadores do evento são Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães. Os destaques estão "Quem vai pagar a Conta?" (alemão - parábola ácida de quatro minutos entre um leão, leoa, hiena, abutre e uma zebra todos vestidos de terno e gravata num debate televisivo), "Luma" (Israelense - influência da tecnologia no cotidiano humano), "Dissonance" (Alemão - fantasia perturbadora feita em computação gráfica) e "Chase Me" (Francês - bonecos criados em impressora 3D que fazem cair o queixo). Para quem adora uma animação esse é o "programa". Confira a programação nos jornais, horários e preços. Vamos?

DORIVAL CAYMMI

Para quem sabia apenas sobre a arte musical de Caymmi, pasmem... Ele gostava muito de desenhar. Tanto que resolveram reunir suas ilustrações acerca de algumas canções e transformar numa exposição. Músicas como: "O que é que a baiana tem?", "A preta do Acarajé", "Dora", "Marina" e "Milagre", por exemplo, estão bem ilustradas pelo próprio autor. A exposição já esteve em Salvador e São Paulo. Chega no Rio e fica até o dia 30 de agosto. De quebra - são exibidas também fotos, áudios e vídeos da família do músico.

Aos Olhos de Caymmi - Canções Ilustradas
Instituto Antônio Carlos Jobim
Jardim Botânico
Entrada Franca


NEWS

- Assisti ao último filme de Johnny Depp, "Mortdecai - A Arte da Trapaça" e quase morri. Desmaiar seria injusto. Rsrsrsrs... É um fiasco só. A começar pela própria atuação de Depp. Mesmo relutando em criar uma nova "persona" ele segue com os trejeitos de Jack Sparrow... Johnny precisa descansar e rever alguns papéis. A trama também é boba e chata e tudo é previsível demais. Mesmo que o roteiro fosse interessante e até é, o ritmo e os diálogos não ajudam. Ewan McGregor e Gwyneth Paltrow participam também do filme e não ajudam em nada. Apenas dividem o MICO com Depp. O filme serve somente para um eremita que nunca conheceu o ator e quer se distrair. Apenas. Respeito muito Depp, admiro por demais seus filmes, mas dessa vez foi "barra". Terrível. Respire Johnny e curta seus cães... 

- Vem aí um disco em memória de Gonzaguinha (talvez um dos poucos poetas brasileiros sem influência inglesa) em virtude dos 70 anos que faria esse ano. Tudo está sendo preparado por seu filho, mas ainda não tem data certa para sair. Estão reunindo personalidades (cantores de quilate mesmo) para o repertório. Fase pré-produção. Porém - tudo leva a crer que em setembro ou outubro teremos um tributo condizente ao cantor.

- Uma tempestade de calor (Ui...) vinda da Africa agitou o continente europeu. Essa semana nos principais tabloides brasileiros apareceram imagens, sobretudo da Espanha mostrando o quão calor fazia. Uma das fotos tiradas vinha com o título: Madri, 40 graus. Crianças e adultos se refrescando numa fonte no centro da capital. Foto tirada no último dia 2 (quinta). Uow!

- Trinta por cento (sim... 30%) da muralha da China desapareceu. Assustado? Pois bem... São furtos de pessoas que usaram seus tijolos para construir suas casas!!!! UGH! E aí? Porra!!! Crise? Desrespeito? Canalhice?

- Essa é pra mim: Por conta de uma seca na Espanha e uma praga na Itália, caiu 30% a produção do azeite de oliva. Com essa crise aumentou-se muito o preço do óleo. Aiaiaiai... Sou um fã incondicional de azeite! Oxe...


TRACKLIST

O Tempo não Para (Cazuza)
Faz Parte do meu Show (Cazuza)
Ideologia (Cazuza)
Brasil (Cazuza)
Só as Mães são Felizes (Cazuza)
Eu preciso Dizer que Te amo (Cazuza)


CLIC.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pauta de Hoje: Cinema (Duas Sessões), Discos Novos, Dólar, Economia, Tracks, The Cure (Bio)...


CINEMA

De uma tacada só vi dois filmes por escolha aleatória. O primeiro chama-se "Slow West" que ainda não entrou em cartaz no Brasil. Sinceramente, não sei como será a tradução do título. Prefiro até nem saber...Rsrsrs... Mas, como o título já diz se passa num oeste dos Estados Unidos em pleno século XIX. A história de amor entre um jovem (Kodi Smit-McPhee) de 16 anos e sua amada (com mais idade do que ele). Ela (Brooke Williams) foge para perto da fronteira acusada de um crime. O menino sem saber como e nem direito aonde procurar se aventura nos perigos de um oeste cheio de bandidos e armadilhas típicas para forasteiros. Nessa jornada ele encontra Silas (Michael Fassbender) - um misterioso cowboy que o ajuda em sua procura. A trama é bem escrita e desenvolvida em ritmo lento. Tal como o título diz (será?). Não há tanta violência clássica dos "westerns", mas há um clima soturno e country. Fassbender assume o papel de protagonista sem dividir com o rapaz irmãmente o posto. O cenário todo é palco para a habilidade e ação do cowboy cabendo ao jovem a ideologia de um amor e a certeza de que aquela jornada é necessária. São quase duas horas de filme sem delongas. Apesar disso, em certos diálogos existe uma simbiose entre a juventude inocente e a experiência contaminada. O resultado é suficiente para alcançar tal objetivo. Porém, nada fica tão óbvio assim. É um filme bom, honesto e que certamente agradará ao público. Na classificação dos críticos ele deverá estar "sentado" (bonequinho) observando. Nada mais que isso. A direção e o roteiro são de John Maclean, estreante em cinema. O segundo filme é "The Gun Man" (O Franco Atirador) estrelado por Sean Penn. O filme se baseia no romance de Jean-Patrick Manchette. Até pensei no clássico filme com Robert de Niro (de 1978), porém não se trata disso. No filme, Sean é um espião que executa o Ministro da República do Congo. Missão feita, ele retorna a sua vida. Porém, oito anos depois seus próprios chefes e comparsas o enfiam numa emboscada penal. O assassinato volta a pauta e agora ele está na mira da justiça e da organização. A enxurrada de críticas ruins acerca da trama se justifica: o ritmo e a ações lembram a de uma novela vespertina. A corrida de Penn para limpar seu nome esbarra em falta de emoções mais maduras e apela muito para o politicamente correto. O roteiro também é pra lá de batido. Nada que um simples amante de cinema não tenha visto e pior: deduzido até o fim. Não curti esse filme. Foi bastante decepcionante a desenvoltura e os papéis. O filme ainda conta com Javier Bardem num papel mínimo e a atriz Idris Elba. Mas, não há redenção. Trabalho fraco e "light" ao extremo. Se ao menos explorassem os conflitos entre EUA e o Congo ou os próprios diálogos entre os envolvidos, mas tudo se resume a ação. Parece um conto de adolescentes. Completam o time os atores Mark Rylance e Jasmine Trinca. A direção é de Pierre Morel (Distrito 13 e Busca Implacável). Boneco dorme! Infelizmente...




MÚSICA

Algumas boas novas saíram aqui no País... Outras nem tanto. Depende do seu gosto musical e de sua "fase"... O produtor e DJ Mika lançou mais um álbum - "No Place in Heaven" - em junho. Esse é o seu quarto álbum. Acho bem bacana a fase mais antiga dele. Curto a criatividade e a disposição de Mika. Posto isso, confesso que não curti muito esse trabalho. Abusa um pouco dessa mesmice "ensolarada" de DJs pelo mundo afora. E, eu sei que o produtor não era assim. Destaco "Rio" (uma ensolarada e bela homenagem dele a nossa cidade maravilhosa), "Last Party" (homenagem a Freddie Mercury) e "Talk About You". Outro que saiu em junho foi o disco "Beneath the Skin" da banda Of Monster And Men. Mais um trabalho que divide um pouco opiniões. Eu gostei bastante de algumas canções e outras achei fracas. Parecia que escutava bandas distintas... Uma impressão esquisita. Das fracas me remetia a esses novos sons repetitivos com vocais isolados e batidas marcadas manjadas. O que é curioso já que as faixas mais bacanas pegam um som bem mais roqueiro com indie e folk. Isto é: que confusão é essa? Mas, tudo bem... Anote aí as faixas boas do álbum (na minha opinião): "Hunger", "I Of the Storm", "Empire" e "Crystals". Coisa boa. Pra fechar: uma banda que lançou no fim de março/começo de abril e que é completamente diferente dessas duas opções citadas, mas eu adorei: "Transfixiation" - novo trabalho do pessoal do A Place To Bury Strangers. Hehehehe... Belo nome de banda, hein? Macabro! De qualquer forma o disco é muito bom... Muito! Eu fiquei devendo uma resenha inteira, mas como eu já falei é muito trabalho sendo lançado. Esse é o quarto disco lançado pela banda nova-iorquina. E, despeja "noise", "shoegazer", "punk wave"... É um belo punhado de sons criativos e com "punch"... Há um climão dark, barulhos de guitarras, vocais fúnebres, distorção e tudo mais. Mesmo que você abaixe o volume o peso continua. É bem pesado nesse sentido. Poderia fazer parte de um thriller de terror. Eu achei do cacete! Muito bom mesmo... Faltam bandas com essa "cancha"... Uma balançada nas estruturas! Vou destacar seis do disco: "Deeper", "Straigh", "Super Master", "Love High", "We've Come So Far" e "What We Don't See". Tem gente que acha que lembra Jesus & The Mary Chain, Fugazi e um pouco o cultuado "Suicide"... Manja? Então... Sonzeira que vale à pena ter consigo. 



NEWS

- Acreditem se quiser: Segundo o Gallup Healtheways (medição do bem estar) três países da América Central lideram o ranking... Uow! São eles: Panamá, Costa Rica e Porto Rico. Brasil aparece na 15ª colocação... Hmmmm... Estive no Panamá, mas não pude sair... Estava em conexão, mas não tenho essa impressão não... Segundo amigos... Mas...

- Acreditem se quiser II - A Missão: Economist Intelligence Unit realizou um estudo e apontou que NENHUM país da Europa estará entre os cinco mais ricos do mundo em 2050. Atualmente só a Alemanha e o Reino Unido estão. Em quarto e quinto, respectivamente. Ok... Mas, faltam 35 anos para isso... E se houver crises ou recessões até lá? Sou ruim em economia, mas acho meio "furado" esse estudo aí...

- Mais economia... A moeda do Zimbábue, o dólar zimbabuense, estava mais desvalorizada do que qualquer outra. Para ter-se uma ideia - um dólar americano valia 35 QUADRILHÕES de dólares zimbabuenses... Sim... Isso que vc leu! Quadrilhões... Algo louco. O País teve que reformular tudo e recolheu a moeda. Enquanto isso - no Estado Islâmico - o "Dinar" (moeda do EI) vale um pouco mais... Rsrsrsrs... A moeda é de ouro. Ou seja: 1 dinar = US$ 139. É isso mesmo. Uma moedinha daquela vale 139 dólares... Maravilhas da economia moderna!

- Debbie Harry (foto) está de aniversário. Fez ontem (1) 70 aninhos... Ui! Que beleza. Uma diva! 



EXPOSIÇÃO

KURT KLAGSBRUNN
MAR - Museu de Arte do Rio
Até dia 9 de agosto

Preço sob consulta

Fotografias de um Rio Antigo que vale a pena. Tem uma clássica da Cinelândia aonde aparece o extinto Palácio Monroe. Ao lado do Passeio. Hoje - como se sabe não existe mais... A imagem vale muito! É nostálgica...

LIVROS

Luiz Felipe Pondé
Os Dez Mandamentos (+1)
Editora Três Estrelas
128 páginas

ou

Never Enough - The Story of The Cure
Omnibus Press
Jeff Apter
352 páginas

Uma biografia imperdível!



TRACKLIST

Never Enough (The Cure)
Trust (The Cure)
High (The Cure)
Faith (The Cure)
The Top (The Cure)
Mint Car (The Cure)


RIP.

CLIC.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Pauta de Hoje: Leonard Cohen (Live), "Montage of Heck", Pintura Moderna, News, Bandas, Séries e Cinema...


LEONARD COHEN

Esse é o quarto disco "ao vivo" do bardo canadense. Saiu pela Columbia Records em Maio. Aqui está o resultado de turnês de Leonard Cohen feitas de 2008 a 2013. A capa é genial: Leonard de costas a uma platéia de homônimos... Todos devidamente engravatados! O álbum contêm canções ao vivo e outras sem o som externo do público. Estão gravações de canções antigas, raridades, cover (George Jones) e relíquias na voz mais que poderosa de Cohen. Em sua companhia estão sopros, violinos, backing vocals femininos (de sua banda), percussão, baixo, guitarras e bateria. Um verdadeiro "souvenir"... Como diz o título: "Can't Forget: A Souvenir Tour". Geralmente, a voz dos cantores se perdem com o tempo. Leonard Cohen parece que recebeu a benção de melhorar mais e mais suas cordas vocais. Um contrassenso ao tempo. Impossível não se emocionar com o timbre e o poder vocal do canadense. Eu fiquei arrepiado! Destaco cinco belas execuções nesse trabalho: "Light As The Breeze", "Field Commander Cohen" (título já diz tudo), "Choices" (cover de Jones), "Never Gave Nobody Trouble" (um blues de primeira) e "Got A Little Secret" (deliciosa). A crítica considerou quatro estrelas... Um oito e meio! Eu me abdico em dar a minha, pois sou fã incondicional do bardo. Apenas recomendo como um presente a qualquer pessoa importante. "A special gift". Ahhhh... acompanhe a história de "Stages" (Cohen entretém a plateia explicando a trama). A canção é "Tower Of Song" com outro nome... Detalhe: o disco foi gravado em vários países e em diversas datas. Rogo somente para que eu tenha a chance de vê-lo ao vivo. Um dia... Quem sabe? 


MONTAGE OF HECK

O documentário de Brett Morgen sobre o vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, segue a risca os bons já feitos sobre personalidades da música. Não há riqueza de câmeras ou arte maior; o nome diz tudo: documentário. Cru, honesto e direto. Mesmo assim não deixa nada a desejar. O material é muito rico. Eu já vi muita coisa do Nirvana, sobretudo de Kurt, mas nunca tinha visto aquelas imagens. Nunca. São do acervo particular da família. Por esse lado chega a emocionar. São imagens de Kurt bebê, criança, moleque mesmo. Os depoimentos tendem a recriar uma novela. Talvez o doc. peque por isso: meio "soap opera" mesmo. Kurt foi muito paparicado quando menino e fica muito óbvio na película. Mas, existem alguns coelhos da cartola no filme. Uma delas é um "graphic novel" - recurso que o diretor usou para narrar alguns episódios mais picantes ou subjetivos do artista. Fica muito legal. Outro truque bom foi ter descaracterizado a aura de "Yoko Ono" de Courtney Love. Até porque partiu dela a ideia do roteiro. Ela foi uma das principais doadoras do material. Muitas gravações o próprio Kurt fez. Era uma das manias dele: gravar áudios e vídeos de si mesmo. Contando histórias, levando um som, etc... A crítica foi muito positiva. Chegando a uma média de 8,2 nos principais semanais de música e cinema. Claro, como documentário. Eu gostei também. Muita coisa ali eu pude rever algumas ideias minhas a respeito do vocalista. Acho que esse é o maior mérito. 


NEWS

- O Maracanã completou 65 anos na terça (16) retrasada. Ficou faltando uma imagem (abaixo) para registro, pois esse é o templo maior do futebol. E, falo: do mundo! Sim... Você que não entende "lhufas" do esporte bretão saiba que o outrora "maior do Mundo" (e era mesmo) foi o maior palco de futebol do planeta. Jogar nesse estádio significa muito mais do que simples tarefa para clubes brasileiros. Os maiores jogadores do planeta jogaram, e os que não jogaram lamentaram profundamente. Não seria exagero dizer que o "maraca" está para os estádios como a Eiffel está para as Torres ou a Estátua da Liberdade está para as estátuas. Jogar nesse estádio é algo histórico. Personalidades como Maradona, Platini, Pelé, Zico, Rivelino, Tostão, Gérson, Puskas, Eusébio, Cruyff, Di Stéfano, Matthaus, Beckenbauer e outros pisaram ou lá estiveram para visitar e viver a atmosfera do maior templo do esporte. O estádio foi inaugurado em 50 para a Copa no País (aquela que perdemos na final...Hmmm) e Didi foi o primeiro a inaugurar o placar. Viria depois a estátua do Bellini ser inaugurada em homenagem ao capitão da primeira conquista mundial nossa em 1958 na Suécia. Ahhhh... O recorde mundial de uma partida de seleções e/ou clubes também foi registrados ali: mais de 200 mil pessoas DENTRO do Maracanã. É mole? "Uhhhh - O "Maraca" é nosso!!!"


- O novo disco do trio Prodigy demorou, mas saiu. Chama-se "The Day Is My Enemy" e quem distribui é o Lab 344. Após seis anos de ausência fonográfica, o Prodigy ainda mantém o fôlego. Difícil respirar com a quantidade de informações eletrônicas dos tempos atuais, o que prejudica demais o cenário para bandas como eles. Porém, há de se decantar condizente. Faixas como "Destroy", "Roadblox", "Nasty" e "Rhythm Bomb" mantém a pancadaria punk dançante. Vale à pena escutar. Dica para quem quer dar uma boa agitada nas coisas, fazer um boa faxina em casa (né?) ou colocar no carro numa viagem longa. "Prodigy" - ladies and gentlemen!!!

- A extraordinária Nadia Comaneci (ex-ginasta romena) deve comentar pela Sportv a ginástica nas Olimpíadas de 2016. Uow! Baita contratação. Essa moça conquistou somente NOVE medalhas de ouro em duas olimpíadas (76 e 80), sendo a primeira atleta na modalidade a conseguir um dez. Ou seja: a perfeição. Tê-la aqui seria um pontaaaaço do canal.

- Com ritmo bem mais intenso e fotografia diferente, a estreia de True Detective foi considerada muito boa. Há quem diga que curtiu mais do que a primeira pela intensidade e velocidade. Eu discordo. Adoro o clima gótico do nordeste americano e o climão arrastado, filosófico do primeiro. Embora, tenha curtido também essa segunda. Aqui - temos mais ação e os personagens estão todos apresentados. A trama já é exibida ao fim do episódio. Ficou bem também... Vamos torcer para os diretores segurarem o roteiro e mostrarem mais uma ótima história dessa série. Destaco Rachel McAdams em sua personagem cheia de "nóias" e sexy. Ela apresenta uma forma exuberante e garante suspiros nos marmanjões... A conferir.

MOSTRA

Começou a Mostra Modernista Espanhola no Rio, especificamente no CCBB. O artista principal é o cubista Pablo Picasso. É dele mais 60% das obras. Mas, tem outras feras também como Miró, Dalí, Domínguez, Gris, etc... A coleção pertence ao Centro de Arte Reina Sofía de Madri. A exposição fica na cidade do dia 24 de junho até 7 de setembro. 

CCBB - Rio de Janeiro
Entrada GRATUITA

LIVRO

Saiu uma edição brasileira de "Mal-entendido em Moscou" de Simone de Beauvoir. Até então só existia na França. Em 1992, o livro foi publicado em outros países. No Brasil, chega com décadas de atraso. É uma ficção, porém fruto de uma viagem que ela e Sartre (marido) fizeram a extinta União Soviética no fim da década de 60.

Mal-entendido em Moscou
Editora Record
144 páginas
Preço estimado: R$ 25

TRACKLIST

Rape Me (Nirvana)
You Know You're Right (Nirvana)
Something In The Way (Nirvana)
Lithium (Nirvana)
Lake Of Fire (Nirvana)
Sappy (Nirvana)
Territorial Pissings (Nirvana)


HARE HARE

CLIC.

sábado, 20 de junho de 2015

Pauta de Hoje: Death Cab For Cutie (Disco), Christopher Lee (RIP), True Detective (2ª Temp.), Morphine e mais...


Gostaria de comunicar que, por falta de estrutura, não poderei colocar a resenha do Leonard Cohen conforme prometera. Leia-se: problemas com conexão de internet... Pois é... Graças a uma incompetência do cacete estou com enormes dificuldade de conexão. Estou levando o triplo do tempo para ler e escrever o blog. Tornou-se hercúlea a tarefa de deixa-lo completo da forma que eu queria. Entre engrossar de forma torta e deixar para o próximo post do jeito que que quero - fiquei com a segunda. Leonard Cohen e seu novo álbum da maneira certa SEM FALTA no próximo "post". Vamos a versão que a OI me deixou fazer...

DEATH CAB FOR CUTIE

Tenho uma enorme simpatia por essa banda. Os acompanho bastante... Gosto muito das composições dos rapazes e da voz de Ben Gibbard (um dos fundadores). Só relembrando: Ben tocava sozinho um projeto solo desde 1997 e começou a tomar corpo com a presença de Chris Walla (outro fundador - que anunciou a saída recentemente) e Nicholas Harmer. A partir de 98 passaram a ser uma banda, de fato e de direito. Lançaram disco e houve algumas mudanças de membros. Mas, essa dupla Gibbard-Walla foi sempre o embrião. A razão de ser do Death Cab. Infelizmente, conforme mencionado, Walla deixou a banda após o lançamento de "Kintsugi"(2015). Sim, esse é o nome do oitavo disco deles. Uma espécie de arte japonesa de reparação (fixação) de cerâmica. Uma ruptura. Gostou? Sugestivo, não? O som segue a linha do bom, da nata deles... Canções pop bem feitas, com teclados interessantes, faixas dançantes e arranjos bonitos. O tema "japão" parece ser uma tendência... O Blur lançou trabalho com influência do país. Existem algumas referências ao Japão nas letras do disco. A começar pelo título, certo? A banda lançou quatro singles antes de liberar o álbum. Dos lançados, o que eu mais gostei foi "Little Wanderer". Bela composição. Marcante. Acertaram a mão mesmo. "Black Sun" - tão badalada ao sair eu já não curti tanto. É legal, mas achei "mezzo". Acho que passou um pouco do ponto. Minha opinião. "No Room In Frame" - a faixa que incia os trabalhos também é muito boa. Acho que um disco precisa de uma para mostrar ao que veio... E a faixa mostra. Outra que me chamou atenção foi "You've Haunted Me All My life" - saca aquele "rock song" (balada) que a banda sempre o fez com extremo gosto e talento? Pois é. Ótima sacada. Melancólica, lírica, com alguma pegada e bonita. Acabamento de primeira. No miolo do disco tem umas faixas mais calmas mesmo. Baladas, um lirismo e até sintetizadores programados. Dá uma quebra de ritmo boa no trabalho. Após essa "bonanza" vem a canção que mais me pegou: "Good Help (Is So Hard To Find)". Ritmada, com influência "disco" mas alternativa. Gostei bastante. Moderna. Um "Death Cab" para as pistas... Rsrsrsrs... Ouvindo e re-ouvindo todo disco eu constatei que eles acertaram a mão de novo. Muito bom o resultado de "Kintsugi". Um belo álbum com onze canções de indie rock, de pop ou indie pop. E, pelo o que li a crítica deu um belo oito na média para o disco. Se você pensar que os caras estão na estrada mais de quinze anos e oito discos lançados não é pouca coisa... Pense aí... Outra coisa: a arte da capa ficou bem bacana. Uma combinação de preto e branco reluzindo num ambiente cinza. Nem sei se foi de propósito, mas que ficou bonito ficou. Eu citei acima quatro canções do álbum. Citarei mais duas para fecharmos seis grandes faixas do disco: "The Ghosts of Beverly Drive" e "Binary Sea" - a canção que fecha o trabalho. Linda! Não deixe de escutar. O ano está fértil! 


NEWS

- Não tem jeito. Depois de uma loooooonga espera. Loooooonga espera! Foi foda! Estreia "True Detective" amanhã (21) com Taylor Kitsch, Colin Farrell e Rachel McAdams nos papéis principais. Vince Vaughn faz o vilão. Eu adorei a primeira temporada. Simplesmente. Maldade é deixar a rapaziada tanto tempo no soro esperando a nova temporada. Nessa segunda sessão, Taylor faz um policial rodoviário cheio de cicatrizes, Colin interpreta um detetive um tanto quanto "subornável" e de caráter duvidoso, Rachel é a ética em pessoa e Vince assume o antagonista aqui. Vive um chefe de cassino que perde o sócio. A trama desenvolver-se-á acerca da morte de um prefeito corrupto (sócio de Vince) e alguns acordos suspeitos no ramo dos transportes. É isso! Agora é esperar e desejar uma ótima trama! Para quem não conhece o esquema, True Detective não finda a cada episódio. São uma penca de capítulos divididos em episódios (serão oito dessa vez) e ao fim chegamos ao veredicto. Essa fórmula simples caiu muitíssimo bem na primeira temporada. "Here we go"

- O último disco (póstumo) do Morphine, "The Night", completará 15 anos em 2015. Uma das mortes mais viscerais da música. Mark Sandman (Detalhe abaixo) teve um colapso na música "Super Sex" no palco na Itália (Palestrina - 99) e caiu. Começou um ataque cardíaco que mataria o vocalista da banda. Um músico dos mais criativos e geniais do nosso tempo. Mark fora o terceiro dos irmãos que faleceria para desgosto de sua mãe. A história é contada de maneira didática no excelente documentário "Cure for Pain The Mark Sandman Story". Está no youtube disponível. O álbum seria lançado meses depois. 



-  E agora mais essa? O pastel foi a iguaria condenada pelo descaso dos estabelecimentos cariocas quanto a higiene e zelos sanitários. Eu perdi a conta do que já foi autuado... Pastelarias, comidas árabes, restaurantes famosos, supermercados... E a lista é longa! Eu fico mais tranquilo, pois eu como bem mais em casa mesmo, porém urge uma mudança colossal na mentalidade dos nossos empresários. Pelo amor de deus... Não é de hoje que a comida na rua implora por uma higiene mínima, um controle decente de prazos de vencimentos e estoques adequados. Além da necessária elevação no padrão. Como é que é? O empresário só quer ganhar dinheiro? Não tem zelo pelos clientes nem competência para administrar com um mínimo de decência humana? E a saúde da população? É tudo "nas coxas" mesmo? Vergonha na cara, cacete! Quer entrar no ramos de alimentos? Faça direito! Pior é que gosto de comer em restaurantes com comida japonesa... Imagine a m%$#@??? Peixe cru???? Hmmm... 

- Cometi um pecado crucial no último "post"... Deixei de fora meu registro funerário do genial ator Christopher Lee... Que bola fora minha!!! Comentei em redes sociais, conversei acerca, mas não deixei aqui meu penar! Perdoe-me! Descanse em paz, Christopher! RIP.

- Vem por aí um novo álbum do PIL! Angeeeeeer is an energy! 

MARK SANDMAN

O líder do Morphine merece um lugar de destaque na música. Ele foi um dos caras mais criativos que apareceu. Foi uma estrela local em Boston, tornou-se uma maior ainda no país. Foi um poeta, músico, multi-instrumentista dos bons (o Morphine é prova disso) e cartunista. Criou o "twinemen" - um quadrinho com técnicas visuais e foi membro do "Treat Her Right" - banda de blues anterior ao sucesso. Mark nasceu com a arte em seu destino. No documentário fica evidente o trato de seus pais com o menino. Mark sempre foi tímido e lacônico, porém gentil e culto. Era de contar histórias e agitar as coisas. A seu modo, claro. Nesse documentário temos o depoimento de baixistas clássicos (Les Claypool e Mike Watt) falando sobre essa "novidade" de um baixo de duas cordas com "slide" que ele tirou da cartola e moldou o som da banda. Foi algo genial. Morphine foi um som tão criativo que quase ninguém soube cataloga-los... Criou-se o termo "low-rock"... Não tinha como rotular um som daqueles: double strings no baixo e um sax no lugar da guitarra. Era alternativo, mas sofisticado ao mesmo tempo. Era diferente. A mãe de Mark lançou um livro extremamente triste e delicado, pois ela perdera três filhos... Não é qualquer pessoa que segura um troço assim. Isso já marcara Mark de alguma forma. Ele perdeu os dois irmãos de maneira torpe e caiu numa depressão enorme. Já tinha passado por um esfaqueamento dentro de um taxi também... Decidiu se curar através da música. Daí o nome do segundo álbum: "Cure For Pain". Mas, acabou sucumbindo devido a um ataque de coração em cima do palco. Na frente de todos italianos que lá estavam... Acabava o Morphine. Acabava a trajetória de Mark Sandman aos 47 anos. O terceiro filho de Giulle (sua mãe) falecera. Em 1999. Antes do fim do século e milênio. Desgraça e glória, prisão e liberdade dentro de uma biografia muito boa. Mark morou em diversos lugares. Inclusive no Brasil - Santa Teresa no Rio de Janeiro. Falava bem alguns idiomas, entre eles o português. Foi um cara sensacional. Um artista. Bem como a família previra! É isso... Faz muita falta um cara assim... Vida longa ao Mark.


TRACKLIST

Rope on Fire (Morphine)
The Night (Morphine)
You Look Like Rain (Morphine)
Buena (Morphine)
Miles Davis Funeral (Morphine)
Good (Morphine)
Cure For Pain (Morphine)


RIP.

CLIC.